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Programação cultural apresentada por moradores dos

Recantos “Felicidade e Dignidade” -

Teatro Walace - próxima quinta-feira - 06 de dezembro (às 19h30 min).

 

Este é o título do trabalho a ser apresentado como resultado da reunião dos depoimentos, e “teatralizados” pelo diretor Jair Antônio Alves na próxima quinta-feira, no Teatro Walace, a partir das 19h30min; como parte das Oficinas Culturais da Secretaria Municipal de Cultura (SMC); em Araraquara. (foto de João Roberto Ripper)

Trata-se, na verdade, da divertida reunião de “jovens” acima dos sessenta anos, iguais àqueles que frequentam filas especiais nos bancos e lotéricas; muitas vezes ignorados como também seres sociais. Os mesmos personagens entendem tal fenômeno com muito bom humor, tanto que convidam toda a população da cidade para assisti-los nesse que será um delicioso encontro. Ali, parte dos moradores dos Recantos ‘Alegria´ e ´Dignidade’ vão nos brindar com pequenas histórias comoventes. Histórias, como uma das senhoras originária da tribo dos carijós (centro do Paraná); ou um senhor, provavelmente, o primeiro publicitário aqui nascido; uma “empacotadeira” da antiga Cocisa (empresa de exportação de laranjas), um pescador e motorista de caminhão; todos moradores dos Recantos, que a cidade precisa conhecer seu funcionamento.

O formato é um programa de tevê, dirigido pelo “surrealista” Chacrinha em sua famosa Discoteca. Alguns desses moradores são convidados a dar seu testemunho de vida; que promete ser uma noite memorável.

O escritor e publicitário chinês, Liu Sai Yam (vivendo há muito tempo no Brasil), classificou o que viu da seguinte forma:

“Algo como uma meta clara de intenções, ou, como explicar aos velhos (e por tabela à burocracia) qual o sentido desse trabalho, ou espetáculo? Eu pressinto que é fundamental como resgate "terapêutico" de memórias, no sentido de transformá-las em material substantivo à ativação de sentimentos importantes, como a autoestima, história pessoal e valorização de trajetórias (incluindo alegrias e dores) concretas, pessoais e, ao mesmo tempo, coletivas. Tudo pode se traduzir numa tomada de consciência na direção da mobilização do entendimento de jovens e de variados espectadores de que suas histórias pessoais fazem parte de um mosaico geral, social, econômica e cultural. Acho o projeto interessantíssimo e que pode elaborar "jurisprudência” num estilo, e para um público inédito. Nesse sentido parece tratar-se uma iniciativa dialógica ao contrário de outras dramaturgias (ou narrativas), como se o idoso fosse um objeto de exame; e não um sujeito possuidor da palavra”.

O diretor Jair Antônio Alves, um dos monitores das Oficinas Culturais mantidas pela Secretaria Municipal de Cultura e que patrocina o evento diz: “torço para que o velho Liu esteja certo”, pois, viu nas experiências da Secretaria de Assistência Social que tomou a iniciativa de construir esses “Recantos”, uma das mais importantes realizações no campo das Políticas Públicas. Reafirma, ainda, que a cidade é composta de pelo menos 30% mulheres e homens com mais de 60 anos, não pode desprezar esse patrimônio cultural e também econômico, pois, mensalmente os mesmos cidadãos fazem entrar na economia local mais de 50 mil salários mínimos, através do Sistema Previdenciário.  E conclui: “esses maravilhosos seres humanos não são um ônus para sociedade alguma, mas sim patrimônios da Humanidade em qualquer sociedade civilizada. Pena que nos tempos ‘bicudos’ como o que vivemos, atualmente, estejam ameaçados de serem reduzidos a – material descartável. Eu lamento”.

Por essa razão ele (o diretor) também não perde o humor dizendo: “diante de tanto desafeto reinante, só nos resta fazer rir usando, se necessário, a voz de outro com mais de sessenta anos – o Velho Guerreiro”.

A entrada é FRANCA (favor chegar no horário)!

Local: Teatro Walace (Avenida Espanha, 485 – Centro), que fica na lateral da Casa de Cultura Luís Antônio Martinez Correa.

 

 Mais informações:

 

A apresentação de “Tertúlias Cerimoniosas” será precedida de outro espetáculo, dirigido pelo ator Zé Guilherme, também integrante das Oficinas Culturais, com a participação de trinta e cinco (35) jovens artistas. Trata-se de “esquetes” das alunas da “Oficinas das Meninas”, com idade de 06 a 17 anos, que falam sobre Redes Sociais, situações de opressão e, ao mesmo tempo, de bom humor na Vida.

 

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