Informação

LA PÁTRIA GRANDE

Ponto de encontro e troca de idéias sobre cultura, política, viagens, e temas relacionados aos países da América Latina.

Membros: 655
Última atividade: 8 Maio, 2014

Fórum de discussão

O PÓS VIDA E A ILUMINAÇÃO

Iniciado por Hideraldo Montenegro 10 Out, 2013.

ESPAÇO IGUAIS NAS MÍDIAS PARA AS RELIGIÕES 3 respostas 

Iniciado por Hideraldo Montenegro. Última resposta de C.A.Pella 1 Out, 2013.

CADÊ O PAÍS MARAVILHA DE LULA? 15 respostas 

Iniciado por Hideraldo Montenegro. Última resposta de Hideraldo Montenegro 9 Set, 2013.

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de LA PÁTRIA GRANDE para adicionar comentários!

Comentário de Antonio Barbosa Filho em 26 julho 2008 às 14:53

Comentário de Antonio Barbosa Filho em 26 julho 2008 às 14:48
Esta foto eu fiz ao lado da Igreja de São Francisco, em La Paz. É uma cena comum na Bolívia (não só lá, sabemos bem...) e é contra esse quadro que o governo Morales vem lutando.
Comentário de Antonio Barbosa Filho em 26 julho 2008 às 14:44

Comentário de Hugo Albuquerque em 22 julho 2008 às 16:57
Luzete,

O retorno da IV frota americana é um perigo. Ameaça sim o Brasil e qualquer outro país latino-americano. É muita ingenuidade achar que alguém está bancando isso a toa.

Num primeiro momento é um instrumento de pressão política, assim como são as bases americanas no Japão e na Coréia do Sul em relação à China e as bases americanas na Europa bem como nas ex-repúblicas soviéticas são em relação à Rússia.

Disso se pode concluir:

1-Os EUA enquanto potência não foram capazes de construir um sistema global justo e equilibrado em grande parte pelo menosprezo em relação aos demais países do globo. Sempre buscaram exercer sua hegemônia mediante a chantagem econômica e a pressão militar, o que tem se mostrado um erro no mundo multipolar que se constrói.

2-Com o declínio da importância da economia americana em relação à economia global, os EUA tentam compensar a perda de capacidade em fazer pressão econômica aumentando sua capacidade militar o que implica em mais gastos e problemas econômicos. É um erro que a antiga URSS cometeu em escala maior dos anos 50 até o seu fim em relação ao bloco oriental.

3-Fatalmente o Brasil tem de, sorrateiramente, reconstruir sua estrutura de defesa. Para isso precisamos renovar nossas forças armadas não somente em aspectos materiais como também estratégicos. O maior erro das forças armadas do Brasil foi aceitar o álibi anti-comunista e servir a interesses políticos de determinados grupos na época anterior à ditadura e durante a própria a ditadura. Isso enfraqueceu sua figura perante a sociedade bem como a desviou de seu objeto real: A defesa nacional. É fundamental que seja repensada a função das forças armadas na sociedade somada a ao desenvolvimento de um novo pensamento para a área de defesa.
É necessário se preparar para a guerra assimétrica; Não é paranóia, precaução demais não faz mal a ninguém.
Comentário de luzete em 21 julho 2008 às 18:40
A arrogância sem limites

No site da Carta maior, artigos de Fiori e Thuswohl, analisam o retorno da IV Frota Naval dos Estados Unidos. Ela foi reativada oficialmente esta semana e, segundo a Marinha norte-americana, vai começar a realizar em breve exercícios no limite das águas territoriais da América Latina e do Caribe.

Desmontada em 1950, ela ganhou fama na Segunda Guerra ao caçar submarinos nazistas nas águas do Atlântico Sul e, agora, volta a freqüentar as águas da América Latina e do Caribe com 22 embarcações dotadas de mísseis. Em telefonema ao ministro Celso Amorim, Condoleeza Rice diz que “objetivo é cooperar”.

Essa decisão, tomada de forma unilateral pelo governo de George W. Bush, já provocou manifestações de desagrado dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina), Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia).

O chefe de Operações Navais da Marinha dos EUA, almirante Gary Roughead, disse não entender a preocupação dos latino-americanos, e afirmou que “o objetivo dos EUA é promover uma parceria para proteger os mares da região."

Fiori mostra que ela ocorre no momento que está em curso uma nova "corrida imperialista" entre as grandes potências, que lutam por sua segurança alimentar e energética, exatamente como ocorreu no início do século XX.

veja aqui:
http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1
Comentário de luzete em 19 julho 2008 às 2:04
Antônio, os tempos são difíceis e difícil é pois estar aqui. mas estamos sim, de algum modo, participando do projeto de uma grande pátria.
Comentário de wilson cunha junior em 12 julho 2008 às 23:23
Pessoal, legal esse grupo. Estava meio decepcionado em ver que Eduardo Galeano era pouco citado no projetor. Esse discurso eu pus como perfil na minha página, em português. Emocionante.
Comentário de José Roberto Ferreira Militao em 9 julho 2008 às 0:13
Antonio Barbosa, agradeço a oportunidade de participar dessa sala e de poder juntos pensar e sonhar com LA GRANDE PATRIA. Em especial, eu, um afrobrasileiro, convicto militante contra o racismo, que tenho participado ativamente do embate contra leis raciais no Brasil que, entendo, em vez do engrandecimento de todos os brasileiros produzirá cizânia e divisão com base na falaciosa crença em raças humanas. Somos humanos e como tal haveremos de edificar o mundo como LA GRANDE PATRIA dos humanos. Abx.
Comentário de Hugo Albuquerque em 8 julho 2008 às 23:39
Deus do céu. A cada coisa que eu leio do Galeano mais eu constato seu gigantismo. Talvez chamá-lo de gigante seja até uma ofensa a sua grandeza que não se resume a literatura e se estende por toda sua humanidade.
Um belo início para o grupo!
Comentário de Jose Arlindo em 8 julho 2008 às 19:43
A matéria sobre o eduardo Gaelano está no Portal Agência Carta Maior 9e não Carta Capital - ato falho...). Copiei e estou lhe mandando aqui:

Carta Maior publica a seguir, na íntegra, a fala de Galeano em espanhol (depois, publicaremos a tradução em português)

Collar de historias

El 3 de julio, los países del Mercosur otorgaron a Eduardo Galeano el título de primer Ciudadano Ilustre de la región. Éstas fueron sus palabras de agradecimiento.

Nuestra región es el reino de las paradojas.
Brasil, pongamos por caso:
paradójicamente, el Aleijadinho, el hombre más feo del Brasil, creó las más altas hermosuras del arte de la época colonial;
paradójicamente, Garrincha, arruinado desde la infancia por la miseria y la poliomelitis, nacido para la desdicha, fue el jugador que más alegría ofreció en toda la historia del fútbol;
y paradójicamente, ya ha cumplido cien años de edad Oscar Niemeyer, que es el más nuevo de los arquitectos y el más joven de los brasileños.

***
O pongamos por caso, Bolivia: en 1978, cinco mujeres voltearon una dictadura militar. Paradójicamente, toda Bolivia se burló de ellas cuando iniciaron su huelga de hambre. Paradójicamente, toda Bolivia terminó ayunando con ellas, hasta que la dictadura cayó.

Yo había conocido a una de esas cinco porfiadas, Domitila Barrios, en el pueblo minero de Llallagua. En una asamblea de obreros de las minas, todos hombres, ella se había alzado y había hecho callar a todos.

- Quiero decirles estito –había dicho-. Nuestro enemigo principal no es el imperialismo, ni la burguesía, ni la burocracia. Nuestro enemigo principal es el miedo, y lo llevamos adentro.

Y años después, reencontré a Domitila en Estocolmo. La habían echado de Bolivia, y ella había marchado al exilio, con sus siete hijos. Domitila estaba muy agradecida de la solidaridad de los suecos, y les admiraba la libertad, pero ellos le daban pena, tan solitos que estaban, bebiendo solos, comiendo solos, hablando solos. Y les daba consejos:

- No sean bobos – les decía -. Júntense. Nosotros, allá en Bolivia, nos juntamos. Aunque sea para pelearnos, nos juntamos.

***
Y cuánta razón tenía.

Porque, digo yo: ¿existen los dientes, si no se juntan en la boca? ¿Existen los dedos, si no se juntan en la mano?

Juntarnos: y no sólo para defender el precio de nuestros productos, sino también, y sobre todo, para defender el valor de nuestros derechos. Bien juntos están, aunque de vez en cuando simulen riñas y disputas, los pocos países ricos que ejercen la arrogancia sobre todos los demás. Su riqueza come pobreza, y su arrogancia come miedo. Hace bien poquito, pongamos por caso, Europa aprobó la ley que convierte a los inmigrantes en criminales. Paradoja de paradojas: Europa, que durante siglos ha invadido el mundo, cierra la puerta en las narices de los invadidos, cuando le retribuyen la visita. Y esa ley se ha promulgado con una asombrosa impunidad, que resultaría inexplicable si no estuviéramos acostumbrados a ser comidos y a vivir con miedo.

Miedo de vivir, miedo de decir, miedo de ser. Esta región nuestra forma parte de una América Latina organizada para el divorcio de sus partes, para el odio mutuo y la mutua ignorancia. Pero sólo siendo juntos seremos capaces de descubrir lo que podemos ser, contra una tradición que nos ha amaestrado para el miedo y la resignación y la soledad y que cada día nos enseña a desquerernos, a escupir al espejo, a copiar en lugar de crear.

***
Todo a lo largo de la primera mitad del siglo diecinueve, un venezolano llamado Simón Rodríguez anduvo por los caminos de nuestra América, a lomo de mula, desafiando a los nuevos dueños del poder:

- Ustedes – clamaba don Simón -, ustedes que tanto imitan a los europeos, ¿por qué no les imitan lo más importante, que es la originalidad?

Paradójicamente, era escuchado por nadie este hombre que tanto merecía ser escuchado. Paradójicamente, lo llamaban loco,
porque cometía la cordura de creer que debemos pensar con nuestra propia cabeza,
porque cometía la cordura de proponer una educación para todos y una América de todos, y decía que al que no sabe, cualquiera lo engaña y al que no tiene, cualquiera lo compra,
y porque cometía la cordura de dudar de la independencia de nuestros países recién nacidos:

- No somos dueños de nosotros mismos –decía -. Somos independientes, pero no somos libres.

***
Quince años después de la muerte del loco Rodríguez, Paraguay fue exterminado. El único país hispanoamericano de veras libre fue paradójicamente asesinado en nombre de la libertad. Paraguay no estaba preso en la jaula de la deuda externa, porque no debía un centavo a nadie, y no practicaba la mentirosa libertad de comercio, que nos imponía y nos impone una economía de importación y una cultura de impostación.

Paradójicamente, al cabo de cinco años de guerra feroz, entre tanta muerte sobrevivió el origen. Según la más antigua de sus tradiciones, los paraguayos habían nacido de la lengua que los nombró, y entre las ruinas humeantes sobrevivió esa lengua sagrada, la lengua primera, la lengua guaraní. Y en guaraní hablan todavía los paraguayos a la hora de la verdad, que es la hora del amor y del humor.

En guaraní, ñe´é significa palabra y también significa alma. Quien miente la palabra, traiciona el alma.
Si te doy mi palabra, me doy.

***
Un siglo después de la guerra del Paraguay, un presidente de Chile dio su palabra, y se dio.

Los aviones escupían bombas sobre el palacio de gobierno, también ametrallado por las tropas de tierra. Él había dicho:

- Yo de aquí no salgo vivo.

En la historia latinoamericana, es una frase frecuente. La han pronunciado unos cuantos presidentes que después han salido vivos, para seguir pronunciándola. Pero esa bala no mintió. La bala de Salvador Allende no mintió.

Paradójicamente, una de las principales avenidas de Santiago de Chile se llama, todavía, Once de Setiembre. Y no se llama así por las víctimas de las Torres Gemelas de Nueva York. No. Se llama así en homenaje a los verdugos de la democracia en Chile. Con todo respeto por ese país que amo, me atrevo a preguntar, por puro sentido común: ¿No sería hora de cambiarle el nombre? ¿No sería hora de llamarla Avenida Salvador Allende, en homenaje a la dignidad de la democracia y a la dignidad de la palabra?

***
Y saltando la cordillera, me pregunto: ¿por qué será que el Che Guevara, el argentino más famoso de todos los tiempos, el más universal de los latinoamericanos, tiene la costumbre de seguir naciendo? Paradójicamente, cuanto más lo manipulan, cuanto más lo traicionan, más nace. Él es el más nacedor de todos.

Y me pregunto: ¿No será porque él decía lo que pensaba, y hacía lo que decía? ¿No será que por eso sigue siendo tan extraordinario, en este mundo donde las palabras y los hechos muy rara vez se encuentran, y cuando se encuentran no se saludan, porque no se reconocen?

***
Los mapas del alma no tienen fronteras, y yo soy patriota de varias patrias. Pero quiero culminar este viajecito por las tierras de la región, evocando a un hombre nacido, como yo, por aquí cerquita.

Paradójicamente, él murió hace un siglo y medio pero sigue siendo mi compatriota más peligroso. Tan peligroso es que la dictadura militar del Uruguay no pudo encontrar ni una sola frase suya que no fuera subversiva, y tuvo que decorar con fechas y nombres de batallas el mausoleo que erigió para ofender su memoria.

A él, que se negó a aceptar que nuestra patria grande se rompiera en pedazos;
a él, que se negó a aceptar que la independencia de América fuera una emboscada contra sus hijos más pobres,
a él, que fue el verdadero primer ciudadano ilustre de la región, dedico esta distinción, que recibo en su nombre.
Y termino con palabras que le escribí hace algún tiempo:

1820, Paso del Boquerón. Sin volver la cabeza, usted se hunde en el exilio. Lo veo, lo estoy viendo: se desliza el Paraná con perezas de lagarto y allá se aleja flameando su poncho rotoso, al trote del caballo, y se pierde en la fronda.
Usted no dice adiós a su tierra. Ella no se lo creería. O quizás usted no sabe, todavía, que se va para siempre.
Se agrisa el paisaje. Usted se va, vencido, y su tierra se queda sin aliento.
¿Le devolverán la respiración los hijos que le nazcan, los amantes que le lleguen? Quienes de esa tierra broten, quienes en ella entren, ¿se harán dignos de tristeza tan honda?

Su tierra. Nuestra tierra del sur. Usted le será muy necesario, don José. Cada vez que los codiciosos la lastimen y la humillen, cada vez que los tontos la crean muda o estéril, usted le hará falta. Porque usted, don José Artigas, general de los sencillos, es la mejor palabra que ella ha dicho.
 

Membros (653)

 
 
 

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço