Portal Luis Nassif

VITÓRIA DE GRAZIANO AMPLIA AÇÃO GLOBAL DO BRASIL, PROJETA DILMA E FAVORECE O PASSO SEGUINTE DE LULA

 

 

 

 

Numa eleição acirrada, o ex-ministro do governo Lula, José Graziano da Silva, superou o adversário espanhol, Miguel Angel Moratinos, na disputa pela sucessão de Jacques Diouf, no comando da FAO, por 92 votos a 88. O Brasil conquista assim seu primeiro posto de relevo entre as organizações internacionais. Graziano era o candidato dos países pobres que lutam  contra o subdesenvolvimento  e o poder neocolonial nos mercados mundiais, sobretudo de alimentos e matérias-primas. Não por acaso, pouco antes da votação, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, sem abrir o voto dos EUA, elogiou o candidato espanhol Miguel Angel Moratinos, porta-voz da Europa e dos interesses dos países ricos. A vitória brasileira reposiciona o papel da FAO na política internacional. O que se espera agora é um organismo renovado que passe a ecoar, de fato, os interesses Sul-Sul,  na luta pelo desenvolvimento, por segurança alimentar e  justiça social. Graziano é um crítico da especulação financeira decorrente da desregulação do sistema bancário promovida pelo neoliberalismo. Ao contrário de seu adversário espanhol, em diversos pronunciamentos e artigos ele destacou a influência nefasta dos capitais especulativos na formação dos preços dos alimentos, gerando flutuações abruptas que asfixiam consumidores e produtores dos países pobres. A vitória do ex-ministro e amigo pessoal de Lula não pode ser entendida sem o pano de fundo da crise mundial que evidenciou o crepúsculo de uma agenda ortodoxa até então hegemônica.Por mais de 30 anos, ela subordinou o destino das nações, o desafio do desenvolvimento e a luta contra a fome às supostas virtudes dos 'livres mercados', marca de fantasia dos países ricos e da finança globalizada.  A sucessão na FAO influenciará também a ação internacional de Lula que trabalhou intensamente nos bastidores da campanha, em contatos com líderes e governantes, sobretudo da África e América Latina. O líder brasileiro passa a ter na FAO, certamente,  uma âncora institucional para seus projetos de cooperação entre América LAtina e África na luta contra a pobreza e a fome. Para o governo Dilma, que se empenhou decididamente na eleição de Graziano, deslocando ministros e o chanceler Patriota a vários pontos do planeta, numa ação discreta mas firme e centralizada no Itamaraty, é um trunfo da competência brasileira na articulação  externa. Ele reafirma o Brasil como líder dos países pobres, um protagonista cada vez mais relevante da agenda do desenvolvimento no século 21. O conjunto certamente desagrada os que torciam por uma derrota na FAO para transformá-la no atestado de óbito da diplomacia independente e soberana construída nos oito anos de governo Lula.

 

http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

José Graziano é eleito diretor-geral da FAO

A eleição ocorreu neste domingo durante a 37ª Conferência da FAO, evento que começou ontem (26), em Roma. Com o apoio do governo brasileiro, Graziano recebeu 92 dos 180 votos. O segundo colocado foi o ex-ministro de Relações Exteriores espanhol Miguel Ángel Moratinos. Graziano vai substituir o senegalês Jacques Diouf, que permaneceu por 17 a anos à frente da agência. Ele deixará a direção do órgão em um momento em que a alta nos preços de alimentos tornou-se uma preocupação global, discutida nos principais foros internacionais.

O agrônomo brasileiro José Graziano, de 61 anos, foi eleito hoje (26) o novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Ex-ministro de Segurança Alimentar do governo Lula, Graziano ocupará o cargo no período de janeiro de 2012 a julho de 2015. Desde 2006, ele atuava como representante da agência na América Latina e no caribe.

A eleição ocorreu hoje durante a 37ª Conferência da FAO, evento que começou ontem (26), em Roma. Com o apoio do governo brasileiro, Graziano recebeu 92 dos 180 votos. O segundo colocado foi o ex-ministro de Relações Exteriores espanhol Miguel Ángel Moratinos. Inicialmente também concorriam ao posto o austríaco Franz Fischler, o indonésio Indroyono Soesilo, o iraniano Mohammad Saeid Noori Naeini e o iraquiano Abdul Latif Rashid.

Indicado para o cargo pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado, Graziano vai substituir o senegalês Jacques Diouf, que permaneceu por 17 a anos à frente da agência. Ele deixará a direção do órgão em um momento em que a alta nos preços de alimentos tornou-se uma preocupação global, discutida nos principais foros internacionais.

Criada em 16 de outubro de 1945, a FAO concentra os esforços dos 191 países membros, mais a Comunidade Europeia, pela erradicação da fome e da insegurança alimentar. Na agência, que funciona como um fórum neutro, os países desenvolvidos e em desenvolvimento se reúnem para para negociar acordos, debater políticas e impulsionar iniciativas estratégicas.

O orçamento enxuto da agência, se comparado ao de outras instâncias da ONU, é considerado um dos entraves à atuação mais abrangente do órgão. Para o biênio 2010/2011, a FAO conta com orçamento de US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bilhão) , com mais US$ 1,2 (R$ 1,9 bilhão) advindos de doações voluntárias.

Outro problema com o qual Graziano deverá lidar são as divergências entre os países quanto à produção de biocombustíveis (apontados por algumas nações como os principais causadores da inflação nos alimentos).

 

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_i...

Exibições: 137

Responder esta

Respostas a este tópico

Graziano vence eleição e será diretor de agência de segurança alimentar da ONU

Atualizado em  26 de junho, 2011 - 12:00 (Brasília) 15:00 GMT
O ex-ministro José Graziano na FAO (Foto: AP)

Eleição de Graziano é vitória também para o governo brasileiro

O ex-ministro brasileiro José Graziano da Silva venceu neste domingo as eleições para se tornar o novo diretor-geral da FAO, a agência da ONU para agricultura e segurança alimentar.

Graziano, 61, recebeu 92 dos 180 votos contabilizados, segundo a assessoria de imprensa da FAO.

Representante regional da FAO para América Latina e Caribe desde 2006, ele ocupará o novo cargo a partir de janeiro de 2012, até julho de 2015.

Ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Graziano participou da criação do programa Fome Zero, uma das meninas-dos-olhos do governo do governo Lula na área social.

Foi o próprio Lula quem apresentou a candidatura de Graziano à FAO, no ano passado.

A eleição foi o principal ítem da 37ª Conferência da FAO, na cidade-sede do órgão, em Roma.

Reformas

O principal rival de Graziano na disputa era o espanhol Miguel Ángel Moratinos. Em entrevistas recentes, ambos defenderam mudanças na instituição e a implantação de medidas recomendadas por uma auditoria externa, em 2007.

Graziano enfrentará a partir de janeiro um problema tido como um dos entraves à atuação mais abrangente do órgão: verbas relativamente enxutas, comparadas com as de outras agências da ONU.

Para o biênio 2010/2011, a FAO conta com orçamento de US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bilhão), além de US$ 1,2 bilhão (R$ 1,9 bilhão) advindos de doações voluntárias.

Segundo analistas, isso impede que a entidade ajude de forma decisiva países em dificuldades no setor alimentar, embora detenha grande expertise na área agrícola.

Outro problema são as divergências entre os países quanto ao plantio de biocombustíveis (apontados por algumas nações como os principais causadores da inflação nos alimentos), os subsídios governamentais a agricultores e o uso de espécies geneticamente modificadas na lavoura.

Vitória brasileira

Politicamene, a vitória de Graziano é um alívio para o governo brasileiro, que nas últimas tentativas amargou resultados negativos em votações na ONU.

Em 2005, o embaixador Seixas Corrêa perdeu disputa para a direção-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio).

Quatro anos depois, o Brasil apoiou o candidato egípcio Faruk Hosni à direção-geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), mas a vencedora foi a búlgara Irina Bokova.

Falando antes da votação, o chanceler Antonio Patriota defendeu o nome de Graziano para dirigir a agência, dizendo que o Brasil adotou políticas bem-sucedidas na agricultura e no combate à fome que podem ser replicadas em outros países em desenvolvimento.

“A formação multicultural e multiétnica do Brasil contribui para a adaptação de nossas propostas às características de outros países da América Latina, África, Oriente Médio, Ásia e Oceania”, afirmou Patriota, em um seminário em Roma.

Segundo Patriota, o Brasil conseguiu, nos últimos anos, tornar-se o maior exportador líquido de alimentos do mundo, conjugar a produção de biocombustíveis com a de comida e proteger o meio ambiente.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110626_graziano_fa...

Brasileiro José Graziano é eleito para chefiar FAO

SÃO PAULO (Reuters) - O brasileiro José Graziano foi eleito neste domingo para a direção-geral da FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação. 

 

Graziano, de 61 anos, recebeu 92 dos 180 votos, informou a página da instituição na Internet.

 

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE75P01O20110626

 

O ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva era o representante da FAO (Food and Agriculture Organization) na América Latina e no Caribe desde 2006. Sua candidatura foi apresentada por Lula e pela presidente Dilma Rousseff.


Como ministro, Graziano coordenou o programa Fome Zero, principal bandeira do início do governo Lula.


(Por Silvio Cascione)

Vitória importante. Esperemos que nao façam nenhuma armadilha com ele, como provavelmente ocorreu com o cara do FMI, nem que seja assassinado, como o brasileiro que negou as armas no Iraque, providencialmente "bombardeado por engano"... A barra tá cada vez mais pesada...

 

Concordo, mas quem esta na chuva é para se molhar, pois não podemos nos iludir quanto ao mundo em que vivemos

Todas as conquistas de humanidade foram resultado de muita luta, foi e é assim, para os trabalhadores, mulheres, negros, homossexuais, e toda a espécie de oprimidos e explorados, desde o início dos tempos

Se dependesse das elites e das classes médias conformistas e oportunistas, a escravidão formal existiria até hoje, e as pessoas seriam torturadas e queimadas pela inquisição, por exemplo, pois nada mudaria para quem se beneficia historicamente de todos os sistemas de poder

 

homem inteligente, discreto e de rara integridade, certamente representa um ganho para os povos dos países que lutam para vencer a fome. agora, sem dúvida, terá momentos difíceis pela frente, pois terá que se confrontar com interesses opostos aos da emancipação dos povos. manter povos e nações na miséria sempre foi uma fórmula eficiente para produzir a riqueza de alguns.

 

Amiga, vc esta certa a indústria da miséria é poderosa, e isto é claro no nosso país, grande produtor de alimentos com tanta gente com fome, pois sem renda e os mesmos são muito caros, apesar da abundância, e foi preciso um Lula com o bolsa-família e outros programas para começar a reverter esta situação, contudo falta muito, e a reforma agrária foi relegada ao "terceiro" plano, pois os ruralistas controlam o poder legislativo no Brasil

 

CONTUDO:

Maioria dos países têm pouca voz na escolha para o FMI

Escolha do novo líder do FMI será feita apenas pelos 24 representantes que integram o conselho executivo do fundo

O voto para o próximo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) não será feito por seus 187 países membros, mas apenas pelos 24 representantes que integram o conselho executivo do fundo.

 

(Com Agência Estado)

 

HOJE UM GRANDE PASSO FOI DADO, MAS COMO PODEMOS VER EM RELAÇÃO AO FMI, FALTA MUITO AINDA

Com a liderança de Lula, e com uma América Latina com maioria de governos progressistas, como confirmou o Peru, apesar da exceções do Chile, México, e Colômbia, podemos fazer alguma diferença no mundo, mesmo com muitas limitações

 

 

Opera Mundi

Dilma comemora eleição de Graziano para a direção-geral da FAO

A presidenta Dilma Rousseff disse neste domingo (26/06), em nota, que a escolha do agrônomo José Graziano para a direção-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) é o reconhecimento da comunidade internacional sobre as transformações socieconômicas pelas quais o Brasil está passando. 

Responsável pela implantação do programa Fome Zero, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, José Graziano, 61 anos, ocupará o cargo de janeiro de 2012 a julho de 2015. Ele venceu o ex-ministro de Relações Exteriores espanhol Miguel Ángel Moratinos. 

Em nota, a presidenta diz que Graziano contribuiu para as ações governamentais de combate à fome – foi ministro de Segurança Alimentar do governo Lula - e é representante da FAO na América Latina e no Caribe (cargo que ocupa desde 2006). 

Leia mais: 
José Graziano da Silva é eleito diretor-geral da FAO 
Experiência brasileira de erradicação da pobreza chama a atenção do Banco Mundial 
Fim do petróleo deve provocar crise alimentar  
Luta contra aumento do preço dos alimentos domina Fórum de Davos  
Banco Mundial: aumento dos preços de alimentos levou 44 milhões à pobreza 
FAO sugere programas de transferência de renda como o brasileiro pa... 

“A vitória do candidato brasileiro reflete, igualmente, o reconhecimento pela comunidade internacional das transformações socioeconômicas em curso em nosso país - que contribuem de forma decisiva para a democratização de oportunidades para milhões de brasileiras e brasileiros -, bem como o compromisso do Brasil de inserir o combate à fome e à pobreza no centro da agenda internacional. Um objetivo possível de ser alcançado com o fortalecimento do multilateralismo e com o aprofundamento da solidariedade e da cooperação entre as nações e os povos”. 

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, também divulgou mensagem em comemoração à escolha do brasileiro para comandar a FAO. “Graziano ajudará a colocar o combate à fome no centro da agenda mundial. Sua eleição contribuirá para caminharmos na direção de um mundo sem fome e com mais e melhores oportunidades de vida para todos”, disse. 

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/DILMA+COMEMORA+ELEICA...

Só a mídia nativa nao reconhece...

 

AnaLu, nem tinha me ligado nisso ainda, a reação da mídia

Eu fiquei sabendo pelo twitter, pela Carta Maior, depois fui ao Opera Mundi, BBC, e Reuters, e nem me liguei no pig, portanto agora é que vou saber como esta repercutindo, contudo não precisa ser adivinho para imaginar duas situações:

1 - Reduzir a repercussão ao mínimo possível, escondendo e ignorando, dentro do possível

2 - Reduzir a importância do fato, desmerecendo o cargo, a instituição, o eleito, ou sei lá mais o quê

Depois você conte o que viu, que eu ao PIG só vou para ver programaçao de cinema...

 

 

 

Presidenta Dilma Rousseff e o candidato brasileiro eleito diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva. A eleição aconteceu neste domingo (26/6), em Roma, Itália. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 

http://blog.planalto.gov.br/jose-graziano-da-silva-fao/

RSS

Publicidade

© 2017   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço