O Brasil ocupa a quarta posição no ranking dos maiores mercados de tecnologia da informação e comunicação (TIC) no mundo, mas em contrapartida é responsável apenas por 5% da produção de negócios do setor. Como reduzir esse hiato?

Muitos produtos tecnológicos possuem uma vida média de 02 anos. O tempo médio de elaboração de Projetos de médio porte está entre 06 meses e 01 ano. Como não temos a tecnologia de ponta, prospectada em institutos nacionais, ficamos na dependência de recursos que são frequentemente atualizados, colocando em risco o sucateamento de projetos ainda em execução. "É o cão correndo atrás do rabo". Uma forma de contornar esse problema seria através de intercâmbios e convênios entre instituições. Lembro de um curso, certa vez, realizado no IAG-USP, onde existia uma forte sintonia entre pesquisadores brasileiros e japoneses, inclusive com doação de equipamentos ultra modernos. As empresas precisam subsidiar os laboratórios dos institutos a fim de gerar novas soluções. Caso contrário, continuaremos a copiar produtos obsoletos.

Um excelente item para a discussão seria o Marco regulamentatório para a Internet pois poderá ser um entrave ou oportunidade para novas implementações.

Existe uma obra literária que comenta sobre a linha de tempo da TIC no Brasil. O nome do livro é "Guerrilha Tecnológica" da Vera Dantas, de 1989. Após uma análise superficial, não encontramos narrativas sobre o impedimento do Brasil pelos EUA em possuir na época um computador IBM capaz de fazer cálculos vetoriais (importantíssimo na década de 70).

A web gera conhecimento, permite a troca de informações. Você aprende de tudo, graças ao poder da rede de distribuir dados de forma livre e democrática. O Brasil precisa crescer culturalmente, para poder fazer melhor uso das novas tecnologias web. Os desafios comuns devem ser ultrapassados, tipo; problemas na infraestrutura e na educação dos usuários, na questão de privacidade.

O Brasil necessita produzir tecnologia, e não apenas copiar/usar criações de outros países. Existem muitos "apps nacionais", instalados nos telemóveis.

Torna-se importante uma regulamentação coerente, oferecendo mais opções de acessibilidade aos deficientes físicos, que ainda enfrentam sérias dificuldades na hora de utilizar alguns recursos da rede. A internet, é uma rede de pessoas. Temos que trabalhar para conectar os dispositivos físicos com os diversos tipos de pessoas.

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