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Seria muito fácil resolver os problemas de caixa do país com a adoção de medidas fiscais diversas, não no sentido de aumentar impostos, mas no sentido de cobrar o valor certo da pessoa correta. Assim, é urgente a criação do Imposto Sobre Grandes Fortunas, já existente na França, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Quem sabe assim daria para reduzir a carga tributária de quem realmente produz?

Premente, também, é coibir sonegação, que por aqui rola solta. Como exemplos, podemos citar a sonegação milionária da Rede Globo. Ou a do Banco Itaú. E, pior ainda, o escândalo do HSBC, um escândalo de proporções mundiais e que conta com a conivência do PSDB, uma vez que este partido se recusou a assinar pedido de abertura de CPI para apurar este rombo, que envolve valores mais gigantescos do que os da Operação Lava Jato :  334 bilhões de reais x 720 milhões de reais. As elites, muito bem representadas pelos tucanos, lançaram a "máxima" mentirosa e desonesta, de que sonegação não é corrupção. Só que não. O dinheiro sonegado é dinheiro público, que seria investido em obras de infraestrutura, educação e saúde. É um caso sério de corrupção, que só envolve as classes mais abastadas, já que o assalariado é tributado na fonte e possui pouca ou nenhuma alternativa de manipular sua declaração.

Outra maneira seria a revisão da Lei de Remessa de Lucros das empresas estrangeiras fixadas no Brasil. Esta lei é antiga e foi piorada nos tempos de FHC. Tal remessa representa um fluxo enorme de dinheiro que deveria ficar no país, mas que vai sob forma de lucros e dividendos para o país de origem. Existe, ainda, mais um problema colateral: a empresa estrangeira compra, muitas vezes, insumos de empresas do mesmo grupo, por um preço muito maior do que o preço real de mercado, elevando seus custos de produção e reduzindo a parcela de impostos devida, podendo ser esta mais uma forma de sonegação- loto, a solução deste problema acarretaria, também, aumento da arrecadação tributária.

Uma terceira medida que visa aumentar a receita do INSS seria a inclusão, cada vez maior, dos informais no mercado. E, dentro deste aspecto, fiscalizar e punir com muito rigor  todo trabalho escravo, o que ajudaria tanto o trabalhador explorado, quanto a economia como um todo. Neste contexto, as coisas só não melhoram porque temos um Congresso conservador, que mudou o texto original da PEC do trabalho escravo, abrandando-o. O que esperar de uma bancada ruralista forte, com um Ronaldo Caiado a frente dela? O que pode ser esperado de um Congresso com perfil tão conservador, beirando ao fascismo? Só resta a luta do povo, quer seja em manifestações, quer seja nas redes sociais, exigindo tais medidas daqueles que foram eleitos para nos representar, mas que, na realidade, representam, muitos deles, interesses muito opostos aos da nação brasileira.

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