Portal Luis Nassif

Tese e antítese, a entrevista do Professor e seus exageros sobre o clima.

Somos bombardeados todos os dias com observações absurdas sobre a teoria do Aquecimento Global Antropogênico (AGA), coisas tais como, "em vinte anos não existirá mais gelo sobre o Himalaia", ou "os níveis dos mares vão subir 5 metros até 2100", ou até a mais célebre frase de James Lovelock “....Porém, o desenlace mais provável é que bilhões de pessoas morrerão antes do final do século 21. Os únicos sobreviventes serão os povos que habitam a região do Ártico, onde o clima ainda permanecerá tolerável.
Todas as frases acima foram devidamente desmentidas por seus próprios divulgadores (Presidente do IPCC, James Lovelock,...), formando um conjunto de mensagens que foi passada a população em geral,  e que continuam na mente das pessoas mais desinformadas. Podemos chamar isto um processo de TESE. Agora, a partir de exageros, algumas pequenas mentiras e muita estamos encaminhando em sentido contrário, a variabilidade climática é negada pelo Professor Ricardo Augusto Felício, com frases também bombásticas (e absurdas), mas em outro sentido, frases do tipo: o “Oceano não está subindo...”, “...se desmatarmos a Amazônia em vinte anos a floresta está de volta...”. Poderíamos dizer que estamos num processo de ANTÍTESE.

Uma antítese tão ou mais perversa que a tese inicial. O discurso do Professor Ricardo Augusto Felício no programa do Jô, não encontra nenhum respaldo técnico nem mesmo na direita cética norte-americana (a direita inteligente é claro). Poucas vezes vi tantas afirmações absurdas que mesmo para mim, um cético de carteirinha de longa data, soa muito mal no ouvido.

Parece que o Professor Ricardo, aproveitando o resultado de um processo mal conduzido, de conceitos errôneos e de projeções absurdas, que misturam coisas que são imiscíveis (a variabilidade natural do clima e os efeitos do homem sobre a natureza) aproveita para fazer um discurso anti-ambientalista e radical, tanto ou mais radical que o dos eco-chatos, o mesmo professor faz algumas afirmações que realmente transcendem o bom senso e a pesquisa científica.

O clima nunca foi constante, ou está esfriando ou está esquentando. Na transição de um período de clima frio para clima quente pode se ter períodos de clima mais ou menos estável, bem como em lapsos temporais de uma situação de aumento ou diminuição da temperatura pode se apresentar situações estáveis.

Outra coisa é o efeito do homem sobre a natureza, isto é algo que deveria ser filtrado da oscilação natural, ou seja, diferenciado o que é natural e o que é antropogênico.

Os adeptos do AGA, aproveitando um período de aquecimento natural que parou mais ou menos a 13 anos atrás, creditaram tudo o que ocorria ao efeito antrópico. Esta afirmação é totalmente falha a medida em que ainda não se conseguiu separar os efeitos de um ou de outro. 

Vamos a um exemplo simples, as medidas de subida do nível dos mares é algo que vem sendo medida há mais de 120 anos em alguns marégrafos mais antigos, estas séries temporais não mostram nenhuma alteração significativa ao longo deste tempo, só pequenas oscilações em termos de aceleração que podem ser agrupadas em períodos mais acelerados e menos acelerados.

Os alarmistas (adeptos do AGA) simplesmente pegaram os últimos anos de níveis medidos por satélite e mostraram que há uma subida de 3 a 4 mm por ano e simularam que esta capacidade de subir passaria a acelerações estúpidas de 10 mm até 30 mm por ano. Nos últimos dois anos o que ocorreu, simplesmente a aceleração diminuiu! Isto indica que o mar não sobe? Isto indica que não há influência do homem? Não duplamente, isto indica simplesmente que a taxa diminuiu nestes dois anos.

Entretanto dizer com isto que o mar não subiu de nenhuma forma é uma desonestidade intelectual, na realidade o mar sofre, e sempre sofreu, os efeitos da variabilidade climática, e isto é fartamente demostrado pela bibliografia técnica e aceite por todos os cientistas, céticos ou alarmistas.
A verdadeira poluição que está ocorrendo neste momento é o tratamento da ciência como se fosse uma questão de fé do que o produto da racionalidade. Afirmar, como afirmou o Professor Ricardo Augusto Felício que se cortarmos toda a Floresta Amazônica ela retornará ao estado original em 20 anos, é tão absurdo como dizer que as geleiras do Himalaia vão desaparecer em 20, 200 ou 2.000 anos. As chuvas poderão voltar ou simplesmente continuar sobre os trópicos tendo ou não a floresta, porém se ela for cortada talvez daqui a 400.000 anos recuperaremos a situação de hoje em dia.
A perda de um bioma não se recupera com a mesma velocidade com que se destrói, é só olharmos parte da Serra Gaúcha, que foi ocupada pela agricultura no primeiro meio do século XX e abandonada por questão de mercado no segundo meio. Parte de algumas espécies que subsistiam em manchas recuperaram em parte o seu quinhão. porém a sucessão de espécies vegetais que conduzem no fim ao que se tinha no passado, vai demorar algumas centenas de anos. O pior são as espécies vegetais e animais que foram perdidas (extintas) no processo de degradação, estas nunca mais retornarão, e se as mesmas forem importante para o restabelecimento do estado inicial, a recuperação será dificultada.
Não é correto, por se estar irritados com todas as bobagens que escrevem sobre alguma coisa, simplesmente começar a dizer bobagens maiores ainda, mesmo que sejam em outro sentido.
Agora sob o ponto de vista didático, no fim de tudo, talvez devido a intensidade das besteiras tanto de um lado como de outro, fique claro para o resto da população que a resposta está na SÍNTESE, que está em não magnificar a influência do homem, como também não ignorá-la.

Exibições: 248

Responder esta

Respostas a este tópico

Para não estragar a seriedade do postado, vou contar uma piadinha que tem tudo a haver com a entrevista e a satisfação do Jô Soares com as respostas do Professor.

- Um repórter estava fazendo um trabalho sobre longevidade e como chegar lá num asilo de velhinhos.

Entrevistou o primeiro do qual recebeu o segredo de sua vida longa.

- Meu filho, eu sempre deitei cedo, me alimentei corretamente, não bebi, não fumei e ....

Feliz o repórter pergunta, quantos anos o senhor tem.

- 72 meu filho.

Procurando outro mais velhinho, tem a mesma resposta com a idade mais provecta 85 anos.

Para estourar a boca do balão, e fechar com chave de ouro o repórter procurou e achou o com a aparência de maior idade e sapecou a primeira pergunta, recebendo uma resposta diferente.

- Eu sempre caí na farra, bebi, fumei, cheirei, fiz tudo que não era recomendado.

O repórter animadíssimo transmite a suas impressões.

_ Senhores, estamos livre da ditadura do regramento, vamos beber comer, fumar, farrear para vivermos tanto tempo como este velhinho. Até para reforçar vamos perguntar ao vovô. Vovô quantos anos o senhor tem?

O vovô tropego responde:

55 meu netinho!

RSS

Novas

Receba notícias por e-mail:

Dinheiro Vivo

Publicidade

                                                                   http://www.adobe.com/go/getflashplayer\"><img src=\"http://www.adobe.com/images/shared/download_buttons/get_flash_player.gif\" alt=\"Get Adobe Flash player\" width=\"112\" height=\"33\" /></a></p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0</div>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <!--[if !IE]>-->\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ','hspace':null,'vspace':null,'align':null,'bgcolor':null}" height="600" width="150">
        <!--<![endif]-->
      </object>

© 2013   Criado por Luis Nassif.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço