OS RESULTADOS DO TESTE PISA E O ENEM 2014.

Mais de 529 mil estudantes tiraram nota zero na prova.


Apenas 250,entre 5,9 milhões de estudantes, alcançaram o conceito máximo de 1000 pontos.Nota 470,8, ante 521,2 em 2013 e uma considerável queda (7,3%) no desempenho médio em matemática.

O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) nos mostram que não saímos do lugar nos últimos anos.

Os piores resultados estão no Norte, onde os estudantes conquistaram, em média, 417,5 pontos na redação.

Pretendem informatizar o ENEM. Isso significa elitizar, ainda mais nossa educação básica, pois são enormes as desigualdes de recursos para compra de computadores e uso da internete. O Sr Ministro demonstra desconhecer essa realidade. Vive em outro mundo! 

Além do péssimo serviço prestado pelas operadoras de internet, até nas capitais do nosso país! Será que ele não sabe disso?

VOTEI DUAS VEZES NO LULA E NA DILMA. NÃO ESTOU SATISFEITO!
O BOLSA FAMÍLIA RECEBI COMO UMA NECESSIDADE EMERGENCIAL! FIQUEI AGUARDANDO QUE SE INVESTISSE NA EDUCAÇÃO COMO PRIORIDADE NACIONAL. CONTINUO ESPERANDO!

Vejamos: O FHC deixou o governo com um mísero investimento de 3.8%, na educação básica. Hoje, depois desses 12 anos, o investimento chegou a um pífio patamar de 5%.

Quanto estaríamos investindo, em 2014, caso, após 2002, esse investimento fosse incrementado 1% ao ano? Diante disso, passo a considerar o bolsa família como uma esmola. O nosso povo, a nossa juventude pobre, necessita muito mais. Necessita de educação!

A carta ao povo brasileiro está sendo cumprida! Estamos gastando cerca de 50% do orçamento com a dívida pública!

O PT É O RETRATO DESSA SOCIEDADE CONFUSA E SEM RUMO. TODOS DISCUTEM AS MAZELAS, MAS NÃO APRESENTAM UM PROJETO DE PAÍS. E QUALQUER PALPITE QUE NÃO PASSE PELA EDUCAÇÃO SERÁ APENAS MAIS UM! ENTRE MUITOS DOS MANIFESTANTES DE JUNHO E OS ATUAIS “ROLEZINHOS TEMOS MUITAS COISAS EM COMUM: AQUELES QUE NÃO PRATICAVAM VANDALISMO, MUITOS PORTAVAM FAIXAS EXIGINDO EDUCAÇÃO. ESSA NECESSIDADE SERÁ SENTIDA MAIS TARDE POR ESSA GERAÇÃO DE ADOLESCENTES. SÓ A EDUCAÇÃO NÃO VAI RESOLVER AS NOSSAS MAZELAS, MAS É A BASE PARA O NOSSO FUTURO! SEM ELA, NÃO TEREMOS FUTURO ECONÔMICO E SOCIAL!

Às potências do NORTE, é preferível que o Brasil cresça o suficiente para garantir um fornecimento de matérias primas, aqui exploradas, e um mercado razoável para escoar seus produtos industrializados. Não interessa que nossa educação chegue a um patamar tão elevado, que permita o desenvolvimento de tecnologia própria e, em consequência, passarmos de importadores a competidores.

Temos como exemplos: No passado, a luta pelo PETRÓLEO e, muito recentemente, as sabotagens verificadas na base de ALCÂNTARA que explodiu, matando mais de 20 cientistas e engenheiros de ponta, impossibilitando o envio de satélites de telecomunicações com foguetes nacionais. A própria Embratel que já engatinhava nos projetos de satélites foi vendida. Por que toda essa desnacionalização?

UMA MODESTA SUGESTÃO PARA A PRESIDENTA DILMA:

UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.
Vamos dar andamento ao legado que o Darcy Ribeiro nos deixou!

A verdade mostra que a nossa educação é, faz décadas, pífia! O Brasil necessita de uma escola pública, em tempo integral, de qualidade que permita fornecer o básico às nossas crianças, para que elas se encaixem nesse mundo que se descortina.

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, das associações, dos sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

A construção civil deve ser acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo.
Durante o período de mobilização, concomitantemente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda. Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma auditoria da dívida pública; da inclusão do bolsa família; de algo como CPMF, mas permanente e mais abrangente, exclusiva para a educação etc. Precisamos investir, com urgência, cerca de 250 bilhões de reais na educação básica.

Para o início dessa grande mobilização, sugiro que se invista cerca de 40% das nossas reservas na construção desses centros educacionais e no preparo dos professores.

Alerto: Sem a federalização da educação pública esse projeto não terá sucesso!

Não temos tempo para ficar aguardando a época do pré-sal

Observações e consequências previsíveis:

1. O tráfico perderá sua grande fonte de recrutamento, pois todas as crianças estarão, obrigatoriamente, em tempo integral, das 07 às 18 horas, na escola. Passam a ser desnecessários tantos investimentos em presídios e no efetivo policial. É uma fonte de recursos que migrará para a educação.

2. Para aqueles adolescentes que já participam de contravenções graves, podem ser planejadas escolas albergues, dando mais ênfase ao esporte e à cultura.

3. A saúde pública será, também, uma grande beneficiária, pois teremos crianças bem alimentadas, sinônimo de saúde para elas e seus pais. Toda escola deverá ter um posto de saúde.

4. O setor financeiro deve entender que isso levará o país, em médio prazo, a outro nível de bem estar. Não podemos continuar incrementando a dívida pública em detrimento da educação.

5. A federalização da educação é uma necessidade. A educação deve ter o mesmo nível em todo país. A edição de livros em escala, por exemplo, proporcionará a diminuição de custos.

6. Fiscalização rigorosa, prevista em lei, controlada pela sociedade; com a participação de: pais, professores e sindicatos, com poderes e recursos para denunciar erros, desvios de verba e de rumo etc.

7. Recursos adicionais: os pais pagarão 5% do salário / entradas pela mensalidade de cada filho matriculado. Isso é muito menos do que arcam, hoje, nas escolas particulares que, na sua maioria, não adotam o tempo integral.

8. O pequeno agricultor terá prioridade no fornecimento dos produtos alimentícios dessas escolas.
Surgirá, então, um mercado pujante, nesse vasto Brasil, aumentando nosso mercado interno. Tornando-se, também, numa importante política para manter o homem no campo. A formação de pequenas cooperativas agrícolas deve ser incentivada para permitir a aquisição de maquinário destinado ao cultivo da terra, armazenagem da colheita e entrega dos produtos nas escolas.

9. A EMBRAPA deverá receber recursos adicionais para dar todo apoio a essa gente do campo, aproveitando para ensinar como praticar uma agricultura sustentável e como cuidar das matas ciliares. As escolas estabelecidas no campo devem ter no currículo aulas teóricas e práticas de como recuperar as áreas degradadas.
O governo, por intermédio da Embrapa, fornecerá mudas e orientação de como proceder. As escolas localizadas dentro do perímetro urbano adotariam a sistemática de, periodicamente, participar, em conjunto com suas irmãs do campo, de mutirões para recuperar áreas degradadas. Isso proporcionaria uma maior integração da cidade com o campo. As crianças da cidade não ficariam tão alienadas, quanto à vida do interior.

10. O Brasil deixará de ser, apenas, um país exportador de “produtos primários”. No campo da agricultura, teremos uma maior diversidade e qualidade.

11. Nossa indústria crescerá, em função do mercado interno e da exportação de produtos com melhor qualidade.

12. O futuro da energia: Pequenas usinas de energia solar, eólicas e hidroelétricas devem proliferar para atender às novas exigências dessas escolas e dos pequenos agricultores. A sobra dessa energia será integrada à rede nacional, evitando apagões.

13. A energia nuclear, ainda, é cara e perigosa. Devemos pesquisá-la.

14. Outras fontes de energia, como a eólica, a solar e a biomassa poderão aumentar a nossa independência.

15. A devastação da Amazônia: Precisamos desenvolver tecnologia para multiplicar as cabeças de boi por metro quadrado. Um povo educado e culto saberá combinar o desenvolvimento com a preservação ambiental.

16. Os psicopatas, sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% a 5% dessa praga. Num país com uma população de 200 milhões, temos, assim, pelo menos, 6 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade; inclusive contra a educação. Quanto mais permissivo o ambiente, mais esses traficantes, corruptos e lavadores de dinheiro atuam. Com um povo educado essa gente não desaparece, porém o grau de atividade será bem menor. Eles estarão, com certeza, na linha de frente, em oposição a um plano como este!

17. Para alcançarmos tudo isso, vamos necessitar, possivelmente, de uma nova forma de fazer política: mandato único em todos os níveis, partidos sem caciques, país unitário (seria o ideal), lei única, câmara única e, consequentemente, deputados estaduais e vereadores só para a fiscalização. Os incomodados dirão: Que blasfêmia! Quem não dá a devida atenção à educação, deseja o status quo.

18. A nossa federação tem sido o berço esplêndido dos caciques, dos modernos coronéis, alojamento de mafiosos, fonte das guerras fiscais e muitas outras mazelas. Dentro desse quadro federativo a educação, praticamente, não terá guarida. Temos cerca de 2600 municípios com menos de 10000 habitantes. Quase todos sem arrecadação, vivendo do FPM para manter salários de prefeitos, vereadores e secretários. Nada sobra para a educação! Os caciques adoram essa estrutura. São verdadeiros currais eleitorais! É um coronelismo disfarçado! 

19. Com um projeto como esse, as nossas Forças Armadas repensariam seus projetos de importação, voltando sua atenção para o desenvolvimento tecnológico próprio. Não temos ameaças de vizinhos.
Importar tecnologia militar de ponta é dar continuidade à nossa dependência. Um alto índice de educação será a base da nossa segurança. Daqui, sairão nossos pesquisadores, jovens que dedicarão seu tempo ao estudo, sem tempo para os desvios e vícios dessa sociedade doentia. Jovens que terão orgulho do pedaço de torrão onde nasceram e daqueles que pensaram neles. Jovens que não irão para as ruas queimar a bandeira do seu país e praticar todo tipo de vandalismo, como forma de protesto. Só assim, seremos um país forte e solidário. Isso é utopia? Para quem não pensa em tal futuro, sim.

20. Essa escola deve acolher as crianças a partir dos 04 anos de idade com o objetivo de termos um bom nivelamento. Poucos são os pais, dentro dessa vida estressante, que têm condições de educar seus filhos durante os 04 aos 07 anos. Há uma tendência de deixarem essas crianças na frente da televisão, mesmo quando sob o cuidado de algum adulto. Dentro da classe média isso acontece, também. Pense que alternativa sobra para as camadas menos favorecidas! Há estudos que comprovam ser essa faixa etária a mais importante como base para o aprendizado futuro. As atuais escolas de pequeno porte serão reformadas e usadas como creches.

21. Lendo um artigo sobre a escola na China, chamou-me à atenção o fato de 02 crianças; filhas de brasileiros, que lá estão estudando; externarem o desejo de retornar à escola brasileira, alegando que a professora, no Brasil, passava uma folha para o dever de casa e que na escola chinesa ela recebia quatro folhas, com a obrigação de entregar o trabalho de casa totalmente feito.
Para as crianças chinesas, aquele procedimento era normal. Elas não cresceram sentadas ou deitadas no sofá, só vendo desenhos animados e novelas. Já morei num condomínio, com 108 apartamentos, onde havia uma quadra de futsal que, praticamente, não era usada.

Nos fins de semana, quando encontrava um menino solitário no playground e perguntava onde estavam os coleguinhas que não desciam para brincar um pouco; a resposta não era que estavam estudando e sim que a meninada gostava mesmo era do videogame, estavam jogando, por isso não desciam. É por isso que o entrevistador obteve aquela resposta na China.

22. Há um programa internacional de avaliação de estudantes (PISA), no qual, em teste recente, entre 65 participantes, o Brasil obteve o desagradável 54° lugar. A China, representada por Xangai, foi a primeira colocada. Existe um projeto para expandir o sistema adotado na grande Xangai, com cerca de 20 milhões de habitantes, para todo país. É, apenas, um exemplo, mas precisamos saber o que acontece no mundo para facilitar imitar o lado bom e evitarmos o negativo.

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Respostas a este tópico

O problema da educação é difícil de resolver, uma vez que não se trata de algo que diga respeito única e exclusivamente a esse setor. A educação acaba pagando por inúmeras mazelas que não lhe dizem respeito. Por exemplo, a desagregação das famílias mais pobres, seus principais usuários, o que ocorre pelo alcoolismo, drogas e pura e simplesmente por privações materiais, às quais não resistem quaisquer famílias, mas as mais pobres estão mais expostas. Agora, com certeza o que tem que mudar é o currículo, pois nenhum jovem vai se sentir estimulado a ir à sala de aula com uma carga tão grande de informações, lecionadas com incrível superficialidade, e de forma cansativa e pouco atrativa. 

Gilson,

A minha proposta tem o objetivo de mudar as condições atuais.

Não proponho mudanças como acontecem com o recapeamento das rodovias que não duram a primeira chuva.

Se você ler, refletindo nas consequências desse projeto, vai notar que a nossa péssima educação é um dos principais fatores da desagregação familiar.

Observe que proponho uma escola em tempo integral, justamente para, além de proporcionar uma boa educação, afastar nossas crianças do tráfico e das drogas.

Não vamos conseguir mudança de currículos, sem um projeto como esse.

Caro Lafaiete

Concordo com praticamente tudo que você colocou, porem em alguns itens tenho minhas duvidas, exemplo, a federalização da educação, não sei se funcionaria, pois temos exemplos de verbas federais que não conseguem chegar no destino correto em diversas áreas, obras, cultura, saúde a na própria educação.

Vide os exemplos absurdos das verbas federais para esses malfadados estádios de futebol, obra da ferrovia norte-sul, transposição do Rio São Francisco, ambulâncias dos Samus, ficaria aqui enumerando vários outros exemplos.

Mudando um tanto quanto a rumo da prosa como diria um contador de historia da minha terrinha, quanto às sabotagens que nossos irmão do norte nos imprime, você não achou esquisito a inexplicável explosão do satélite sino-brasileiro, sem qualquer outra explicação, apenas explodiu porque o segundo estagio disparou antes da hora e ficamos assim. Justamente os chineses que estão entrando no seleto clube dos exploradores espaciais e mês passado já anunciou a  colocação de um veiculo para exploração no solo lunar, e nosso satelitizinho se explode sem maiores explicações.

Continuo na tecla do Buarque, educação, educação e educação.

ótimo domingo

abraços

Sebastião,

Se todos que participam nos blogs tivessem o mesmo interesse pela educação como você, seria mais fácil mudar nosso país.

A maioria para nos protestos políticos! Nada de projeto!

Quanto à federalização da educação básica que é defendida pelo Senador, eu a considero imprescindível para amenizar as desigualdades regionais.

Sou a favor de uma mobilização básica e grandes mudanças na legislação que permitam uma rigorosa fiscalização do povo.

Acredito que em corrupção os municípios devem estar muito à frente do governo federal.

Com a federalização ficaria, também, mais fácil a fiscalização pela CGU.

O ideal, porém mais difícil de ser alcançado, seria termos um país unitário.

Vejamos os últimos resultados dos testes PISA e do ENEM!

Os governos e a nossa classe média continuam indiferentes!

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