Neste tópico, vamos juntar trabalhos, estudos, análises, comentários de vocês sobre esses movimentos de transferência de cérebros para países que começam a despontar. Vídeos, livros, artigos que permitam ilustrar esses processos.

Em especial, o êxodo de árabes e judeus da Espanha, na Inquisição; o êxodo provocado pelos nazistas na Europa; e o êxodo dos cientistas russos nos anos 90.

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Respostas a este tópico

Gostaria de falar sobre Fred Keller, Psicólogo Norte americano que construiu as bases do Curso de Psicologia na Universidade de Brasília. O grande passo dado com a vinda deste importante Cientista foi a introdução da Análise Experimental do Comportamento na vanguarda da Psicologia Nacional. Aliado a este aspecto, cabe ressaltar como Keller contribuiu para um modelo de Universidade sonhado por Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira. A partir do trabalho do Americano, hoje o Curso de Psicologia da Universidade de Brasília mantém a liderança em publicações de artigos em revistas indexadas no País, e a AEC expande seu campo de atuação para as mais diversas formas de intervenção na Psicologia em Pesquisa de Processos Básicos como também de forma Aplicada. Hoje se podemos discutir as formas que tomam as as diversas tomadas de decisão, estabelecer novas descobertas para a Neuropsicologia, compreender o impacto do trabalho na formação do indivíduo, e muitos outros aspectos inerentes ao estudo do comportamento humano na Academia Brasileira, devemos imensamente a este Personagem e a Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira, que visionariamente perceberam que aquele era o momento ideal para inplantar este novo modelo de Instituição Universal de Ensino.
O caso dos russos nos anos 90

No começo dos anos 90 havia uma grande quantidade de cientistas russos querendo sair do que sobrara da URSS. Muitso foram para a Europa, EUA, Austrália e Canadá. e lá estão. O brasil, na época perdeu o bonde. Em parte, porque ainda estávamos em plena época inflacionária, o que tornava o país pouco atraente -- em parte por inércia mesmo.

Houve alguns poucos que foram contratados no Brasil. E o balanço não é tão positivo. Contrataram-se alguns pesquisadores que, se de um lado eram competentes, por outrolado não tinham nenhum engajamento com a comunidade científica brasileira, não tinham responsabilidade alguma com a universidade brasileira. Tinham virado mercenários.... Alguns, depois de contratados puseram-se a usar todo dinheiro disponível na FAPESP para trazer os amigos que tinham ficado na Rússia. Não orientavam na pós-graduação, tampouco.

Tudo isso já passou há muito. O Brasil vive agora um outo momento. está começando a se tornar atrativos, uma opção de trabalho. Basta que a universidade brasileira e seus centrso de pesquisa se abram mais...
Não podemos esquecer os francêses, que tem uma tradicional predisposição de simpatia pelo Brasil.
Lembremo-nos dos fundadores da USP, da infuência de Levy-Strauss e de tantos outros que deixaram marcas indeléveis na intelectualidade de então. É bem verdade que essa influência se manifestou sobretudo nas Ciências Sociais, mas agora, no século XXI, poderemos contar com o treinamento de jóvens oficiais da Aeronáutica que estarão engajados na absorção da tecnologia aviônica, resultado dos acordos que a compra dos Rafales trará necessáriamente. Vale lembrar que, em geral, os franceses se assimilam muito mais facilmente no Brasil, aprendem a língua, e nos amam desde o século XVI, quando o almirante Villegaignon acabou forçando a fundação da cidade do Rio de Janeiro (aliás, cronológicamente, foram eles os fundadores).
É evidente que os grandes nomes da Ciência Brasileira, assim como em vários outros Países são resultado da "diáspora" de cientistas europeus em consequência da guerra. O problema, me parece, é o de que estas escolas não floresceram no Brasil nas gerações subsequentes às mesmas. Há vários indices que refletem esta realidade, entre eles o ranking das Universidades Brasileiras no cenário mundial. Quantos nomes podem ser citados? É claro que a ciência brasileira é jovem, gatinhando ainda e se comporta como tal, com todos os vicios de uma criança.  O doutorado no Brasil, me dá impressão de ter se tornado uma extensão da graduação, atraente por dar bolsa, mas não estimula a filosofia da pesquisa, portanto um curso técnico mais avançado, mas ainda técnico.

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