Publicado em 06-01-11

Em  http://fatosnovosnovasideias.wordpress.com/o-grande-debate/

 

 

Por  Janine ARodrigues*

 

Nesteartigo pretendo abordar rapidamente o papel das ferrovias e da  FERROSULno futuro do Brasil e da América Latina. Foram usados como subsídios textos deSilvio dos Santos e Samuel Gomes contidos no site http://ferrosul.org/site/. , textos querecomendo a leitura. Bem como o post da revista ferrovia http://www.revistaferroviaria.com.br/blog/?p=205
 
O professor Silvio dos Santos em seu artigo “A História das Ferrovias” destacaque desde o início do sec. XVI diversos países da Europa já utilizavam otransporte sobre trilhos para transporte de carvão e minério de ferro. Talprocedimento evoluiu até no séc. XIX se ter a primeira máquina a vapor sobretrilhos. Que teve sérias reações por aqueles que a consideravam um risco paraseus postos de trabalho.
 
Fazendo um salto histórico, para a atualidade, segundo Samuel Gomes, pensamentoque acompanho – “O desenvolvimento equilibrado e justo do Brasil e América doSul exige integração física e transporte barato e dotado de eficiênciaoperacional, energética e ambiental.” Neste ponto como ambientalista destaco aquestão ambiental, pois a utilização de ferrovias, ao contrário das rodovias ésustentavelmente mais equilibrada, tendo o Brasil, inclusive, condições dedesenvolver a utilização de trens com utilização de energia limpa, renovávelpara seu funcionamento e para sua produção. Porém mesmo os trens tradicionaisjá são mais sustentáveis e economicamente mais viáveis que a utilização deoutros meios de transporte.
 
Retornando ao parecer de Gomes: “Esta evidência está na gênese da decisão dosestados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul,tomada sob a égide do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul – CODESUL,de constituir a Ferrovia da Integração do Sul S/A – FERROSUL, a partir datransformação da estatal paranaense Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A –FERROESTE numa empresa pública multifederativa. As manifestações favoráveis aoprojeto dos novos governadores e parlamentares estaduais e federais apontampara a sua consolidação a partir de 2011.”
 
Destaco aqui o excelente trabalho de Samuel Gomes frente a direção da Ferroesteno Paraná, trabalho este que alavancou a possibilidade de construção daFERROSUL. Mas, meu interesse por trens é muito anterior a estes acontecimentos.Gosto de trens pela sustentabilidade, pela poesia que uma viagem de trem podeproporcionar. Muitas pessoas se locomovendo por paisagens agradáveis a um customais baixo. Atualmente diversos países europeus e asiáticos utilizam otransporte ferroviário como principal meio, face as inúmeras vantagens queapresenta.
 
Retornemos a nosso país e vemos que então o surgimento da FERROSUL vem paraplanejar, construir e operar ferrovias e sistemas logísticos nos quatro estadosdo CODESUL. Para Gomes: “A participação acionária do governo federal noempreendimento deve dar-se através da empresa federal VALEC – Engenharia,Construções e Ferrovias S/A, vinculada ao Ministério dos Transportes, que já ésócia da FERROESTE. O desenho estratégico do projeto preconiza ainda a forteparticipação do Exército em todas as fases de construção da ferrovia, comoocorreu na FERROESTE. A novidade é que, além de construir as ferrovias daFERROSUL, o Exército ficará responsável pela sua posterior manutenção, o queassegurará maior longevidade para a infraestrutura”.
 
Já há um planejamento e tratativas prévias cujo plano são cerca de 3.300 kmgerando integração e desenvolvimento na região Sul e Centro do Brasil e ainda oParaguai e Uruguai e a ligação do Atlântico ao Pacífico por trilhos. Sendodesta forma a  FERROSUL um caminho de integração para o desenvolvimento ea paz, ganhando assim  o Brasil e a América do Sul.
 
Quanto a sustentabilidade cabe ressaltar, segundo o  site http://www.revistaferroviaria.com.br/blog/?p=205indicado pelo maquinista Clodoaldo as razões são inumeráveis, masexemplificando: “Existe no site da AAR (a Associação das Ferrovias Americanas,correspondente à nossa ANTF) uma página intulada “Carbon Calculator”, ouCalculador de Carbono (http://www.aar.org/Environment/Carbon-Calculator.aspx). Permite que o internauta escolha  uma origem e um destino entre 100cidades americanas e que simule um trem entre 50 e 150 vagões carregadocom  uma mercadoria entre as 15 mais transportadas nos EUA. Aí você apertauma tecla e descobre, por exemplo, que um trem com 100 vagões carregados decimento  entre Chicago e Nova Iorque (1.270  km por rodovia), deixa de emitir 402 toneladas de dióxido de carbono, que seriam lançadas naatmosfera caso fossem transportadas de caminhão.  E ainda que seriam necessárias9.355 árvores durante 10 anos para eliminar essa emissão.”
 
Nesta construção todos podemos/devemos ser parte deste empreendimento que vemcom objetivos claros e deve ser  desenvolvido com e em sustentabilidade eboa vontade pelos governantes, que serão cobrados pela história por suasdecisões.
 
* Janine A Rodrigues, Bacharela e Especialista em Direito, Mestranda emDesenvolvimento Sustentável.

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