MAS não dessa forma machista que se pretende dar a esta afirmação do tipo "se deus fez coisa melhor guardou pra ele", e muito menos a engajada, como "minha companheira é multifacetada, tanto na política quanto nas artes". Refiro-me a uma obra pronta e acabada da natureza, onde o homem apresenta-se apenas como um projeto inicial e como tal mal acabado.

Nós, os homens, com toda a nossa força e bravura, tão disseminada pela literatura e imagens hollywoodianas (de outrora), buscamos em seus braços a confirmação de nossas certezas e através da sensibilidade feminina visualizamos o futuro  com mais esperança e sensatez.

Mas, mesmo que isso tudo não bastasse, uma verdade é certa: POR MAIS IDIOTA QUE SEJA UM CARA AO SEU LADO VAI ESTAR UMA MULHER QUE O FAÇA SE SENTIR O MÁXIMO.

 

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Uma Mulher Chamada Guitarra

Vinicius de Moraes


UM DIA, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era "a música em forma de mulher". A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam um mot d'esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.

0 violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina — viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo — o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada, mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.

Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar, preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.

Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim), se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se a suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Oistrakh ou um violoncelo nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer "passado na cara" por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-Fome, da Favela do Esqueleto.

Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d'amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas... Até na maneira de ser tocado — contra o peito — lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.

Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seus tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranqüila num céu alto? E eu vos responderei; um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.

Parece que não é só você...

O Grupo musical aí também gosta. rs

"onde o homem apresenta-se apenas como um projeto inicial e como tal mal acabado".

        Não me leve a mal, mas discordo desta parte . Não considero assim.

"Nossas mulheres, em média,
São presas do vício
De encenar a farsa
Que hora tudo está
Na mais santa ordem
Lá dentro do seu homem,
Lá dentro dos seus filhos,
Lá dentro dos seus lares
Tem pilares sólidos.

Nossas mulheres, em média,
Cultivam heranças
De mãe pra filha
Desde mil-quatrocentões
São prendas secretas,
Receitas completas,
Mandingas e remédios
De como remendar
Seu mundo a preços módicos.

Nossas mulheres, em média,
Duvidam do espelho
Ao constatarem a inevitável impressão
Do chumbo da idade,
Das velhas vontades,
Sobre as sobrancelhas
Por mais que a maquilagem
Cubra os anos óbvios.

Nossas mulhes, em média,
Encaram a vida
Com muito mais sabedoria e altivez
Que os homens sisudos,
Heróis derrotados,
Guerreiros cansados
Que à noite querem janta pronta
E assuntos sérios".

Guilherme Arantes 

José, vc caprichou na foto. As mulheres vão mandar no mundo e não vai demorar muito.

OUtro fenomeno. Nós podemos ser mais fortes mas, elas tem muito mais coragem que os homens. Principalmente com relação a dor e a morte.

lembrando que a dor não é somente física. 

e a dor do sentimento doe mais que no corpo.

Florbela Espanca

Languidez

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...

 

Roberto Ribeiro - Propagas

 

Composição: Acyr Pimentel e Cardoso


Por que é que me propagas
Pelas ruas com prazer
Se todo mundo sabe
Que é despeito de você
Esta vida é um jogo
E cada um joga o que tem
Quem é que não gosta de carinho
Quem que é que não gosta de ninguém
Mas quem é que não gosta de carinho
Quem é que não gosta de ninguém
Pra você me censurar
Tem que censurar Adão
Preferiu viver com Eva
Não quis paraíso, não
E o mundo então seguiu
No mesmo diapasão
Todo homem hoje em dia
Tem alguém no coração
(Refrão)
Nos caminhos percorridos
Encontrei desilusões
Encontrei falsas mulheres
Maltratando corações
Nem assim eu desisti
Fui em frente, caminhei
Hoje até perdi a conta
Das mulheres que beijei

 

 

 

“Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”

 

 

 

Meu amigo Acteon Guei, lá do Blog do Professor Hariovaldo, disse que mulher dá câncer.
Caro Jose Luiz: e de farinha, gosta?

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