Rei do Butão, Marina Silva, Eduardo Gianetti e Felicidade Interna Bruta (artigo revisado)

(Este artigo em 11/09/14 foi revisado, editado e incrementado)

Há pouco tempo pesquisava sobre desenvolvimento para escrever algo sobre o Limite do Crescimento, como há pessoas que pregam a descrescimento (ou seja, crescimento negativo) pesquisava sobre o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB), um conceito introduzido pelo falecido Rei do Butão Jigme Singye Wangchuck.

O conceito de FIB foi proposto por este rei que para aplacar as críticas ocidentais sobre o atraso de seu país, disse que o importante é sermos felizes e não possuirmos. A ideia central até parece boa, mas o conceito foi levantado por uma das mais atrasadas monarquias do mundo. Para dar ideia do atraso do BUTÃO, vou colocar alguns dados sobre a linha de tempo de eventos neste país:

1958 Abolição da escravidão.

1982 Banco Central (que chega antes da TV)

1999 a TV

2005 Se propõe que a monarquia absoluta seja passada a monarquia constitucional nas primeiras eleições.

2008 Primeiras eleições do Butão.

Ao ler a entrevista do Economista e Filósofo Eduardo Gianotti, feita ao VALOR, me chamou atenção o último parágrafo da entrevista, onde ele diz:

Valor: O que diferencia o projeto da Marina dos demais?

Giannetti: Uma das diferenças do projeto liderado pela Marina é que não vemos a economia como um fim em si mesmo, ela é pré-condição para uma vida melhor para todos, de uma realização mais plena. O sonho que nos move é que a economia deixe de ocupar o lugar de proeminência que ela ocupa hoje no debate brasileiro para que a gente possa focar em questões ligadas à cidadania, à realização humana, à felicidade.

 

Além da entrevista de Gianetti ao Valor, com uma revisão mais detalhada, foi achado posteriormente uma outra entrevista anterior a esta em 2012, onde se vê claramente a nova faceta do filósofo Eduardo Gianetti numa entrevista que está gravada na Internet (http://videos.r7.com/economista-eduardo-giannetti-fala-sobre-os-rum...) em que coisas extremamente reveladoras são deixadas a claro.

Tem-se nesta entrevista, fatos conhecidos e outros não tão conhecidos, fala-se da presença de Gianetti na campanha de Marina vem desde a eleição de 2010 onde ele fez parte da equipe que organizou o programa econômico de Marina, também ele se posiciona contra as políticas de cotas públicas para a universidade e fica sem palavras quando um dos entrevistadores pergunta como ele se sente raciocinando da mesma forma que Demóstenes Torres, também se declara contra a universidade pública gratuita para todas as camadas da população.

Lá no fim da entrevista (32:00) entra ao fundo na concepção da Felicidade Interna Bruta, que segundo o mesmo para países com o PIB médio (como o Brasil - comentário meu) é possível se atingir um FIB satisfatório (outro comentário meu - não é mais necessário desenvolver mais) ou seja, se garantido o mínimo as pessoas serão felizes (qual é o mínimo e quem o define? -comentário meu).

Também na mesma entrevista o Gianetti, justifica a necessidade iminente de se passar para um novo paradigma de desenvolvimento devido ao Aquecimento Global Antropogênico, que questionado pelo mesmo entrevistador pela realidade deste AGA ele toma-o como um dogma de fé.

Outra parte que é extremamente constrangedora para o filósofo-economista é quando perguntado se uma quebra de paradigma desta ordem não iria contrariar o capitalismo, ele tenta sair dizendo que os USA não se enriqueceu devido a exploração de nenhum país (????), mas fica simplesmente sem palavras quando lhe perguntam sobre o passivo ambiental criado por este país através da exploração dos recursos naturais de todo o mundo. Neste ponto fica implícito, segunda a minha opinião, que Gianetti faz aquela opção, quem roubou até agora não se faz nada, e de hoje em diante proíbe-se todos de roubar!

Para ver até o ponto que o programa de Marina está contagiado pelos conceitos de originais de Felicidade Interna Bruta, listo aqui os pilares básicos do FIB:

  1. Promoção do desenvolvimento Educacional para a Inclusão Social
  2. Preservação e promoção dos Valores Culturais
  3. Resiliência Ecológica na base do Desenvolvimento Sustentável
  4. Estabelecimento da Boa Governança
  5. Preservação dos Valores capazes de garantirem a Vitalidade Comunitária
  6. Saúde na Garantia da Vida
  7. Desenvolvimento Sustentável para a Inclusão e potencialização do Padrão de Vida
  8. Diminuição da jornada de trabalho na promoção do tempo livre e do Lazer

Estes pilares, e essencialmente 3, 4, 5 e 7, parecem muito com os que estão sendo martelados pela candidata Marina Silva.

Como a coincidência era demais e sabia que há algum tempo havia sido realizada em Foz do Iguaçu a 5ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL FELICIDADE INTERNA BRUTA, procurei na Internet e simplesmente no site que apresentava a programção (http://www.felicidadeinternabruta.org.br/programacao.html) para a minha surpresa quem abria a Conferência no outro dia após a apresentação do Primeiro Ministro do Butão, Exatamente nem mais nem menos do que Marina Silva

Talvez não tenham se dado conta, mas a sustentabilidade de Marina Silva e do seu Guru econômico é baseado na proposta da chamada “FELICIDADE INTERNA BRUTA”, que de acordo com princípios BUDISTAS e NÃO EVANGÉLICOS (como se pensavam), e foram inventadas por um Rei que em 1990 expulsa ou forçados a deixar o país quase um quinto da sua população, pois eram de uma etnia minoritária os Lhotshampa, ou seja, ele era tão preocupado com a Felicidade dos outros que expulsa 107.000 pessoas num país que tinha uma população de 600.000.

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Respostas a este tópico

Rogério

Veja a relação de prêmios:

- Medalha Duque de Edimburg - das mãos do principe Phillip da Inglaterra, maior comenda concedida pela WWF.

- Premio Sofia da Noruega, U$100 mil por seus serviços prestados e eficiência na missão de travar e deixar sem possibilidades de desenvolvimento uma região de 4,5 milhões de Km2. Como companheira nesse premio, D.Marina teve a Wangari Mathai, uma queniana que fez um bom serviço também no Quênia, e estão conseguindo seus intentos que resumidamente são os de manter regiões riquíssimas de recursos naturais na mais vergonhosa pobreza.

- Word Rainforest Awards - concedido pela RAN Rainforest Action Network, como reconhecimento pelos seus trabalhos em manter os pobres coitados da floresta tropical na forma que estão vivendo desde o seculo XVIII, lembrando, exatamente como nasceu e cresceu Marina, a ideia é manter outras gerações de "Marinas", obviamente sem a sorte da primeira.

Estamos bem arranjados, D.Marina, a mais nobre representante do que podemos chamar PRP "Programa do Retrocesso Planejado", deve sair vencedora nesse embate, oferecendo à população algo que não deveria ser oferecida como qualidade mas sim deveria ser obrigatoriedade em qualquer candidato: Honestidade.

Outro que tem como base de campanha essa "qualidade" é o candidato a reeleição Suplici, é um homem honesto, somente isso, não peça mais nada.

Assim segue nossa historia se realizando dia a dia.

abraços

Minha opinião (a do principal intermediário do SITE SONHÁTICOS logo após ter sido criado o Coletivo Pró Partido).

Foi uma das inúmeras contestações sobre meu tópico: O PROGRAMA DO PARTIDO.


1) Não existe prioridade acima de outra. Você pode investir muito na educação, mas se não tiver as ruas tranquilas ou se estas crianças não estiverem em condições salubres, ou se elas demorarem 3 horas para chegar à escola, o desempenho da educação será pífio. Além disso, 15% na educação é loucura. 10% já é um exagero sem tamanho. Temos que parar de nos preocupar com o número e pensar na qualidade do gasto. Esta coisa de 10% ou 15% do PIB para a educação me parece número "para inglês ver".

Creio que neste ponto, ele está afinado com a posição do Mantega e do Rei do Butão.

2) Tudo é importante: Educação, Saúde, Segurança, Transporte. Não podemos estabelecer prioridades em ordem crescente/decrescente.

Essa é a posição de grande parte da classe média!

3) Concordo em Mandato Único. Prefiro 5 ou 6 anos de mandato, sem reeleição.

4) O que é câmara única e lei única?

Defensor da nova política, apenas, como slogan para chegar ao poder.

5) se deputados e vereadores são dedicados somente à fiscalização então eles não são mais deputados e vereadores. Isto se torna uma mudança constitucional, com objetivo de acabar com o modelo federalista. Concordo que municípios como ente federado é exagero, mas tirar o poder legislativo dos estados é loucura.

Depois que se criou a organização rede, o site ficou abandonado. Estavam preocupados em serem vereadores, deputados estaduais etc.

6) País Unitário? Tô fora, me parece ditadura.

Mudanças? Só interesses pessoais! 

7) Concordo com um regime misto de financiamento: estabelecer um teto para o financiamento privado e o resto contemplar com financiamento público.

Como renunciar ao financiamento de bancos?

8) Concordo com educação em tempo integral.

Desde que não precise de mais dinheiro. Não se pode desagradar aos financiadores da campanhas!

9) A décima alternativa me parece extremamente inviável, 40% das reservas? Se o país entrar em qualquer crisezinha você acabou de deixar o país à deriva. Temos que ser responsáveis com o Gasto Público.

É assim que essa gente pensa (e não estão sós!). Investir na Educação é Gasto Público!

Caro Lafaiete

Você fala que não precisa de mais dinheiro para a educação, então lhe pergunto, os salários dos professores ficam mantidos na miséria que se apresenta hoje?

Li em artigo de jornal, não sei da veracidade da informação apenas repasso, Brasilia possui 20.000 servidores comissionados, possivelmente "aspones" hoje trabalhando arduamente como cabos eleitorais, porem trabalho mesmo somente nessa época, enquanto professores com holerites de R$ 800,00, não dá para segurar, não acha?

Outro dia li outro artigo que o governo federal cumpriu a meta de 10% da arrecadação para a saúde pois utilizou a verba da bolsa família como se da saúde fosse.   

Então quando você fala em utilizar bem as verbas, concordo, porem para se pagar melhor, digo bem melhor aos professores, são próximo a 2,5 milhões de profissionais militando no ensino, creio que há necessidade de mais verbas.

Tem-se que pagar bem ao profissional de ensino a ponto de se ter concursos concorridos para se ingressar na profissão, assim como se tem hoje para juiz, cartorário, policia federal, fiscal da receita,  Banco do Brasil, etc...

Somente assim teremos profissionais comprometidos com o projeto ensino, e para isso, precisa-se de dinheiro na educação sim, talvez tirar um pouco dos comissionados de Brasilia e outras capitais e direcionar recursos para a educação.

Quanto a saúde, habitação, transporte e segurança também considero importante, porem, perceba que a parcela da população que possui educação, quando falo educação entenda-se ensino, via de regra tem menor dependência da saúde, transporte e habitação patrocinada pelo estado.

Abraços 

Sebastião,

Você já fez comentários em meu tópico UM PROGRAMA PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL que está publicado, aqui, no FORUM e no BLOG. Proponho, pelo menos, um investimento de 15% do PIB na educação básica.

Preste atenção que transcrevi a posição do porta-voz do SITE SONHÁTICOS. O que escrevi está em negrito.

O texto do porta-voz começa por:"Minha opinião"

Se desejar relembrar sobre o que penso sobre o tema, ele está, como disse, publicado no Portal do Nassif.

É pena que a classe média não tenha o devido interesse pelo assunto. Até neste Portal, existem muitos GRUPOS, mas sobre a educação, não.

Nota: Sou membro do SITE SONHÁTICOS (MNP - Movimento por uma Nova Política) e lá, também, nunca foi dada a devida importância à educação. Foi lá que publiquei, 2011/2012, pela primeira vez, um tópico sobre a necessidade de um investimento alto na educação básica.

Creio que um dos principais motivos que inibem os políticos de carreira a pleitearem ou aceitarem uma proposta mais ousada para a educação básica seja o financiamento privado. Como propor algo que não apetece aos financiadores das campanhas eleitorais?

A organização REDE, já nasceu assim! Isso não representa uma NOVA POLÍTICA!

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