Enquanto convivemos com uma onda de radicalismo religioso, os suecos escolheram outro caminho. E compartilham ao invés de segregar.

Do Terra

 

Suécia reconhece compartilhamento de arquivos como religião
04 de janeiro de 2012  19h27

Autoridades suecas reconheceram a Igreja Missionária de Kopimism - baseada na crença de que a cópia e o compartilhamento de arquivos na internet é um ato sagrado - como uma religião oficial. A igreja, fundada em 2010 pelo estudante de filosofia Isak Gerson, tem mais de 3 mil seguidores. As informações são do siteHuffington Post.

Um texto publicado no site oficial afirma que, para a igreja, "a informação é sagrada e a cópia é um sacramento". "Ser reconhecido pelo Estado da Suécia é um grande passo para todos Kopimi. Esperamos que este seja um passo em direção ao dia em que poderemos viver a nossa fé sem medo de perseguição", diz em nota o líder espiritual da Igreja de Kopimism.

Os fundadores do movimento tentavam há um ano o reconhecimento como religião oficial. A Suécia aprovou o pedido pouco antes do Natal, mas Gerson só abriu a carta na terça-feira, segundo o site britânico da revistaWired. "Ser reconhecido pela Suécia irá ajudar a fortalecer nossa identidade", disse à revista, afirmando que o próximo passo será desenvolver a prática religiosa. Apesar do reconhecimento como religião, a cópia e o compartilhamento de arquivos segue ilegal para os seguidores da Kopimism.

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Respostas a este tópico

Amei essa igreja... Vou me converter (rs, rs). 

Estou inclinado a abrir uma filial brasileira! Podemos reunir alguns membros por aqui (no blog)...

Será que seremos reconhecidos?

Tenta o Foo, acho que ele entra. E o Rovai (rs, rs). 

O símbolo sagrado da nova religião:

Maravilha! Mas um acrescentar um sinalzinho que indicasse "download" seria bom... 

Esta reportagem é boa e dá mais detalhes. Curioso é que o site se chama Notícias Gospel

Compartilhamento de arquivos é reconhecido como religião na Suécia


Os criadores da igreja do kopismo defendem o direito de copiar livros, vídeos, música e software e compartilhá-los pela internet

Compartilhamento de arquivos é reconhecido como religião na Suécia

A Suécia reconheceu como organização religiosa uma igreja que prega o “kopismo”, ou seja, o compartilhamento de arquivos como música, vídeo e etc. por meio da internet. A ideia dos organizadores era criar conseguir esse reconhecimento para não serem punidos por copiarem arquivos sem as devidas autorizações.

“Para a igreja do kopismo, a informação é divina e o compartilhamento é um sacramento”, informa comunicado da entidade. “A informação contém valor, que se multiplica por meio da cópia.”

O texto diz que o governo reconheceu a entidade antes do Natal, mas que foi necessário fazer três petições para que a organização, presidida por Gustav Nipe, fosse aceita como uma igreja.

A Suécia se torna o primeiro país a reconhecer o kopismo como religião.  “Esperamos que esse passo seja em direção a podermos viver com a nossa fé sem medo de perseguição”, disse Isak Gerson, líder espiritual, em comunicado divulgado pela igreja.

Inaugurada em 2010 a Missionary Kopimism Samfundet [Igreja Missionária do Kopismo]  já conta com mais de 3 mil membros, mas para fazer parte não é preciso fazer nenhum registro, basta participar dos encontros onde as pessoas compartilham informações entre si por meio de cópias e remixes.

Seus adeptos usam a internet para discutir assuntos do mundo virtual, em especial sobre a compra de softwares tanto que um dos mandamentos seguidos por quase mil pessoas é “Não roubarás, copiarás”.

A criação da religião foi pensada com base em um parágrafo legítimo da constituição sueca: “Capítulo 2. § 1 cada cidadão tem garantia do governo a liberdade de religião: Liberdade, seja sozinho ou com outras pessoas, para praticar sua religião.” Sendo assim os suecos podem copiar arquivos em softwares sem serem criminalizados por isso, dizendo que é a religião e que possuem liberdade de segui-la.

Nos “cultos” é pregado o  livre compartilhamento como algo sagrado. Nenhum deles compra livros, CDs ou DVDs, nem utiliza programas como Windows ou iTunes. Usam o sistema aberto Linux nos computadores e, para justificar os atos fora da lei, costumam afirmar que impedir a comunhão da cultura, ou cobrar por ela, é inaceitável.

Precisamos urgentemente de uma filial no Brasil... (rs, rs)

Pô, e qual o pecado que leva o cara pro inferno?

Será que manter um firewall para evitar cópias abusivas? Desconectar o micro da rede?

Algumas sugestoes: ficar defendendo a ministra do ECAD; aprovar aumento do prazo legal de copyright. 

O bom desta religião, parece, é este: Não existe pecado!!!

Discordo. Os que citei acima sao pecados mortais... 

É que respondemos quase juntos, não tinha visto a sua resposta. Talvez você tenha razão Analú, religião sem pecado não cola, né?

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