"Nós vamos falar de direitos humanos em todo o mundo? Vamos ter de falar de direitos humanos no Brasil, nos EUA, a respeito de uma base aqui que se chama Guantánamo."

Esta aí uma afirmação da antiga companheira e atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff, com a qual concordo plenamente. Sempre considerei mais importante falarmos sobre direitos humanos no Brasil, que é onde temos obrigação de os defender, do que em outros países, a respeito dos quais nossas opiniões dificilmente exercerão a mínima influência (*). Aqui podemos fazer a diferença; alhures, quase nunca.

E a discussão dos direitos humanos no Brasil é fundamental hoje: não só nossa tíbia redemocratização permitiu que presos comuns continuassem até agora, 27 anos depois que o Brasil saiu das trevas ditatoriais, submetidos a torturas semelhantes às que os presos políticos sofríamos nos DOI-Codis dos carrascos militares, como está em curso um processo de fascistização que já registra terríveis violações dos DH na USP, na cracolândia e no Pinheirinho.

Percebe-se claramente que a truculência autorizada por Geraldo Alckmin na capital paulista é um balão de ensaio para, se engolida, nortear a atuação policial em muitas outras cidades brasileiras.

Então, nossa presidente precisa mesmo acordar de sua letargia e começar a agir consistentemente para proteger os direitos humanos no Brasil, antes de ter lições a dar a outros países.

* O senador Suplicy, o Carlos Lungarzo da Anistia Internacional, eu e tantos outros brasileiros com espírito de justiça protestamos infinitas vezes contra as torturas infringidas a cidadãos sequestrados em seus países e arrastados para o inferno de Guantánamo. Fizemos o que tínhamos de fazer, mas sem ilusões: sabemos muito bem que de nossos protestos não adveio resultado concreto.

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Aí é que está, marco. Você está enfezado. Eu estou. Todas as pessoas com uma porrinha de dignidade neste país estão. Briguei no Facebook com um singelo nazista (o Gunter é testemunha) por ele defender a ação policial no Pinheirinho. Aquilo me embrulhou o estômago. Não dá para admitir essa situação.

E aí a gente está esperando pelo PT? Nossa, o movimento popular de nosso país, que construiu uma história de luta fabulosa agora quer uma bandeirada de largada? E se o PT não fizer, pau no PT? Pau é em quem está parado, isso, sim. As pessoas estão se mobilizadno pela internet, por tuiti? Por favor!

Eu não disse que a Dilma teve uma ação satisfatória. Não está escrito isso no meu comentário. O que relatei foi que a Dilma agiu como a presidenta e não como militante. As regras são essas. A democracia em que vivemos é essa, embora você não goste. Temos que manter isso e ir construindo o país que queremos. Estamos há apenas 9 anos no poder. Um dia eu sonhei que a classe operário chegaria ao poder. Lá atrás, lá quando a gente olhava feio pra repressão e mostrava o dedo do meio pros verde-olivas. Eu sou filhote da Novembrada, velho. Minha cidade foi palco de um dedo na cara dos generais. Lutamos e vivemos para isso. Depois de anos nas mãos da direita, felizmente conquistamos alguma coisa. É pouco, falta muito, temos uma longa caminhada para conquistar mais coisas.

E a direita não vai entregar isso assim de bandeja, não. Só pelos nosso belos olhos. Isso o que aconteceu terá desdobramentos, há muita gente se mobilizando e o governo está sensível a isso. Agora, seria pueril esperar da Dilma uma atitude como se quer, como militante. A sociedade organizada é quem vai demandar à presidenta o que tem que se fazer.

Só para constar, eu acho que o governo atual em relação a direitos humanos é apenas regular. Ou ruim. O que eu acho bom no governo é a gestão da política econômica. (Posso dizer porque, mas não é o caso agora.)

O que cria um paradoxo, eu apoio o governo em algo que muitos aqui criticam, mas que é algo tão importante que não faz sentido se dizer apoiador do governo como um todo criticando.

x-x-x-x-x

Alexandre, não sei se perdi alguma outra briga, mas o que eu testemunhei foi uma discussão em que nenhum dos dois perdeu a linha. Ele é meu amigo há muito muito tempo e lhe garanto que de nazista não tem nada, apenas ainda acredita em algumas teses disseminadas pela imprensa, o que, convenhamos, não é algo incomum. É que como você não é amigo dele não tem acesso as demais postagens dele no facebook, apenas ao que ele coloca no meu mural.

Marco a mim tu nunca decepcionastes. E nunca me senti feliz em livrar-me de alguém. Todos os que aqui estão e os que sairam  sempre me fizeram crescer em conhecimento e me ajudaram a conhecer mais cada um, e porque não:me fizeram mudar muitas vezes de pensamentos e de atitudes. Eu entendo o que estás sentindo,pois todos nós que temos um mínimo de sentimento bom estamos sofrendo com tudo o que está acontecendo. E pior é se sentir de pés e mãos amarrados,como eu,por causa da idade, das deficiências causadas por ela. Nesta fase só me resta falar, gritar. Nada mais posso fazer.

Não vou chamar a policia,não,porque gênios tem que ficar fora da garrafa.

Reclamei, e reclamarei sempre desses ataques gratuitos. E que covardia apelar pro Nassif, hem? Francamente... Os colaboradores mais brilhantes NOS privaram de sua presença? Aqueles que chutavam sistematicamente as pessoas? E por "trombarem comigo a cada comentário"? Por que, o espaço devia ser reservado para eles? E parece que, neste caso, o ego recalcado e inflado nao está sendo o meu nao... Nao sou eu que está dando uma de líder da senzala contra os da casa grande... Ora, ora, Marco, que triste. 

Fora daqui nao sei mesmo. Me referi especificamente à postura que você assumiu nesse tópico, do representante da senzala contra os "burros na sombra". Isso é um arremedo de luta de classes, por isso disse que você estava encenando coisa séria como farsa. 

Fora daqui, nao duvido de que você seja valente, heróico, o que quer que seja, nao sei. Nao estou desfazendo de você; foi você quem desdenhou todos aqui... Contra isso protestei. 

Repito: você está enfurecido, COM RAZAO, mas descarregando nas pessoas erradas. Só isso. 

Marco,

O problema é que a senzala e os pobres também está comodamente teclando nos seus celulares e pagando a prestação da sua LCD. 

Incômodos com a pseudo-democracia, permanecem os mesmos 2 ou 3% de sempre. Você pode me dizer o que podem fazer estes 2 ou 3%? Ou, o que fazem realmente? Entre estes 2 ou 3% você sabe quantos já enfrentaram o coturno na porta de suas casas?

 

Eh gilberto,

vc. tem razão.

porisso aqui dizemos,

estamos todos com pirulitos na boca.

Eu diria que estamos com um hipopótamo na garganta... Engolir sapo, ainda vai, mas hipopótamo é um pouco mais difícil... 

O que você está fazendo? Trazendo a outras pessoas informações e conclusões sobre o que acredita. Eu faço o mesmo. Mesmo que outras pessoas (eu, por exemplo) não concordem com tudo, ou mesmo concordem só com pouco, alguma troca há. 

E é claro que é um exagero essa figura de dormir com o inimigo. Alguém não trabalhar a favor ou ao lado de alguém não significa necessariamente trabalhar contra. O Portal é apenas uma amostra viesada da sociedade.

Temos também que levar em conta que há três grupos de convicções a debater/compartilhar. Convicções sobre o que é ou foi o mundo, convicções sobre o que achamos que seria melhor para o mundo (país, etc) e convicções sobre o que achamos que realmente acontecerá no mundo. Algumas pessoas podem concordar com algumas análises sobre "o que é" e não concordar sobre "o que será".

E ninguém tem todas as informações sobre tudo mesmo. Vai daí que participar em um Portal pode ser útil se houver tempo disponível. (Isto é, se não houver fórum alternativo mais produtivo. Eu não conheço, por ora, nenhum outro.)

Bom, nos conhecemos relativamente há pouco tempo, mas você está generalizando o pensamento dos participantes.

É claro que não há democracia econômica (mas aí o termo está mais para justiça econômica), que não há distribuição de informação, que a democracia partidária é cheia de vícios (e eu não acho que políticos/partidos exercem o poder, quando muito exercem a gestão de governo, poder é outra coisa), e que, por conseguinte, o que se vive é uma pseudo-democracia. Não há ilusões quanto a isso. 

E também sabemos que é irrelevante ser a 6a economia agora, como será irrelevante ser a 4a. em 2030. 

Excelente, Stellinha. 

Adoro a Mafalda.....ótimo Stella

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