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67 Comentários

Ludovico Monjardim Casagrande Comentário de Ludovico Monjardim Casagrande em 14 outubro 2009 às 21:23
Para os que pretendem ou já dominam a língua italiana, uma boa fonte de e-livros é o site Liber Liber (http://www.liberliber.it/home/index.php).
Há lá, também, alguns exemplares em áudio. Divirtam-se!

Ps: É o meu primeiro comentário no portal e não sei se estou fazendo-o no local e da forma apropriada. Aceito dicas para o Chef. Abraços!
Simone-rj Comentário de Simone-rj em 14 setembro 2009 às 21:22
Sugiro a leitura de "O Banquete", de Platão.
Disponível:
ou http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/banquete.pdf
Fiz há algum tempo uma resenha do livro:
Os antigos gregos foram mestres da reflexão sobre a paixão: nos cantos homéricos, nos poemas de Safo, na filosofia. Mas é no Banquete que a paixão/amor é tratada com a dignidade de tema filosófico e revestida de dramaticidade, pois a pena de Platão também é literária.
O banquete grego, cenário usualmente associado à pedagogia da hospitalidade na cultura helênica, torna-se palco do elogio a Eros. A embriaguez do vinho e da música, particularidades dionisíacas, cedem lugar a algo que enfeitiça de outro modo: a falação dos retóricos e artistas, amigos reunidos, para representar as diversas faces do amor erótico, distinguindo a presença de Sócrates entre os convivas.
Na sucessão dos louvores, o ponto de partida é o discurso do jovem Fedro sobre a força da paixão, sob o império do poderoso Eros, "o mais antigo dos deuses". A paixão desfila de modo descontínuo, invocando na memória dos tempos remotos a dupla face do amor: amor vulgar ou amor celestial, amor assumindo funções ligadas à política, desde que a pederastia dos gregos definia o amor entre um homem mais velho e um mais jovem na vinculação à cidadania. Sob a invocação da medicina, o amor engloba a doença e a cura; reverbera os mitos de origem no reencontro das metades, almas incompletas , anteriormente afastadas e perdidas, ou é apresentada como um adorno da sociabilidade jovial, por força de um deus criativo e feliz.
Na vez de Sócrates discursar, Platão recorre a um artifício intrigante, o "objeto" não poderia ser apropriado pela argumentação filosófica, há um impossibilidade de submetê-lo ao rigor daquele raciocínio. Quem discursa no seu lugar é Diotima, uma figura que condensa vários atributos, o de curandeira, mestra, estrangeira e sobretudo mulher.
Da boca de Diotima de Mantinéia é construída a "teoria" platônica sobre o amor. Construção que obedece à conhecida verticalidade do método do filósofo. Diotima desqualifica a força divina de Eros; então é eros, um ser intermediário, entre o humano e o divino., alado e alante, necessário à alma para atingir a contemplação da Beleza, sem dispensar no início do seu trajeto o corpo e os sentidos. Filho de Poros ( recurso, riqueza) e o seu oposto ou Penia ( carência, pobreza), Eros marca a tensão entre o excesso e a falta.
O cuidado em evitar a hybris (o execesso, a demasia), o qual é marca do caráter grego por excelência, faz calar Diotima/Sócrates/Platão, uma vez que a exposição da ascensão da alma impulsionada por eros chega à fronteira com o Absoluto, onde o olhar exige silêncio.
No entanto, após o clímax, há uma outra inflexão. Na direção oposta ao exercício apolíneo, surge um dos mais belos momentos do Banquete [que os filósofos não me ouçam]. O último discurso é o do guerreiro Alcebíades, que irrompe a cena intempestivamente, acompanhado pelo som da flauta, enfeitado com fitas, embriagado de vinho e de paixão por Sócrates. Dioniso retoma a celebração e safrificará o seu bode.
A descida, a queda no real, é figurada pelo guerreiro vaidoso de si, característica que Machado de Assis acentuou com muito humor, séculos depois num dos seus contos saborosos. O ambíguo herói de Atenas sofre ao mesmo tempo do amor urgente, bem como da rejeição imposta por Sócrates. Mas a questão então é deslocada; não mais o Eros-deus, mas Sócrates descrito por seus atributos divinos no elogio de Alcebíades!
Sócrates, o feioso, ouve em silêncio a declaração do belo Alcebíades, sem cobrir os ouvidos de cera, nem atar-se com correntes, mas ouve também nas entrelinhas a recusa de Alcebíades ao seu convite, ser amante é o caminho para tornar-se amado. No gesto, então verdadeiramente amoroso, Sócrates responde chamando à cena o anfitrião da festança, Agaton, para desmascarar o jogo sedutor do cavaleiro de bela estampa. A leitura dessa parte do texto é carregada de ambiguidades, rica em detalhes, tonalizando o Banquete com as tintas do tragicômico.
Em outra obra, igualmente primorosa, Platão retomará o tema do amor no diálogo com Fedro, contudo sem a fina ironia do Banquete.
A obra de Platão perpassa pela tradição referida como signo do amor associado à beleza, o que no caso grego traduzia-se como bem, modificada pelas concepções do amor cristão. Quando retomada pelas mãos dos artistas, por exemplo no filme A festa de Babette, ela ressurge, lembrando o caloroso deus pagão.
Maurício Rayel "Sandália" Comentário de Maurício Rayel "Sandália" em 12 setembro 2009 às 17:54
Olá Maristela ,

Valeu pela dica...eu leio em espanhol de uma forma muito sofrível, mas vou me esforçar !!! Abraço !
Maristela Debenest Comentário de Maristela Debenest em 12 setembro 2009 às 11:44
Acabo de chegar ao grupo e quero dar uma sugestão de leitura, que capturei no Altamiro Borges: é a autobriografia não autorizada de Uribe, intitulada "El senhor de las sombras". Está disponível em: http://resistir.info/colombia/biografia_auv.pdf. Apenas comecei a ler, mas já estou gostando. Temos pouquíssima informação sobre aquele senhor colombiano. Abraços,
Augusto Duenas Comentário de Augusto Duenas em 30 agosto 2009 às 1:07
Parra, Nicanor - Obra Gruesa (1969).pdf
Complementando minha singela participação no grupo La Patria Grande onde comento alguns autores hispánicos estou disponibilizando meu primeiro "E book": La Obra Gruesa (Nicanor Parra, "anti-poeta" chileno, irmão da folclorista Violeta Parra).
Que lo disfruten corazones.
WALDIR Comentário de WALDIR em 24 agosto 2009 às 5:25
caramba, tinha um porção de links com e-livros e esqueçi onde estão agora, alguem pode helpme?
Eu estava lendo um, snif
Levi Ramos Comentário de Levi Ramos em 23 agosto 2009 às 17:24
Aí pessoal, saiu meu novo livro "HISTÓRIAS DE UM CERTO HOMEM". Agora com o título "FILHOS DA ALUCINAÇÃO", esse é o segundo episódio da serie. Maiores informações na minha página. Até lá!
Hari Seldon Comentário de Hari Seldon em 6 agosto 2009 às 19:17
A minha dúvida aqui é: como se está encarando a questão de direitos autorais? Respeito total? "Até que alguém reclame"? ou "Cultura deveria ser para todos"?
Rafael Reges Comentário de Rafael Reges em 7 julho 2009 às 19:04
LEO BROUWER - La Musica Lo Cubano y la Innovacion [found via www.FileDonkey.com].pdfLa musica lo cubano y la innovación de Leo Brouwer
Raquel Etrusco Comentário de Raquel Etrusco em 17 junho 2009 às 23:38
ops Greg_Palast_-_The_Best_Democracy_Money_Can_Buy_-_Revised_US_Edition.pdf
 

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