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Permalink Responder até Marco Antônio Nogueira em 10 agosto 2012 at 5:26
OBRA DE J G de ARAÚJO JORGE
As informações abaixo foram compiladas dos livros "Concerto a 4 Mãos" 2° edição, página 173,e "Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou" volume II, 1° edição 1966, página 352.
J. G. de Araujo Jorge é o mais popular poeta do Brasil, de nossos dias. Seus versos multiplicam-se pelos cadernos de poesia dos jovens; são declamados em festas e recitais; difundidos em programas radiofônicos, jornais e revistas de todo o país, e, principalmente, estão na memória e no coração do povo.
Que maior glória pode aspirar um Poeta? Só Castro .Alves e Augusto dos Anjos conseguiram no Brasil popularidade igual à conquistada por esse grande poeta moço.
Ele próprio já confessou, numa trovinha:
Minha maior alegria
minha glória humilde e nua
é ver a minha poesia
fazer ciranda na rua
Lírica e social, a poesia de Araujo Jorge emociona os corações enamorados, fala à alma de toda gente porque traduz seus desejos, angústias e esperanças, e, ao mesmo tempo, indica rumos e faz-se intérprete das reivindicações de sua época.
Romântico e socialista, é o poeta moderno que interpreta seu tempo e vê sua mensagem cumprir sua missão. J. G. de Araujo Jorge compõe letras para canções e para hinos. É o poeta do seu povo.
Eis uma relação completa de suas obras:
Índice de Obras de J. G. de Araujo Jorge (clique para acessar)
01 - 1934 Meu Céu Interior
02 - 1935 Bazar De Ritmos
03 - 1938 Amo!
04 - 1934 Cântico Do Homem Prisioneiro!
05 - 1943 Eterno Motivo
06 - 1945 O Canto Da Terra
07 - 1947 Estrela Da Terra
08 - 1948 Festa de Imagens
09 - 1949 A Outra Face
10 - 1952 Harpa Submersa
11 - 1959 Concerto A 4 Mãos
12 - 1958 A Sós. . .
13 - 1960 Espera.. .
14 - 1961 De Mãos Dadas
15 - 1961 Canto A Friburgo
16 - 1964 Cantiga Do Só.
17 - 1965 Quatro Damas.
18 - 1966 Mensagem 19 -1960 Coleção Trovadores Brasileiros
20 - 1964 Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas,
21 - 1964 Trevos De Quatro Versos . Trovas
22 - 1969 O Poder Da Flor
23 - 1942 Um Besouro Contra A Vidraça PROSA
24 - 1961 Brasil, Com Letra Minúscula- PROSA
25 - 1939 Poesias - Coletâneas
26 - 1947 Poemas De Amor-Coletâneas.
27 - 1948 Antologia Da Nova Poesia Brasileira
28 - 1961 Meus Sonetos De Amor Coletâneas
29 - 1961 Poemas Do Amor Ardente Coletâneas
30 - 1963 Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou
31 - 1964 Amor Vário Antologia Lírica.
32 - 1966 Os Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou
33 - 1969 No Mundo Da Poesia Crônicas
34 - 1970 Mais Belos Sonetos Que O Amor Inspirou
35 - 1981 O Poeta Na Praça - Coletâneas
36 - 1986 Tempo Será - Coletâneas
Permalink Responder até Marco Antônio Nogueira em 10 agosto 2012 at 5:28
CLIQUE PARA ACESSAR
Índice de Obras de J. G. de Araujo Jorge (clique para acessar)
Permalink Responder até Marco Antônio Nogueira em 10 agosto 2012 at 6:07
J G de ARAÚJO JORGE FALANDO DE SI
36 - O POETA NA PRAÇA - ( 1a edição - 1981)
Não há incompatibilidade entre o poeta e o político. Aí estão os
exemplos no mundo contemporâneo: Lorca, Neruda, Mao Tsé-tung,
Ho Chi Minh, Lumumba, Senghor, Agostinho Neto, Nicolas
Guilhen, poetas líricos, sociais e grandes líderes de seus povos.
Em mim, são como duas faces de uma mesma moeda.
Na Faculdade de Direito, fundei uma Academia de Letras, fui
orador do CACO, da União Democrática Estudantil,
(germe da UNE), presidente de Diretório, do 1o Congresso nacional
da Juventude, diretor de jornais, publiquei meus primeiros livros,
atuei em movimentos políticos e populares.
Costumo dizer:
"fiz curso de
Felinto Müller e do Gal. Newton Cavalcanti."
Lia Marx, Spengler, Rousseau, e Castro Alves, Alvares Azevedo,
Tobias Barreto. Em 1943, uma posição humanista: "O Canto da
Terra". Em 1947, uma definição política: "Estrela da Terra".
"Na encruzilhada de minha poesia / Cristo e Marx se encontrarão
e acima de tudo cantarei a liberdade" Antecipava em 30 anos a
"Populorum Progressio", e a revolução da Igreja de João XXIII
tentando conciliar o cristianismo e o socialismo. Quando a crítica
metia o rabo entre as pernas com medo da ditadura, e os poetas,
como caramujos de jardim enclausuravam-se em hermetismos
artificiais, lancei livros que o DIP apreendeu, participei de comícios
dissolvidos a bala, vi meu programa "Encontro com a Poesia" ser
retirado do ar, pelo SNI, então dirigido pelo Gal. Golberi do Couto
e Silva, no dia do lançamento de "Mensagem".
Mas proclamava em minha poesia neo-romântica: "Não me
envergonho nunca de falar de amor" ou , "Acima de tudo cantarei
o amor./ O de Cristo e Confúcio, o de Romeu e D. Juan/ o de Che
Guevara./ Botarem-me então no "índex". E passaram a coachar:
"É o poeta das moças." E daí? Poeta das moças, dos moços, e com
isto, sinto-me, como dizia Romain Roland, "um contemporâneo do
futuro".
Subestimam o leitor, o grande e insuspeito juiz. Vingam-se dos que
tem leitores, eles precisam de cicerones para poderem ser entendidos,
e parodiam
Édipo: "Decifra-me, ou morrerás" Complexados. Shakespeare foi,
em seu tempo, considerado "um poeta açucarado". Baudelaire,
preso e acusado de imoral. No Brasil tenho ouvido restrições a
Vinícius porque "desceu até a canção popular; a Jorge amado, que
está "transigindo com o público"; Chico Buarque, classificado como
compositor "de laboratório".
Drummond, o grande poeta, se queixa num de seus poemas da
"galhofa" de alguns. Console-se. Teria que me queixar da galhofa
maior de certa crítica, "não-li-não-gostei" , e de certos intelectuais,
filhos de encalhes, da poeira das estantes, e ininteligíveis ao próprio
bestunto. Neste livro reuni poemas de sentido social e político, de sete
livros publicados e de um ainda inédito. Uma face da minha poesia.
A que sei fazer. A que, para minha alegria, "faz ciranda com o povo
nas ruas".
-J.G. de Araujo Jorge
Brasília, maio de 1981
Obs: Os oito livros que compõe "O Poeta na Praça" são:
TEMPO SERÁ - ..........( 1986).Publicado alguns meses antes da sua
morte.
O PODER DA FLOR .......(1970)
CANTIGA DO SÓ......... (1965)
MENSAGEM ..............(1966)
A OUTRA FACE.......... (1949)
ESTRELA DA TERRA...... (1947)
O CANTO DA TERRA ..... (1943)
CÂNTICOS.............. (1941)
© 2013 Criado por Luis Nassif.