Zezita-e-leitora normativa e Paulette G.K.: Votem na muié, porra, qual é a dúvida?!


- nesse segundo turno, o voto deve ser pragmático. Embora existam identidades e projetos análogos em questões fundamentais entre as duas forças políticas que estão disputando o governo federal, existem também algumas diferenças significativas e importantes, que permitem e justificam uma opção ideológica que configura uma força como mais progressista que a outra. Algumas dessas diferenças relevantes são:

1) a questão da criminalização dos movimentos sociais

2) o tamanho e a importância dados às políticas públicas de transferência e redistribuição de renda

3) a questão das privatizações e do tamanho e do papel do Estado

4) a postura pública em relação a certos valores e comportamentos (atualmente pautados pelas questões do aborto, do casamento homossexual, do divórcio, etc.)

- essas, entre outras diferenças, ajudam a justificar o voto no PT contra o PSDB no segundo turno.

- durante os oito anos de governo federal do PSDB, Marina Silva, no PT, fez parte da oposição ideológica e crítica ao governo tucano. Durante boa parte do governo LULA, ela foi Ministra de Estado. Foi, ainda, desde a fundação do PT, personagem fortemente ideológica e figura histórica do partido. Saiu do PT principalmente por um motivo ideológico, ou seja, por considerar que não havia condições de aliar desenvolvimento econômico com sustentabilidade e preservação ambiental.

- para além dessa divergência (que para ela é essencial), parece não existir mais nenhuma que seja tão relevante, havendo muito mais uma relação de afinidade e identidade entre ela e o partido.

- com base nesses pressupostos, seria muito difícil que ela decidisse apoiar o PSDB (embora o PV possa fazê-lo), partido com o qual tem a mesma divergência em relação à sua questão fundamental, além de muitas outras nos outros temas de políticas públicas. O mais provável é que:

1) ela se mantenha neutra, por uma razão de coerência em relação ao seu postulado sobre a sustentabilidade e preservação ambiental, assim como para marcar nitidamente sua condição de alternativa em relação ao PT para um futuro processo eleitoral

2) ou que ela decida pessoalmente apoiar o PT, se considerar que há um forte risco de o PSDB vencer essas eleições. Se ela fosse uma figura predominantemente fisiológica, com muita probabilidade apoiaria o PSDB, que deve fazer uma oferta muito mais generosa de cargos e posições no governo federal (esse o principal motivo pelo qual o PV deve se decidir a apoiar o PSDB); entretanto, a análise aqui tecida considera que ela é uma figura predominantemente ideológica, e deve querer manter esse diferencial inclusive para disputar em futuras eleições.

- Por fim, a abordagem das questões como aborto, casamento homossexual e divórcio, em tons fortemente religiosos, se deve em grande medida à disputa por uma importante fatia do eleitorado, de cristãos evangélicos e católicos.

- padres e pastores tem atuado muito no sentido de favorecer algum candidato em função dos valores comportamentais que defendem, e têm obtido sucesso significativo na construção dessa influência. Análises afirmam que grande parte dos votos conquistados pelo PV na reta final se deveram a esse tipo de eleitor, que escolhe principalmente em função desses valores, e que o PT pode ainda perder muitos votos se ficar estigmatizado como crítico desses valores.

- como esses princípios são marginais e secundários para os programas, tanto do PT como do PSDB, o primeiro não tem vacilado em recuar de suas posições originais, adotando uma postura conservadora; enquanto o segundo tem reafirmado suas concepções, de um modo fortemente reacionário.

- esse é um dos motivos que ajudam a justificar o voto pragmático no PT. O fundamentalismo religioso que está orientando esse debate não tem origem nas principais forças dentro dos partidos, mas em setores importantes da população, que se deixam orientar por líderes religiosos (é uma das inúmeras evidências do generalizado analfabetismo político das modernas democracias burguesas, combinadas com o autoritarismo das instituições sociais - no caso, igrejas e templos.).

- para os partidos políticos, são principalmente estratégias de publicidade e propaganda sobre um tema que, para os seus programas de governo, é secundário e marginal.

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Respostas a este tópico

Luzete, e Dilma,???? que jogaram um bexiga com agua nela..... cadê os alarmes, as tomografias???
Vou enviar este CAPACETE pro Serra, assim ele vai ficar potegio das bolinhas.....

Ulalá...
Só sister teacher pra explicar a confusão de zezita.
Mercí, de certa forma pode ser sintetizado como linhas de ataque x defesa.

vixe, foi mesmo?
mas aí é arma química, né?
vamos esperar pela edição especial do JN, né stella?

mas vou deixar uma musiquinha, prá relaxar. e um convite à paz. sempre. no coração. no ato de cada dia:

zezinha,
você sempre generosa comigo, né?
atribui a mim, coisas que aprendi com você!

procê um presentinho. é meio sofrido também:

Voto das mulheres ainda é calcanhar de aquiles para Dilma


UIRÁ MACHADO
DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Assim como aconteceu com Lula nas cinco eleições presidenciais que disputou, as mulheres são o calcanhar de aquiles de Dilma Rousseff.

De acordo com cálculo do demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do IBGE, a candidata do PT teria sido eleita no primeiro turno não fosse o "gap" de gênero --a diferença de votos entre homens e mulheres.

Com base em 45 pesquisas eleitorais realizadas neste ano por Datafolha, Ibope, Vox Populi e Sensus, Alves acompanhou a diferença de intenção de voto entre o eleitorado masculino e o feminino ao longo da disputa.

De acordo com ele, a média das quatro últimas pesquisas realizadas antes do primeiro turno davam a Dilma 51% entre os homens e 43% entre as mulheres.

A diferença de oito pontos percentuais, diz o demógrafo, representou cerca de 4,2 milhões de votos.

Como Dilma teve 47,6 milhões de votos e precisava de pelo menos 50,85 milhões para ser eleita (considerando o mesmo universo de 101,6 milhões de votos válidos), "pode-se afirmar que foram as mulheres que jogaram as eleições para o segundo turno", diz Alves.

Apesar dos esforços da campanha, que direcionou ações específicas para seduzir o público feminino, o "gap" de gênero que valeu no primeiro turno permaneceu após o dia 3 de outubro.

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha (dia 21), Dilma tem 55% de intenção de voto entre os homens e 45% entre as mulheres.

A diferença, de dez pontos percentuais, é maior --em termos proporcionais e absolutos-- que entre os eleitores de José Serra (PSDB). O tucano tem 38% entre as homens e 41% entre as mulheres.

ESTRATÉGIA

Para Alves, tudo leva a crer que, se Dilma ganhar, "será uma vitória liderada pelos homens", e, se Serra vencer, "liderada pelas mulheres". Trata-se de uma "guerra invertida entre os sexos".

O PT conhece de longa data a resistência do eleitorado feminino. Coordenadores da campanha de Dilma ouvidos pela Folha avaliam que está nas mulheres adultas, principalmente acima de 40 anos, o maior desafio da candidata neste segundo turno.

Segundo eles, essas eleitoras têm uma resistência maior a mudanças.

E, mesmo com o discurso de que Dilma representaria a "continuidade" do governo Lula, o simples fato de ser ela a primeira candidata à Presidência no país representaria um risco.

Por isso, na tentativa de formular um discurso para atrair o voto feminino, desde o início da campanha o partido exaltou características próprias do universo das mulheres, como o fato de Dilma ser "mãe" e, mais recentemente, "avó" --algo que desagradou a feministas.

Ainda focada nessa fatia do eleitorado, a campanha adotou como bordão a tese de que ela cuidará do povo com amor maternal. A estratégia será repetida à exaustão até o fim da campanha.

É que, na avaliação do PT, esse estrato do eleitorado --mulheres acima dos 40 anos que não declaram voto na petista-- será o último a decidir por um dos dois candidatos. E são os indecisos o grupo que pode alterar o rumo da eleição.

Para Alves, do IBGE, a estratégia da campanha petista deu certo na pretensão de associar a Lula o voto em Dilma. No entanto, diz ele, o preço foi a perda da autonomia feminina da candidata. A maioria vota nela não porque ela é mulher, mas "porque é a sucessora indicada pelo popular presidente".

Ele considera "simplistas" explicações como as de que mulheres são mais conservadoras ou a de "mulher vota em mulher": "o gênero opera no campo da cultura, e não no terreno da natureza".
mas tem mulheres que não se perdem:

simone trouxe este vídeo.
a mãe não se deixa enganar. agora, o filho... ô coisica deslumbrada...
(era marina. e agora? o PV francês, inspirador do PV caboclo, agora é dilma. o coordenador da campanha de marina, pedro ivo, agora é dilma, leonardo boff agora é dilma. carlos minc sempre foi dilma.
e caê, hein?)
neste tema, fico com a mãe (vídeo garimpado pela simone)

Minc sempre foi Dilma, Luz, ele é do PT há séculos. Caetano tá quieto, num mexe com ele. Ou não?
Melhor não.

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