(PSB) ERUNDINA prefeita + (PT) HADDAD vice = um Brasil democrático e popular

Com confirmação do ex-governador SERRA candidato, o PSB de São Paulo dispõe dessa única e melhor solução para a eleição da Prefeitura de São Paulo em 2012. A deputada LUIZA ERUNDINA com HADDAD vice, é viável, útil e a melhor estratégia para se evitar o pior para São Paulo e para o Brasil, sem falsa modéstia paulistana: retirar do limbo o ex-governador com seus compromissos e ambições nacionais. Com SERRA, a candidatura de HADDAD poderá ser derrotada no 1º turno.

Hoje, para a disputa eleitoral HADDAD é totalmente desconhecido e a votação petista o levará até próximo de 25/30%, sem chances de crescimento no segundo turno, se tiver. É totalmente diferente da eleição de DILMA a nível nacional, onde no nordeste, por exemplo, LULA com PT e PSB, chegava a 95/96% de aprovação. Numa eleição municipal o grau de conhecimento e adesões prévias são condições insuperáveis. A votação local tem vocação conservadora, mais ainda em São Paulo, sem riscos com o desconhecido. SERRA e qualquer candidato do PT se igualam nos índices de rejeição, o que beneficia o ex-governador conhecido por 100% da população, além de ser visto como muito mais experiente que o jovem professor.

O jovem ex-ministro HADDAD tem qualidades técnicas e políticas já comprovadas e poderá ser um grande vice-prefeito com funções relevantes na administração e enormes grandes desafios depois destes dez anos desastrosos nos desgovernos KASSAB-SERRA. Na condição de Vice disporá de quatro anos com a prefeita lhe delegando relevantes atribuições como a coordenação das subprefeituras e de grandes projetos de revisão e implantação do Plano Diretor da Capital e o Plano Diretor Metropolitano que têm sido negligenciados, aprovando as intervenções de médio e longo prazo, e assim, ampliará substancialmente o conhecimento da cidade de São Paulo preparando-se para ser um grande prefeito.

Em compensação, ERUNDINA, além de conhecida, idônea e experiente, já possui uma base eleitoral perene e latente com enorme carisma e prestígio nas periferias onde MALUF, também era bem votado e não será candidato. Basta o enfoque na campanha para esse apoio ser reativado e reanimado. ERUNDINA contará com o entusiasmo dos movimentos sociais e com o apoio de LULA, da Igreja e dos sindicatos. Ao contrário de HADDAD, setores conservadores e evangélicos não farão oposição sistemática. Relembre-se, ainda, que LUIZA ERUNDINA jamais contou com o apoio incondicional de uma grande máquina. Mesmo quando eleita em 1988. Ela foi indicada pelas bases que levaram a histórica campanha até a vitória, vendendo camisetas, fazendo faixas, panfletando de rua em rua, de porta em porta, com uma estrutura mínima.

Em razão do projeto nacional que compomos sobressai viável o nome da ex-prefeita se tiver o apoio incondicional do PT de LULA, DILMA e MARTA já com o compromisso de apoio à senadora pré-candidata ao governo em 2014. Com isso, supera-se também o constrangimento de MARTA que foi preterida pelo PT a favor de HADDAD. Diante de uma articulação de alto nível conduzida por CAMPOS e LULA com a conhecida sabedoria e pragmatismo para conduzir o PT a acolher essa posição estratégica que é de interesse nacional.

Evidentes que temos alguns problemas, além combinar com os ´russos´ diria o genial Garrincha: pouco tempo para consolidar essa alternativa com viabilidade e credibilidade eleitoral. Outro é a velha doutrina do PT, tão a gosto do público interno: a de disputar a qualquer preço, válida enquanto não tinha encargos de governo. Agora, nós, PT-PSB, assumimos em todo o Brasil as responsabilidades de governo e estamos transformando o país, precisamos ganhar em São Paulo para entrar com chances reais na disputa pelo governo do estado em 2014. Porém, governar o Brasil e transformá-lo com a oposição de São Paulo tem sido uma obra hercúlea. A boa relação institucional de ALCKIMIN com DILMA e o prestígio da eleição de ERUNDINA pelo PSB em São Paulo, conduzirá ALCKMIN a uma boa interlocução com o PSB para viabilizar os grandes investimentos que a capital precisa com apoios federal e estadual.

No tabuleiro da política nacional vislumbra-se que a todos interessa a derrota do ex-governador. Sua eleição não representará nenhum avanço político. Significará apenas seu renascimento para as futuras disputas nacionais em que, visto em 2010, conduz uma plataforma personalista, despolitizada e alienante para a nossa democracia. Para o governador, a eleição de ERUNDINA não afeta o seu futuro político nem sua administração, mas a de SERRA sim. A primeira obsessão do eterno candidato será a de enfraquecer e torpedear as pretensões políticas de ALCKIMIM e AÉCIO. Se eleita ERUNDINA será a extraordinária base eleitoral de MARTA, de DILMA ou de LULA em 2014 e de EDUARCO CAMPOS, nosso candidato à vice Presidência. Por outro lado, SERRA como candidato a presidente fortalecerá sua obrigatória aliança para a reeleição de ALCKIMIN, reduzindo as chances de MARTA.

A posição histórica do PSB tem sido de um aliado leal. Foi assim no governo LULA e também nas alianças em São Paulo, Minas, no Paraná, na Paraíba, no Piauí, no Ceará, em Pernambuco, no Espírito Santo, no Amapá, em Sergipe, no Recife, em Belo Horizonte, em Curitiba etc. De forma positiva o PSB tem sido alternativa ao dualismo PT-PSDB de quem podemos ser adversários leais, jamais inimigos. A doutrina de JAMIL HADDAD e MIGUEL ARRAES continuada por EDUARDO sempre colocou o PSB em apoios de programas e nunca fisiológicos. Jamais foi acusado do pernicioso jogo do toma lá da cá que tanto males fazem ao ambiente político e à democracia. Temos sido parceiros na defesa das exitosas políticas públicas.

A conjuntura política e da legítima disputa de poder passa por São Paulo. Em 2016 a incansável LUIZA ERUNDINA estará realizada e consagrada com uma grande gestão, ética, moralizadora, reformista e transformadora de nossa megalópole numa urbe civilizada, humana e solidária, digna de ser a sua cidade que escolheu para viver, lutar e honrar. Poderá assim honrar, sem nenhuma tensão ou constrangimentos, o compromisso de não pleitear o direito à re-eleição.

Historicamente os governos populares de Getúlio, Juscelino, Jango, Lula e agora com Dilma, sempre tiveram a sistemática e dura oposição paulista atuando contra os interesses nacionais. Agora temos com ERUNDINA e aliança PSB-PT e aliados um patrimônio político e moral extraordinário viabilizando o alinhamento nos três níveis. Defendemos junto ao PSB essa melhor solução local e nacional. Cabe aos companheiros do PT reconhecerem a oportunidade estratégica, viável e necessária, enxergando além do horizonte partidário pelo interesse nacional. Governar o Brasil sem São Paulo tem sido dose de leão, mesmo assim, temos conseguido resultados extraordinários que poderiam ter sido potencializados no interesse do povo brasileiro com o apoio do poderio econômico, político e social dos governos paulistas que sempre foram oposição.

José Roberto Militão,

Presidente do PSB - ZONAL da LAPA

- Membro do Diretório Municipal do PSB-SP

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Respostas a este tópico

Militão,

De acordo com a chapa, sobretudo pela Erundina.

Infelizmente porém, o PSB de São Paulo não tem nela sua liderança no estado.

Bom, a ideia é boa. E é muito correto neste caso que vc assine sua filiação partidária.

Mas duvido que o PT tope.

Eu discordo da parte inicial nisso da numerologia quando há candidatos pouco conhecidos. Acho que em 2010 pra eleição de MG o Anastasia estava com muito baixa preferência também. Nisso de pesquisas eleitorais conta muito a preferência mostrada em pesquisas espontâneas por campo.

Lembro muito bem das pesquisas de 2008 : a Marta sempre esteve entre 40 e 48% dos votos válidos, antes do 1º turno muitos achavam que ela estava "com folga", mas eu achava que os eleitores de Maluf, Kassab e Alckmin eram intercambiáveis. Acho que 25-30% é piso pra candidato do PT, 50% teto (em S.P. capital)

Mas Marta era nome sobejamente conhecido. Vamos a Dilma. Para a eleição de 2010 o campo lulista sempre esteve acima de 50% (Lula + candidato de Lula + Dilma) Estatisticamente a transferência foi quase total. O único ponto em que não se chegou os 50% foi justamente o dia da eleição. Mas é que houve aquela campanha turbinada em igrejas, youtube e por email para transferir, em dias estratégicos (a estratégia daquele guru era não dar tempo de resposta) votos de Dilma para Marina para Serra ir ao 2º turno.

Voltando a S.P. Este ano teremos uma novidade : o retorno do PMDB (eu considero Russomano-PRB um quase continuísmo do Russomano-PP malufista, corrente sempre presente) com um Chalita de baixa rejeição.

Podemos ter outra novidade : uma eventual "cristianização" de Serra. Será que o PSDB local já foi pacificado?

Suspeito que por volta do início de campanha teremos 4 candidatos competitivos, situação que tende a levar para 2º turno.

Ainda sobre eleições em Sampa.

Este ano decidi passar ideologia para 3º plano.

O primeiro plano é credibilidade. Isso para mim exclui Serra.

O segundo plano é o combate a homofobia e a igualdade de direitos civis. Para o primeiro há campo para a prefeitura atuar, nas escolas e junto ao funcionalismo, por exemplo.

Então só voto para executivo no 1º turno se algum dos demais candidatos tiver algum discurso menos mequetrefe que a média para oferecer. Atualmente o melhor discurso é o de Russomano, que também não sabemos se é muito sincero com o evangélico PRB por trás. O 2º melhor discurso é o de Chalita, que não deve se manter se ele quer o minuto de TV do também evangélico PSC. E estou torcendo pra imprensa cobrar de Haddad a verdade sobre o Escola sem Homofobia.

Eu não estou querendo promessas não, só um aceno simpático, a esta altura do campeonato já seria um alento.

O 2º turno vou deixar pra pensar após o 1º turno.

Para vereador vou tentar achar algum candidato com chance de se eleger que assine a carta da AGLBT. Na ausência disso tentarei ajudar o PSoL a eleger seu primeiro vereador na capital, posto que esse partido conseguiu firmar fama de simpatizante.

Preciso votar no discurso porque este antecede a prática. Voto pavloviano.

Obrigado Gunter,

Acho que a Erundina contempla tudo isso que você exige. Credibilidade e compromissos de combater os preconceitos, ela própria, eterna vítima deles.

Com a Erundina viabilizada conto também com a cristianização do Serra, aliás, seria o ALCKIMIM pagar com a mesma moeda e tendo na prefeitura uma aliada da Dilma que ele tanto precisa.

Com o HADDAD-PT, a situação se inverte, e interessa ao governador não fortalecer o PT.

Em relação ao Anastázia, além de ser estadual, onde a máquina do governo funciona, o PT ausente.

Bem por hora, estamos ainda forçando a barra interna para viabilizar a postura do PSB.

abraço,

Boa sorte. Mas o que AnaLú falou abaixo também é uma chapa interessante. O PT não tem candidato pra 2014, basta não se assinar papelzinho que um bem avaliado prefeito Haddad (se se eleger) pode ser catapultado a governador. (Eu avalio que se superestima isso da renúncia do Serra como razão para rejeição, tanto que ele se elegeu governador em 1º turno, o que é raro em S.P., na mesma ocasião.)

(Mas eu desconfio que o Alckmin vai gelar Serra de qualquer modo, só mudará a intensidade. Só que há a necessidade do PSDB de eleger vereadores também, e os santinhos tem que contar com a imagem de todos, não?)

E se souber de candidato a vereador do PSB que venha a assinar a carta AGLBT por favor me avise. Mas precisa ser dos 4 ou 5 com maior votação, competitivo, não só pra reforçar a votação de legenda.

Abs.

Eu adoraria, mas acho que é entreter ilusoes. Nao sei se a idéia passa no PSB, mas duvido que passe no PT, infelizmente. O contrário (Haddad para prefeito, Erundina para vice) seria mais provável de ser aceito. 

Bom dia Militão,

Erundina é uma mulher que já mostrou a que veio e que tem uma coerência invejável. Seria uma chapa e tanto. Não sendo paulista, não entendo bem o eleitorado paulista. Entendo o incompreensível eleitorado mineiro e olha que até pra nós é difícil entender. Espero poder ter alternativa viável para votar aqui, em outubro. Ainda não me recuperei do gosto amargo que foi  ver Patrus, um dos caras que mais respeito na política,  ombreado com a escória e anular meu voto. Nisto acho que, aconteça o que acontecer aí, foi libertador não ver Kassab aliado a Haddad. Nada vale qualquer preço, eu creio nisto. Torcendo mto pelos paulistanos, sempre.

Esta frase vi no facebook há pouco.

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