Uma pequena história das tribos de uma região que o nome não se sabe direito a origem, a Europa.

Muitas vezes as pessoas quando falam em tribos, atribuem este nome a tribos africanas ou a tribos de índios da Amazônia, como se a palavra país fosse reservada para a Europa, parte da América e Ásia, quando se ouve isto se pode perguntar:

 

- Do que tribo estão falando? Da tribo dos Celtas, da tribo dos Germanos, da tribo dos Romanos ou ainda da tribo dos Eslavos?

 

Os Celtas se originaram na Europa central ou no sul da península ibérica (ninguém sabe certo!) e posteriormente invadiram grande parte do norte da Europa dominando até as ilhas da Grã-Bretanha, foram do sul para o norte. Já os germanos saíram do norte para o sul, dos fiordes e das Terras Baixas da Dinamarca para ocupar parte da Europa e perturbar o sossego dos celtas e Romanos. Os Romanos parece que tinham a história de suas origens muito bem escrita, mas um tal de Nero, tocou fogo na sua biblioteca antes de queimar a capital de seu Império. Sobraram muitas cópias desta história, mas como os descendentes dos Romanos estão mais preocupados em falar sobre um tal de velhinho safado que gosta de menininhas, ainda não acharam, mas continuam procurando. Os eslavos viviam na beira desta tal de Europa, e como indivíduos na margem da Europa eram considerados pelas outras tribos como marginais (daí talvez venha a origem da máfia russa!).

 

Como estas tribos já existiam há mais de 2000 anos numa região relativamente pequena e fria, fica difícil falar de todas as guerras e brigas por comida e por território que eles tiveram, porém excetuando períodos curtos de 20 a 50 anos eles pareciam irreconciliáveis e quando podiam matavam e saqueavam uns aos outros.

 

Milhares de guerras e massacres deram emprego a milhares de Generais, Imperadores e Historiadores, e nesses dois mil anos de história ainda no meio do século passado ocorreu mais uma guerra que culminou no maior massacre das três tribos, a segunda guerra mundial, há mais ou menos 70 anos.

 

Agora se para a cena em 1945, quando terminou o último grande massacre e pilhagem entre as tribos europeias, um confronto entre as tribos dos Germanos e dos Italianos, contra as tribos dos Celtas e dos Eslavos. Após esta grande guerra os germanos que saíram perdendo foram divididos pelos Celtas e Eslavos em dois estados e tiveram de entregar parte de suas terras e suas tendas, para os Gauleses, Eslavos e também para outras pequenas tribo ao seu redor.

 

Um sábio, porém nada gentil governante Eslavo, o georgiano Ioseb Besarionis Dze Djughashvili, que adotou o codinome russo Сталин que significa “homem de aço” ou vulgarmente conhecido pelas outras tribos como Stalin, achou por bem manter os germânicos separados para não voltassem a ter tanta força e incomodar as outras tribos.

 

Corta o filme em 1945 e se volta em 1957, onde os Germânicos (os que tinham ficado na parte conquistada pelos Celtas), os Celtas e os Romanos, todos enfraquecidos pela última grande guerra, resolvem criar uma comunidade harmônica que congraçaria todas as tribos de uma pequena parte do mundo, deixando de lado os Eslavos. Com o tempo mais e mais tribos se uniram ao grupo inicial.

 

Três regiões iniciais desta tal de Europa, que hoje são chamados países (a Inglaterra, a França e a Alemanha) permaneceram unidas como o previsto, de forma harmoniosa com seus chefes se encontravam regularmente para descobrir uma forma de tirar os tributos dos vassalos também de forma harmoniosa. Chegaram a criar em 1992 uma moeda de troca, o Euro, para fazer frente a um novo estado criado pela invasão dos celtas e germânicos numa terra distante do outro lado do oceano, a América do Norte.

 

Por uma década a mais as tribos unificadas ficaram felizes. A sua moeda apesar de não ter o nome do Senhor estampada nela, começou a valer mais que a dos invasores do outro lado do oceano, a moeda Dólar. Esta última diferente do tal de Euro confiava no Senhor.

 

Como os chefes dos eslavos que sucederam o Homem de Aço, confiavam nos germânicos, primeiro dividiram suas próprias terras em diversas tribos eslavas e depois deixaram os germânicos se reunificaram. Os germânicos, povo disciplinado, trabalhador e educado, cresceram tanto que até convidaram seus antigos aliados, os remanescentes do império Otomano os Turcos. Para esses eram reservados os trabalhos mais duros, isto porque alguém tinha que fazer isto!

 

Em 2008 a união de todas as tribos estava no auge, mesmo Eslavos e descendentes dos romanos misturados com os Mouros, foram aceitos nesta grande confederação de tribos. Os tribo dos Gregos uma muito antiga e culta, com uma história cheia de arte e literatura de mais de 3000 anos, também foi aceita na federação da Europa. Os Turcos que vivem também na Europa, nunca foram aceitos, não sei bem porque e parece que ninguém sabe.

 

Estava tudo uma beleza, porém enquanto os povos do norte que nunca tinham Sol para cultuar, trabalhavam, e trabalhavam, os povos do sul, não trabalhavam tanto assim. Afinal eles tinham o sol e nos meses mais quentes os povos do norte vinham se banhar em suas praias e eles do norte esperavam que tudo estivesse pronto para isto.

 

Como os povos do norte trabalharam mais do que os do sul, vendendo seus artesanatos para os do sul, e emprestando o tal de Euro para eles comprassem cada vez mais para eles poder trabalhar cada vez mais. Chegou o dia em que os povos do norte não conseguiram emprestar mais para os do sul, nem os do sul pagar suas dívidas deixando os germânicos brabos.

 

Depois disto que aconteceu?

 

Não sei, porque a história acabou por aí, mas será que todas estas tribos que brigaram por três mil anos e ficaram 50 anos de paz vão continuar em paz?

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Respostas a este tópico

Marco

 

Aqui, não, mas na Europa ainda pode fazer diferença. O discurso étnico pode ser reavivado pela direita européia e o comportamento de tribo também.

Expulsão de ciganos, campos de detenção para ilegais, são assuntos que há vinte anos nenhum governo de direita teria coragem de falar, porém cada dia mais vozes do passado retornam a baila. O assassino da Noruega utilizou pretextos racistas para justificar o seu crime, era um psicopata, mas a voz de psicopatas dependendo da época podem ser escutada.

Hoje em dia a solução européia passa necessariamente pela Alemanha, e a intransigência do povo Alemão, o principal beneficiado da União Européia, diz não. Eles se sentem fortes o suficiente para lançar uma Europa centrada no germanismo e isto não rima com uma comunidade européia democrática.

Sem dúvida. Só lamentei, porque me interessa, embora eu mesma nao tenha muito a dizer.
Como diz o gaudério, no andar da carreta que se ajeitam as abóboras. Deixa correr que há chances do assunto voltar a pauta. Espero estar errado.

Mesmo ninguém se interessando pelo assunto vou insistir colocando o Link para o comentário de Nicolau Santos, o diretor-adjunto de um jornal conservador Português "Expresso", vi pela primeira vez a palavra GUERRA na Europa, seguirei olhando melhor o assunto.

http://aeiou.expresso.pt/a-implosao-do-euro-ou-a-guerra=f684825

O cara nao desenvolveu o assunto, nao justificou porque estaria sendo possível uma GUERRA (entre quem e quem?), nao acho que se deve levar muito em conta o que ele diz. Agora, implosao do euro, isso sim me parece bem mais provável. Mas reconheço que nao entendo o suficiente do assunto para que minha opiniao tb mereça muita confiança... (rs, rs)

Ana Lú

 

O quem contra quem não é o problema de uma guerra capitalista. Uma guerra capitalista serve para resolver problemas econômicos. Se coloca a população na miséria e depois disto tudo é lucro!

Mas nao resolveria, resolveria? Uma guerra na Europa?

Sempre crises foram debeladas com guerras, porém a interpretação que muitos dão a dinâmica do processo que está errada. As guerras não debelam crises porque dão emprego ao povo na fabricação de armamentos, guerras não debelam crises porque diminuem a população, na verdade guerra debelam crises porque as aprofundam ainda mais e quando o povo se acostuma com a miséria e a fome ele está pronto para sacrificar o seu futuro em nome da reconstrução de seu país.

 

O país pode ser destruído fisicamente ou emocionalmente, tanto uma como outra situação levam a aceitação da palavra do líder sem contestação, há um aspecto muito interessante na segunda guerra mundial que poucos se dão conta, foi exatamente no ano de 1944 que a Alemanha Nazista produziu mais armas, aviões, tanques e munições, exatamente no ano que este país se encontrava totalmente fragilizado, e exatamente neste ano que o seu povo consegue maior produção para a guerra.

 

Provavelmente em 1944 a produção de artigos não militares caiu, ou seja, foi substituído a produção de artigos que davam qualidade de vida ao povo Alemão por artigos de guerra. Isto leva a um estado de miséria que no pós-guerra a Alemanha se levanta rapidamente e se recupera mais que outros países que não foram tão abalados.

 

A única coisa que segura a opção militar é a existência de armamentos nucleares que levariam a uma destruição fantástica respingando nos agressores, porém se acharem uma solução para isto a velha solução volta a baila.

Acho que seria difícil uma guerra na Europa hoje. Iria destruir tanto o tecido político e civilizacional que seria uma loteria o mundo que poderia sair disso. Eles preferem guerras com países subdesenvolvidos, que despertam o racismo deles.

A Iugoslávia não era Europa?

 

Os empecilhos para uma guerra na Europa são outros, por isto diria que a probabilidade de ocorrência atualmente estaria em torno de 1%, é uma mera especulação no momento. É algo a ser pensado pois é o que se chama, "um cenário de baixíssima probabilidade de ocorrência e altíssimo impacto", se não fosse pelas consequências nem se deveria perder tempo pensando nele!

A Iugoslávia nao é a "alta Europa". Meio associada com a Rússia, com "eslavos", povos ditos mais "bárbaros".

Pois é Ana Lú.

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