Aqui vamos explorar a Estratégia Nacional de Defesa e conhecer os principais pontos dessa proposta. Avaliando, em especial, a questão da transferência tecnológica.

Aqui uma matéria sobre o tema:
Estratégia de Defesa deve impulsionar Indústria

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Respostas a este tópico

Sou um anti-militarista convicto e em minha opinião devemos extinguir o exercíto. O contingente do exercíto pode e deve ser integrado na polícia militar e assim combater narcotrafico e trafico de armas por exemplo. A marinha pode ser transformado em guarda costeira e a aeronautica pode vigiar apenas os aviões dos traficantes. A Costa Rica não tem exercíto desde o século passado e está muito bem obrigado.
Farhad,

Mas a Costa Rica, não tem terras produtivas, florestas, recursos minerais, água doce e sobretudo petróleo no pré-sal . Quer dizer, nada ou quase nada que possa atiçar a cobiça de paises cujos recursos naturais estão esgotando, como é o caso dos EEUU.

Sendo assim, em caso de invasão externa quem iria nos defender?

Embora seja defensor da harmonia entre as nações, hoje defendo o fortalecimento das forças armadas, mais ainda após a descoberta do pré-sal. E recentemente atiçado por uma entrevista do vice presidente José de Alencar, passei a defender o rompimento pelo Brasil do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e o empenho do Brasil na obtenção de armamento nuclear.
Caro Francisco,

Quando foi a última vez que o Brasil foi invadido? Aliás, o Brasil invadiu e detenou o Paraguai, não foi? Uma força armada imperialista mirim!
Qual país irá atacar o Brasil? Os Estados Unidos? Aí não teremos chance! Argentina? Para guai? Bolivia? Venezuela? É uma piada! A própria extensão territorial e população abundante é uma proteção natural e uma dissuação poderosa!

As guerras convencionais são história do passado.

Hoje em dia as verdadeiras guerras são do Terror e do Narcotráfico. Atualmente, a marinha não consegue nem combater os piratas na baia de Guanábara e vai defender a présal?

Defenderemos terras produtivas, florestas, recursos minerais, água doce e sobretudo petróleo no pré-sal com polícia e guarda costeira bem equipadas e não com Exército e Marinha, muito menos com a Aeronautica.
COMO ADMINISTRADOR UMA EMPRESA REQUER SEGURANÇA TANTO EM PRODUTOS COMO EM SERVIÇOS E NECESSITA DA RASTREABILIDADE DOS PROCESSOS PRODUTIVOS.
UM PAIS DA DIMENSÃO CONTINENTAL COMO O BRASIL NECESSITA DE SEGURANÇA NO COMERCIO EXTERIOR NOS MEIOS MARÍTIMOS, TERRESTRE E AÉREO.
O CONGRESSO FINALMENTE APROVOU O PODER DE POLÍCIA DAS FORÇAS ARMADAS NA FONTREIRAS E PORTOS QUE É ENTRADA E PASSAGEM DO NARCOTRÁFICO, ASSIM COMO O ABATE DE AVIÃO SEM PERMISSÃO DE VOAR EM ESPAÇO AÉREO NACIONAL, AGORA PODE COMBATER PIRATAS NOS PORTOS.
A INDUSTRIA BÉLICA É CONHECIMENTO DE PONTA QUE GERA PRODUTOS E SERVIÇOS PARA A INDUSTRIA PRIVADA; SOMOS AUTOSUFICIENTE EM URANIO PARA AREA MÉDICA, SOMOS O MAIOR BANCO DE DADOS ABERTO DE IMAGENS DE SATÉLITE, TEMOS UMA PREVISÃO METEOROLÓGICA DE PONTA, OS CARTÕES DE TRANSPORTE DE SÃO PAULO, TEMOS CATÁLOGA NA OTAM E SOMOS A MELHOR FABRICANTE DE AVIÃO DE MÉDIO PORTE.
TUDO ISSO GRAÇAS AOS CENTROS DE EXCELENCIA QUE AGORA VOLTAMOS A DAR O DEVIVO VALOR E A PENSAR NA FRETE POIS A FILA ANDA.
Bem... as guerras que estão acontecendo AGORA no Afegnistão e Iraque são o que???!
Não sou anti militarista, nem pró, busco informações apenas. Por que a estratégia nacional de defesa não preve uma contrapartida das industrias de defesa na geração de novas tecnologias? Apenas exige a compra pelo governo de uma golden share. Nesse sentido, ela soa muito mais como uma carta de intençoes de determinados setores da economia do que uma proposta de política publica factivel
Bem essa é facil de responder, a menos que exista uma ideia que seja uma total quebra de paradigma o mais natural é aprender o que da certo e é necessario para equipar nossas forças armadas.

Por exemplo a fabricação de turbinas aeronauticas, projetar do zero uma turbina hoje é praticamente inviável e os esforços que estão sendo realizados no mundo estão mostrando resultados bem abaixo do razoável.

Dentro das turbinas militares existem dois paises hoje que se destacam no esforço de produzir localmente uma turbina que tenha desempenho aceitável, India e China. A India esta gastando muito e tendo resultados decepcionantes, esta a mais de uma década tentando e nada. A China partiu para um caminho menos arriscado de copiar turbinas russas, com a compra do direito de fabricar, mesmo assim as versões chinesas tem menos confiabilidade, durabilidade e potencia, sendo que a versão que equipa o caça J-10 tem cerca de 80% da potencia da versão russa para ter maior durabilidade.

Com esses exemplos quero demostrar que não basta querer e nem mesmo ter dinheiro para tal empreitada, tem de ter mercado e pessoal capacitado, nenhum dos dois o Brasil tem no momento em quantidade que justifique o investimento.
O Brasil deve aproveitar a oportunidade das compras de material bélico e se inserir dentro do mercado mundial, existe espaço para tal, basta escolher as propostas corretas.

Por exemplo no caso do FX2, temos os franceses nos oferecendo o mercado latino americano para o Rafale se ele for o escolhido e a produção aqui de parte das asas para os aviões que forem comprados pelo Brasil, isso a partir de determinado numero de unidades produzidas... o que isso significa? NADA, primeiro que NÃO existe mercado na America Latina para o Rafale, e no caso das asas o custo de produzir aqui tera de ser arcado pelo Brasil, então só a compra do ferramental necessario e alocação de espaço inviabilizam economicamente a empreitada.

No mesmo caso, a proposta americana oferece a chance de produzir AQUI partes do avião, não só para a encomenda brasileira, como para todos os aviões ainda a serem produzidos a partir de determinado ponto, ainda serão produzidos provavelmente mais 3 versões do Super Hornet. Ainda dentro das possibilidades americanas ha a chance de encaixar como contrapartida a compra pelos EUA de 100 Super Tucano.

Os suecos oferecem a proposta mais interessante do ponto de vista de transferencia de tecnologia, querem que o Brasil participe da finalização do projeto do Gripen NG, isso é REAL transferencia de tecnologia e abre a possibilidade de maior adequação do projeto as nossas condições, mas envolve riscos de custos maiores e atrasos.
Reiterando algumas das respostas aqui dadas. O Brasil tem peso global, interesses múltiplos e até um reconhecido "soft power", mas não está imune a divergências e cobiças, sejam de nações, corporações ou mesmo privados.
Além da estrita defesa das fronteiras, devemos sim nos preocupar com as ações extra-território, das quais a mais relevante e de imediato interesse do Brasil está o Atlântico Sul, onde o Brasil responde por 85% do comércio transnacional de mercadorias e cuja descoberta do pré-sal vai se tornar novo foco de disputa de interesses vários.
Lembremos que os EUA, que reativou a Quarta Frota, não reconhece a soberania de exploração econômica na plataforma continental excedente às 200 milhas (duramente conquistada pelo Brasil), e agora instiga a OTAN a ampliar a sua área de atuação para todo o Atlântico, numa clara demonstração de interesse e desejo de exercer o seu Hard Power nessa região.
Assim, viver na ilusão de sermos uma Costa Rica ou uma Suíça (que por sinal é um dos países mais inexpugnáveis do planeta), é uma fantasia perigosa e impraticável.
Com o que defenderemos? Com o BOPE?
REconheça o protagonismo do Brasil como player global, como potência enregética e econômica e obrigatóriamente verá a necessidade de um conjunto de forças armadas moderno e capaz de real dissuasão, senão nosso futuro não dura esse século.
Acredita na transferência de tecnologia dos americanos? Nem parafusos eles nos vendem na área de satélites e veículos lançadores (veja os depoimentos do Presidente da AEB na comissão de infraestrutura e tecnologia do sendo, em junho deste ano e verá o quanto eles são confiáveis). Não basta o Presidente ou o fabricante prometer.
Tem que ter o vala do Congresso e aí o bicho pega.

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