Quase todo mundo gosta de cinema. Pra mim é uma arte "ecumênica". Pode misturar música, teatro, artes plásticas, literatura, fotografia... Um filme pode ser instrutivo, revelador ou meramente distração. Vamos lembrar dos filmes que mais gostamos?

 

Na medida do possível coloco pequenas fichas de meus filmes favoritos. Sem ordem de preferência, sem distinção do gênero. Junto com as dicas de vocês vão servir como base para uma votação do tipo "Os 100 filmes do PLN". A pensar como organizar isso...

 

Muita gente cadastrada no portal não tem o costume de acessar o "Fórum". Que tal convidar os amigos para a conversa? Em "Caixa de entrada" você encontrará a guia "+ Escrever". Aí é só escolher aqueles que você acha que podem se interessar pelo papo e informar o link permanente do tópico:

 

http://www.luisnassif.com/forum/topics/um-filme-por-dia

 

(Pode ser bom avisar: se alguém está recebendo emails demais, em função de comentar no tópico, basta desabilitar o recebimento de avisos de novos comentários, o que é feito por link no rodapé da página.)

 

Alguns blogs ou portais sobre cinema:

http://www.adorocinema.com/

http://melhoresfilmes.com.br/

http://www.interfilmes.com/

http://www.webcine.com.br/

http://blitznocinema.diariodamanha.com/

http://cinema.cineclick.uol.com.br/

http://www.filmesdecinema.com.br/

http://www.telefilme.net/

http://www.cineplayers.com/index.php

http://www.cinereporter.com.br/

 

Dica de Maria S. Magnoni:

http://lisandronogueira.blogspot.com/

 

Dicas de Cláudia Stefani:

http://blogs.estadao.com.br/luiz-carlos-merten/

http://blogs.estadao.com.br/luiz-zanin/

 

Exibições: 2660

Responder esta

Respostas a este tópico

gunter:
obrigado pelo convite para falar de cinema. gosto, mas não sou um especialista.
um abraço.
romério
Gunter, eu já postei esse trecho desse filme aqui. A nua exposição de moralidade vigente em outra cultura, a crueza e o realismo, mais a fotografia mais maravilhosa que vi, me deixam estupefacto até hoje, e isso num filme de Hollywood acima da média (ou de um tempo que Hollywood fazia mais filmes importantes). Abração.

Esse é um dos meus filmes favoritos, Sérgio. Sir Lawrence foi um grande herói (bom, mais pros britânicos que pros árabes possivelmente...) Se não me engano ele escreveu "Sete Pilares da Sabedoria", relatando algo da época (mas não li o livro.)

Uma curiosidade : eu tive a sorte de conhecer uma das locações! Não, nunca fui ao Oriente Médio. Trata-se da Plaza de España, em Sevilla, que foi usada em um trecho do filme pela arquitetura mourisca. Eu tinha o DVD mas o passei pra minha cunhada, preciso pegá-lo emprestado para achar a cena que reconheci.

Importante : o DVD tem mais ou menos meia hora a mais de filme que a versão que passou no cinema.
Sempre que me pedem isso, o primeiro a abrir a lista é sempre O terceiro homem do Carol Reed, com sua estética meio expressionista. A perseguição nos esgotos é antológica. Não quer dizer que seja o que considero o melhor filme de todos, isso não existe. Mas um filme que me marcou tanto que logo penso nele. Depois vão me ocorrendo outros, que variam conforme o dia. Veremos o que sai hoje, assim sem parar para pensar:
Ran
Alexandr Nevsky
O homem que matou o facínora
Psicose
Oito e meio
Os eternos desconhecidos
Vidas secas
Tudo sobre a minha mãe
Hable con ella (obra primíssima)
Crimes e... esqueci o título: do Woody Allen, ele é o rabino que fica cego e vai se tratar com o oftalmologista homicida
, Bonequinha de luxo (sei lá por que este entrou desta vez)
Quanto mais quente melhor
Sunset Boulevard
Ops, tá faltando filme francês: Napoléon de Abel Gance
Brinquedos proibidos
o maravilhoso La grande illusion, de Jean Renoir, obra-prima dentre as obras-primas, que costuma vir logo depois de O terceiro homem e que hoje veio por último.
Paro por aqui, senão não paro mais.
Sergito já falou de Lawrence, e cinema são cenas, algumas impossíveis de "deletar".
Algumas de zezita:

- cena lenta da figura minúscula surgindo feito miragem no horizonte de areia e sol, definindo-se aos pouquinhos, crescendo na direção do poço de água; Lawrence e o guia à espera, o surpreendente disparo que derruba o guia e a chegada de Omar Shariff inteiramente de negro, sobre um camelo e o rifle na mão direita.

- o menino caminhando depressa, de mão agarrada à do pai, que salvara do linchamento por tentar roubar uma bicicleta; caminhando de cabeça baixa, pensando e pensando, e finalmente o choro impossivel de conter.

- Gradisca, no barquinho balançando na esteira do transatlântic iluminado afastando-se na escuridão; os olhos se enchendo de lágrimas.

- Robert de Niro interrompendo um assalto a banco pra sodomizar a mulher (Tuesday Weld) do banqueiro, num balcão de formulários, enquanto gangue e funcionários olham, atônitos.

- Walter D’Ávila interrompendo uma carimbada no meio, quando toca o sinal de fim de expediente na repartição onde trabalha.

- e a definitiva: The Touch. Bibi Anderson entra na cabana vazia, onde morava o arquiteto ianque com quem tivera um caso extra-conjugal. Olha, caminha, olha, abre fecha gavetas, olha de novo; nenhuma expressão facial. Vai até a pia do banheiro e vomita.

- e outra definitiva: a lentíssima eutanásia de HAL-9000, em 2001. O computador superinteligente apavorado, transformando-se num retardado até apagar de vez.
Oi Zezita! Posso citar mais uma, selecionada entre centenas? A expressão facial de Lawrence Olivier, em close, quando interpretava Ricardo III e o sobrinho da personagem diz que ele parecia um macaco. Só vendo, não ha como descrever. Durante minutos, a expressão vai mudando da fúria contida, até o sorriso hipócrita.
Zezita, embora não tenha visto todos aí descritos, os que vi são inesquecíveis. Mas voce é cinéfila, vem aqui prá dar aula.
O "Bonequinha de luxo" deve ter entrado pelo subconsciente... Há uns dois meses fiz um comentário específico, de uns 3 parágrafos, para esse filme e na ocasião eu disse que era um dos meus filmes favoritos. Vamos ver se um dia o comentário reaparece!
Fale com Ela é uma maravilha! E dentro de uma maravilha, outra maravilha: aquele filmeto mudo que há dentro do filme. Incrível! E nao sei por que, mas sua lista me despertou uma lembrança: um filme francês maravilhoso, de um grande mímico, que passou aqui com o título estranho de Boulevard do Crime.
No original acho que era Les Enfants du Paradis (Os filhos do Paraíso).
Caros Gunter e demais colegas,

E sobre os flmes do nosso "gênio da raça"?
Aquele que disse que Jorge Amado esta para a literatura brasileira assim como "Guerra e Paz" está para a literatura russa.
Alias, o escritor colombiano e conhecedor da cultura brasileira pela leitura dos livros de Jorge Amado, disse nos anos 70's, quando perguntado sobre nosso país: "O Brasil é o maior país do Caribe" (Gabriel Garcia Marques), estas são palavras de Affonso Romano de Sant'anna num seminário rescente sobre Jorge Amado.

E para entender essa nossa salada russa-latina e "império" do futebol e do carnaval (na verdade, anti-império no sentido tradicional de política e poder), como diz José Miguel Wisnik no livro "Veneno Remédio- O Futebol e o Brasil", temos que entendendo o que disse Antonio Candido sobre os três demiurgos da nosssa literatura dos anos 30's: Gilberto Freyre e sua afirmação pioneira da formarção das bases para uma nova civilização tropical, Sérgio Buarque do Holanda e a crítica de Max Weber e a crítica maxista de Caio Prado. Francisco de Oliveira acrescenta à lista o nome de Celso Furtado, no documentário "O Longo Amanhecer".
Meus caros, modestia parte, acrescentaria mais um nome à lista dos demiurgos, Raymundo Faoro - "Os Donos do Poder", assim como o link acima acrescenta o nome de Euclides da Cunha - Os Sertões, e voce pode acrescentar Guimarães Rosa e outros mais, para não falar no filho de mulatos, "O Bruxo do Cosme Velho", pois o Brasil ainda não é explicável sem ele, a genialidade Machadiana, assim como a antropofagia oswaldiana, ou o macunaina andradiana....

Mas eu queria falar mesmo no início sobre o gênio da raça, não é mesmo, claro, sobre Glauber Rocha:

A genialidade visionária, antecipando a nossa história em décadas da nossa esquerda burra, ou como diz Paulo Arantes - "Almanaque Philosophico Zero à Esquerda".

Terra em transe, 1967, de glauber rocha - Recorte: a voz do povo


Macunaima Andradiana:

Gunter, obrigada pelo convite.

meu filme de todos os tempos é Providence, de Alain Resnais. talvez deva a ele a minha paixão por atores ingleses: de Gielgud a Caine.

em sua homenagem, deixo o registro de um filme sobre uma grande e delicada amizade:

"Charing Cross Road".

um grande abraço.

RSS

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço