Portal Luis Nassif

elizabeth

Uniban expulsa aluna assediada por usar vestido curto em aula

Universidade diz que atitude provocativa da aluna resultou em reação coletiva de defesa do ambiente escolar

estadao.com.br

SÃO PAULO - A Universidade Bandeirante informou em anúncio publicado em jornais paulistas neste domingo, 8, que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda de seu quadro discente. A estudante do curso de Turismo sofreu assédio coletivo no último dia 22 de outubro por ir ao campus de São Bernardo do Campo da faculdade com um vestido curto. O episódio ganhou repercussão na internet após vídeos do tumulto serem postados no 'You Tube'.


Veja também:

Blog do Guterman: Uniban e o linchamento moral: a culpa é da vítima

No anúncio publicitário, entitulado ' A educação se faz com atitude e não com complacência' a universidade diz que tomou a decisão após uma sindicância interna constatar que a aluna teve uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados. Para a Uniban, Geisy provocou os colegas ao fazer um percurso maior que o habitual, desrespeitando princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade.

A universidade afirma ainda que foi constatado que "a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar". Ainda assim, o conselho superior declarou na nota que suspendeu temporariamente os alunos envolvidos e identificados no incidente. A Uniban também criticou o comportamento da imprensa na cobertura do caso. Segundo a universidade, a mídia perdeu a oportunidade de contribuir para um debate 'sério e equilibrado' sobra ética, juventude e universidade.

Segundo as cenas e os depoimentos de presentes, o tumulto começou quando a aluna subia por uma rampa até o terceiro andar e os alunos começaram a gritar. Ela ficou trancada em uma sala e, com a ajuda de um professor e colegas, chamou a polícia, que a escoltou até a saída da universidade.

De acordo com a estudante, em entrevista concedida ao estadao.com.br no último dia 30, o episódio começou "como uma grande brincadeira". Vestida para uma festa que iria naquele noite, ela conta que no início arrancou muitos elogios com seu visual, mas a situação aos poucos inverteu. No intervalo das aulas, um "verdadeiro coral ridículo de gritos de puta" a acompanhou até que deixasse o prédio.

Compartilhar

Responder esta

Respostas a este tópico

Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) vai cobrar
explicações da Uniban

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4089053-EI8139,00...

Responder esta

É triste constatar que a maioria dos comentaristas citando o "traje inadequado" lá no post do Nassif é formada por mulheres.
:(

Responder esta

Pois no vídeo da Globo/Fantástico/youtube a Glorinha Khalil, consultora de bons maneiras para o país- a coisa mais irritante da televisão - dá um sorriso chic e diz que é preciso saber que há uma leitura do público para as roupas que usamos em diversas ocasiões. O problema é de boas maneiras, morou?

Responder esta

Esperar o que de "Fantástico" e de Glorinha Khalil, né Simone?
Mas acabei de ler no Globo online.

MEC pedirá explicações a Uniban sobre expulsão de aluna que usava minissaia

BRASÍLIA - O Ministério da Educação pedirá à Universidade Bandeirante (Uniban) explicações sobre a expulsão da aluna Geisy Villa Nova Arruda, que foi hostilizada por seus colegas quando trajava minissaia nas dependências da instituição. Segundo a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari, o órgão quer averiguar por que os demais estudantes não receberam o mesmo tratamento dado a Geisy.

Para a secretária, a Uniban não exerceu seu papel de educar e formar cidadãos. Maria Paula Dallari avalia que a Uniban poderia, eventualmente, ter adotado uma solução interna.

- Haver um conflito não é um problema. O problema é como uma instituição que tem como dever educar e formar para a cidadania reage - afirmou.

O MEC pode fazer uma chamada pública à Uniban. Outro caminho seria trabalhar junto com o Ministério Público dando seu parecer sobre o caso. Além das explicações, o ministério pedirá uma cópia do processo de investigação feito pela universidade para saber o que realmente aconteceu.

Responder esta

Habemus republica!

Responder esta

Responder esta

Já devidamente assinado.

Responder esta

E além de tudo vocês viram o tal vestido? Dava para ir à missa com ele sem o padre reclamar. De mangas compridas, sem decote, com a saia curta, mas nao demais, 1 palmo se tanto acima do joelho.

Responder esta

Talvez la interior do Rio Grande do Sul o padre ia dizer.

Peço que minhas filhas venham na próxima missa mais de acordo com o ambiente.

E seguiria com o sermão sobre outras coisas sem maior tumulto!

Responder esta

Dá uma revolta, isso... Maior do que quando os machistas sao os homens. Mulheres que nao se solidarizam com outras.

Responder esta

Ana Lú

Lupus est homo homini, non homo

ou em latim macarrônico

Homo homini lupus, femina feminae lupior

Responder esta

Nao entendi chongas, dá para pôr em aramaico?

Responder esta

RSS

© 2009   Criado por Luis Nassif

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço