Comissão de "juristas" sugere liberar plantação de qualquer droga para uso próprio.Sensacional! Qualquer criancinha vai poder pegar no pé e começar seu mundo de sonhos mais cedo.Acaba o tráfico, somos apenas usuários, a nação agradece tão belas inovações no código penal - sempre feito em nome e para o povo!

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Exatamente por ser assunto sério, é que ele não pode ser tratado com moralismo rastaquera, com dramalhões, com pieguices e demagogias baratas como está em sua postagem, tipo, de que agora "Qualquer criancinha vai poder pegar no pé e começar seu mundo de sonhos mais cedo". Isso tudo é ridículo.

é verdade, passando a lei vão colocar um fiscal, ou guarda em cada plantação para as criancinhas não chegarem perto

Toda política de moralismo no combate às drogas faliu; já mostrou em demasia que não funciona, causam mais problemas do aqueles que não conseguem resolver. O moralismo no combate às drogas é adito em óleo de rícino; só proclama e faz merda, da qual você é um arauto.

A proibição não impede ninguém de acessar às drogas. O acesso legal não significa a proliferação vício, mas do seu efetivo controle e redução de seus danos. O álcool é permitido e só uma minoria tem uma dependência química desta substância; crianças são mais expostas ao álcool e os casos de dependência, nessa faixa etária, são insignificantes, não há nada que indique, que a exposição maior a outras drogas vá aumentar os casos de adição. Drogados têm de ser tratados pelo SUS e não pelas prisões que, além de serem o "tratamento" mais oneroso, só agravam o problema. Com menos vagas nas prisões de drogados, sobrarão recursos para tratamentos de saúde.

Vejamos a nação mais rica e poderosa da história, a que pretende liderar uma cruzada moralista mundial contra as drogas; lá é o lugar onde mais se consome drogas no planeta. Com todos recursos repressivos que dispõem, efetivam a maior população carcerária da Terra e não controlam a coisa, nem dentro das prisões. Os números que representam os danos e a falência da política de proibição lá são expostos, no vídeo a seguir, por uma voz insuspeita do conservadorismo deles:




é verdade, vai ter um fiscal do juizado de menores em cada pé, desculpe, eu não tenho sua perspicácia e conhecimento do mundo

estas plantas eu não conheço mas já tive pé de novalgina

Acho que vocë deve ter plantação de mamona. Pelo teor de suas opiniões sobre políticas preventivas de drogas, tem cara de quem é viciado em óleo de rícino.

Tenho plantação de mamona sim,possivelmente melhor do que as suas plantações ,sou viciado na realidade e não adianta este tipo de provocação, pessoas que não respeitam os outros não merecem crédito - vc não manja nada da realidade da droga, sei lá o que quer defender, nem ficou claro isso

Clap. clap, clap! 

Os novos agricultores da sustentabilidade cannabis, dos quintais, estufas, criações, poderão vender dentro da lei? Chuva de usuários? Política de substituição de traficantes? Novos síndicos. Curiosidade, eu estou sem noção. Acho que não dará muito certo. 

Manu,

O Antonio não tem costume de citar suas fontes. Prefere resumir a notícia, mal, e passar adiante uma leitura moralista e preconceituosa. Políticas repressoras não resolvem. Se resolvessem, os EUA não seriam o maior mercado consumidor de drogas do mundo. E o de maior população carcerária também...

A notícia abaixo, esclarece a sua pergunta: A tentativa é penalizar principalmente o traficante.

Da Folha:

28/05/2012 - 13h37

Comissão sugere descriminalizar uso e plantio de drogas


NÁDIA GUERLENDA
DE BRASÍLIA

Atualizado às 22h52.

A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta segunda-feira (28) incluir na lista de sugestões que será enviada ao Congresso a descriminalização do plantio, da compra e do porte de qualquer tipo de droga para uso próprio.

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As propostas da comissão, consolidadas, devem ser encaminhadas até o final de junho. Apenas após votação nas duas Casas as sugestões viram lei.

Hoje, o consumo de drogas já não é crime, mas é muito raro que alguém faça isso sem também praticar uma das outras condutas criminalizadas: cultivar, comprar, portar ou manter a droga em depósito.

A autora da proposta, a defensora pública Juliana Belloque, afirmou que se baseou na tendência mundial de descriminalização do uso e na necessidade de diminuir o número de prisões equivocadas de usuários pelo crime de tráfico.

Ela citou reportagem publicada pela Folha que apontou um crescimento desproporcional do aprisionamento de acusados de tráfico desde 2006, quando entrou em vigor a atual lei de drogas: enquanto as taxas de presos por outros crimes cresceram entre 30% e 35%, o número de punidos por tráfico aumentou 110%. A alta se explica, de acordo com especialistas, pela confusão entre usuário e traficante.

A comissão aprovou uma exceção em que o uso de drogas será crime: quando ele ocorrer na presença de crianças ou adolescentes ou nas proximidades de escolas e outros locais com concentração de crianças e adolescentes.

Nesse caso, as penas seriam aquelas aplicadas atualmente ao uso comum: advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e o comparecimento obrigatório a programa ou curso educativo.

Para diferenciar o usuário do traficante, os juristas estabeleceram a quantidade máxima de droga a ser encontrada com o acusado: o equivalente a cinco dias de uso. Como a quantidade média diária varia conforme a droga, o texto estabelece que serão utilizadas as definições da Anvisa.

A comissão também aprovou a diminuição da pena máxima para o preso por tráfico. Hoje são cinco a 15 anos de prisão e a proposta estabelece cinco a 10.

Dos nove juristas presentes de um total de 15 da comissão, apenas o relator, o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves, votou contra a descriminalização.

Para ele, o fato de o usuário não ser punido acabará estimulando que ele seja considerado pela polícia e pela Justiça um traficante, o que aumentaria o encarceramento - exatamente o efeito contrário que a comissão pretende atingir.

 

Se dará certo ou nao enquanto política relativa a drogas, nao sei. Mas que tem um efeito colateral benéfico, o de diminuir o poder de arbitrariedade da polícia, deve ter. 

interessante visão Anarquista, diminuir o poder de arbitrariedade da polícia... já quanto a traficantes e compradores que financiam o crime colateral nada foi falado....

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