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Pessoal, este tópico pode ser muito legal e produtivo.

A palavra "ecológico", para mim, é a mais adequada, mas aceito discutirmos se usamos ambiental, sustentável, de meio ambiente, permacultural, biopolítico e outros que surgirem.

Abraços, Gustavo Cherubine.

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Respostas a este tópico

Gustavo, acho que a discussão pode ser longa, mas acho que é por aí mesmo. Como geólogo, eu costumo usar a palavra “ambiente”, ou “meio ambiente”. Eu não gosto da palavra “ecológico” em questões ambientais porque ela remete a somente uma dimensão da questão, que é a da ecologia. Ecologia é a ciência que trata da relação dos seres vivos entre si e o meio, etc.
Como discutir um tema como “poluição de aqüíferos”, ou “rebaixamento de lençol freático”, “aquecimento global” dentro do referencial teórico da ciência Ecologia? Isso só tem sentido num tema mais amplo, que é o da intersecção entre as ciências da terra, da natureza e as ciências do homem.
O termo ecologia foi usado no inicio dos debates ambientais por que foi levado sobretudo por cientistas e ativistas da área das ciências da natureza, que ainda fazem um lobby muito forte nessa área (mas esse “corporativismo científico” é um tema muito mais amplo, longe desta discussão). Por isso, eu discordo da utilização ampla do termo “ecologia” como sinônimo de Meio Ambiente. Ok?
abraços, Jefferson Picanço
Obrigado Jeff, vamos aguardar mais comentários.

Alguns entendem que estamos numa grande teia da vida, e por isso a ecologia serve muito bem.

Acho muito acertada sua mensagem quando diz que ecologia é a relação dos seres vivos entre si e o meio. Não é isso mesmo?
Não é o que precisamos realmente aprender neste século?

Jeff, vai dar pano prá manga.

O nome já vai dar uma boa discussão.

Abraços, Gustavo.
ps: Sou favorável a regulamentação da profissão de Ecólogo.
Sou favorável a ambiental, ou meio ambiente. Ecologia limita a discussão.
Pessoal, vamos discutindo e sugerindo.

Eu mantenho minha posição em relação ao termo "Ecológico", bem preciso e amplo, uma ciência recente e que consegue explicar a relação da vida com o ambiente da biosfera, reinos animal e mineral, bem como com todos os fenômenos físico-químicos e cósmicos.

O termo começou a ser empregado a partir de 1869 e se consolidou no século 20 e agora, no 21 vai se consolidar ainda mais. É uma ciência recente, pronta para se consagrar neste século.

Vamos esperar outras manifestações.

Segue um texto simples e excelente sobre Ecologia.

Abraços, Gustavo Cherubine.
Anexos
Olá Colegas

Essa questão semântica foi resolvida em 1982, nas discussôes do Relatório Bruntland com a adoção da palavra inglesa enviromment ou meio ambiente ou ambiente, para abarcar aspectos físicos, bióticos e sócio econômicos.

O Picanço logo no início matou a dúvida do Cherubine.
... ENQUANTO ISSO, NO ANNO DA GRAÇA DE 2028 EM SAO PAULO, BRAZIL:

SAO PAULO INSTITUTE GLOBAL WARMING AND CLIMATE CRISIS
http://www.artelista.com/obra/3868826579600727-saopauloinstituteglo...
photo/arte jc.pompeu, fev 2028
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny1708200901.htm



São Paulo, segunda-feira, 17 de agosto de 2009



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A coisa vai esquentar

Aquecimento traz riscos à segurança

Estudos anteveem crises humanitárias e militares globais

Rainer Schwenzfeier/Reuters

Pegadas de elefantes no leito seco do lago Banzena, no Mali; analistas alertam para conflitos provocados pelo aquecimento global

Por JOHN M. BRODER
Washington
A mudança climática global apresentará profundos desafios estratégicos nas próximas décadas, gerando a perspectiva de intervenções militares para lidar com os efeitos de tempestades, secas, migrações em massa e pandemias, segundo analistas militares e de inteligência.
Tais crises climáticas poderiam derrubar governos, estimular movimentos terroristas ou desestabilizar regiões inteiras, dizem esses analistas, especialistas do Departamento de Defesa dos EUA e de agências de inteligência que pela primeira vez estão examinando seriamente as implicações da mudança climática para a segurança global.
Recentes estudos e simulações concluíram que, nos próximos 20 a 30 anos, regiões vulneráveis, particularmente a África subsaariana, o Oriente Médio e o sul e o sudeste asiático, podem enfrentar escassez alimentar, crises hídricas e inundações catastróficas, eventualmente exigindo ajuda humanitária ou reação militar por parte dos EUA.
Um exercício em dezembro na Universidade Nacional de Defesa dos EUA explorou o possível impacto de uma inundação destrutiva em Bangladesh que mandasse centenas de milhares de refugiados para a vizinha Índia, desencadeando um conflito religioso, a difusão de doenças contagiosas e vastos danos à infraestrutura.
"Ficaria realmente complicado, bem rápido", disse Amanda Dory, subsecretária-assistente de Defesa para estratégia, que colabora com um grupo do Pentágono encarregado de incorporar as mudanças climáticas no planejamento estratégico da segurança nacional.
Grande parte do debate acerca do aquecimento global está voltada à busca de substitutos aos combustíveis fósseis, à redução das emissões de gases do efeito estufa e ao aprofundamento de negociações que levem a um tratado climático internacional -mas não à potenciais desafios para a segurança.
Porém, um crescente número de formuladores de políticas afirma que o aquecimento, a elevação dos mares e o derretimento das geleiras são uma ameaça direita aos interesses dos EUA.
Defensores dessa tese dizem que, se os norte-americanos não liderarem o mundo na redução do consumo de combustíveis fósseis e, portanto, da emissão de gases do efeito estufa, haverá uma série de crises ambientais, sociais, políticas e possivelmente militares a serem urgentemente enfrentadas.
Este argumento pode pesar no debate de setembro no Senado americano, quando será discutida a legislação climática e energética aprovada em junho na Câmara.
O democrata John Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, disse que pretende usar essa questão para obter a aprovação de uma lei significativa. "Tenho apresentado este argumento há alguns anos", disse ele. "Mas não tem sido esse o foco, porque muita gente não havia ligado os pontos."
Kerry afirmou que o conflito no sul do Sudão, que já matou ou desalojou dezenas de milhares de pessoas, foi resultado da seca e da desertificação no norte. "Isso irá se repetir muitas vezes e em muito maior escala", disse ele.
A avaliação do Departamento de Defesa ocorre depois de o Congresso pressionar pela inclusão das questões climáticas nos planos estratégicos. Os modelos climáticos do Departamento se baseiam em sofisticados programas meteorológicos da Marinha e da Força Aérea dos EUA, além de pesquisas climáticas da Nasa (agência espacial) e da Noaa (agência oceânico-atmosférica).
O Pentágono e o Departamento de Estado há anos estudam questões relativas à dependência de fontes energéticas estrangeiras, mas só agora estão levando em conta os efeitos do aquecimento global em seu planejamento de longo prazo.
Um clima em mutação constitui diversos desafios aos militares. Muitas das suas instalações críticas estão em risco devido à elevação dos mares e a maremotos. Um dos locais vulneráveis é Diego Garcia, um atol no oceano Índico, a cerca de um metro de altitude, que serve de centro logístico para as forças britânicas e norte-americanas no Oriente Médio.
O degelo do Ártico também gera novos problemas aos militares. O encolhimento da calota polar, que ocorre num ritmo mais acelerado do que se previa há poucos anos, abre um canal de navegação que precisa ser defendido e expõe recursos submarinos que já são foco de disputa internacional.
Dory, que ocupa cargos importantes no Pentágono desde o governo Bill Clinton (1993-2001), disse que desde o ano passado tem notado grandes avanços no pensamento militar a respeito da mudança climática. "Essas questões agora têm de ser incluídas [nas estratégias de segurança nacional] e confrontadas", disse ela.
O Conselho de Inteligência Nacional terminou no ano passado sua primeira avaliação das implicações da mudança climática para a segurança dos EUA. Ele concluiu que a mudança climática por si só teria impactos geopolíticos significativos no mundo todo e contribuiria com diversos problemas, inclusive a pobreza, a degradação ambiental e o enfraquecimento de governos nacionais. As tempestades, secas e crises alimentares resultantes do aquecimento planetário nas próximas décadas criariam numerosas emergências humanitárias, alertou o relatório.
"As demandas dessas potenciais reações humanitárias podem onerar significativamente o transporte militar e as estruturas das forças de apoio, resultando em uma sobrecarga e numa profundidade estratégica reduzida para as operações de combate", disse o texto.
A comunidade de inteligência prepara uma série de relatórios sobre o impacto da mudança climática em países como China e Índia, um estudo sobre combustíveis alternativos e um exame de como as relações entre as grandes potências podem ser abaladas pela mudança climática.
"Pagaremos por isso de uma forma ou de outra", escreveu o general reservista Anthony Zinni, num recente relatório que ele preparou como membro do conselho consultivo militar para questões energéticas e climáticas do CNA, entidade privada que faz pesquisas para a Marinha americana. "Vamos pagar para reduzir as emissões de gases-estufa hoje, em um golpe econômico de algum tipo. Ou pagaremos o preço mais tarde em termos militares. E isso envolverá vidas humanas."
A coluna Inteligência retornará na próxima semana



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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny1708200905.htm




São Paulo, segunda-feira, 17 de agosto de 2009



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ENSAIO

JOHN TIERNEY

A Terra esquenta? Ajuste o termostato

Os líderes do G8 decretaram, no mês passado, que a temperatura média do planeta não deve subir mais do que 2?C acima do nível atual. Mas e se a Mãe Terra não receber o comunicado? Como manteremos a frieza no futuro?
Duas opções. Plano A: continue falando do clima. Essa tem sido a abordagem preferida na Europa ocidental, onde os líderes gostam de prometer uns aos outros que esfriarão o planeta graças a uma drástica redução das emissões de carbono. Aí, como as emissões dos seus países continuam crescendo, eles se reúnem para fazer novas promessas e jurar que agora é para valer.
Plano B: faça algo. Originalmente chamada bioengenharia, essa abordagem costumava ser desprezada como sendo fantasiosa: resfriar o planeta com partículas bloqueadoras solares ou sombras; manipular nuvens para torná-las mais reflexivas; remover carbono da atmosfera.
Hoje, esta abordagem atende pelo nome de engenharia climática e parece mais prática. Várias análises recentes dessas ideias concluem que resfriar o planeta seria técnica e economicamente viável.
Ainda há muitos céticos, mas mesmo eles começaram a defender mais pesquisas sobre a engenharia climática. Os céticos temem as consequências inesperadas de mexer com o termostato do planeta, mas também temem a possibilidade -quase certeza, eu diria- de que os líderes políticos tão logo não irão reduzir seriamente as emissões de carbono de seus países.
A Academia Nacional de Ciências dos EUA e a Real Sociedade Britânica estão preparando relatórios sobre a engenharia climática, e Barack Obama prometeu levá-los em conta. Mas, até agora, não há praticamente nenhum apoio do governo dos EUA para a pesquisa e o desenvolvimento -certamente nada como as dezenas de bilhões de dólares alocadas para a energia limpa e outros programas cujos efeitos sobre o clima só serão sentidos daqui a décadas.
Por talvez US$ 100 milhões, os engenheiros climáticos poderiam iniciar testes de campo dentro de cinco anos, diz Ken Caldeira, do Instituto Carnegie para a Ciência. Caldeira é membro de um grupo de estudos de engenharia climática que se reuniu em 2008 no Instituto Kavli de Física Teórica, sob a liderança de Steven Koonin, que posteriormente assumiu o cargo de subsecretário para ciência do Departamento de Energia dos EUA. O grupo acaba de divulgar um relatório analisando o uso de partículas de aerossol para refletir a radiação solar de ondas curtas de volta para o espaço.
Essas partículas poderiam ser atiradas na estratosfera para reproduzir os efeitos dos aerossóis de sulfato das erupções vulcânicas, com a do monte Pinatubo, em 1991, que provocou uma redução de cerca de 0,5?C na temperatura global. Assim como naquela erupção, os efeitos sumiriam com a queda das partículas na Terra. Manter o planeta constantemente resfriado poderia custar US$ 30 bilhões por ano, caso as partículas fossem lançadas por artilharia militar, ou US$ 8 bilhões, se fosse jogadas de avião, segundo o relatório.
Só a ideia de testar isso já assusta muita gente, mas Caldeira diz que um experimento em pequena escala seria mais seguro do que a alternativa existente.
"O pior cenário", diz ele, "é aquele em que você tem um sistema não testado, que precisa empregar rapidamente em grande escala, numa tentativa desesperada de evitar algum tipo de crise climática".
Outra forma de resfriar o planeta seria borrifar a bruma do mar a partir de navios na direção das nuvens baixas, o que as tornaria mais brilhantes e as faria refletirem mais luz solar. Por US$ 9 bilhões, essa tecnologia poderia compensar um século de aquecimento global, segundo J. Eric Bickel e Lee Lane, em relatório publicado em 7 de agosto pelo Centro do Consenso de Copenhague.
Outros pesquisadores consideram impossível fazer uma análise de custo-benefício dessas propostas de engenharia, dada a incerteza em torno dos possíveis efeitos adversos. Na atual edição da "Science", Gabriele Hegerl e Susan Solomon apontam uma queda na precipitação pluviométrica global depois da erupção do Pinatubo e alertam que a engenharia climática poderia levar a secas perigosas.
Uma forma menos arriscada de engenharia climática seria retirar gradualmente o dióxido de carbono da atmosfera. Alguns especialistas argumentam que já existe tecnologia para tornar esse método de "captura do ar" razoavelmente econômico e que as vantagens políticas fazem dessa a estratégia mais realista em longo prazo.
Embora não seja fácil alcançar um acordo internacional sobre como reajustar o termostato do planeta, seria menos complicado do que negociar um tratado global de carbono.
A engenharia climática não exige unanimidade ou implantação resoluta no mundo todo. Em vez de depender de promessas que variam ao sabor do clima político, talvez seja mais simples lidar diretamente com o clima da Mãe Terra.


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Olá, uma importante matéria sobre a extinção da fauna marinha.

No anexo.

Abraços, Gustavo Cherubine.
Anexos
Olá Colegas

Esse título está me confundindo, penso que o moderador colocou para testar nossa atenção. Até a diminuição da população de peixes nos mares está sendo objeto de discussão para 2010? Essa é novidade.

O título exprime parcialmente o momento nacional e uma discussão mais que ultrapassada, isto é, se denominamos ecologia ou meio ambiente. Como já foi esclarecida a questão semântica logo no primeiro comentário, vou prosseguir.

A saída da senadora Marina Silva do PT para ingressar no PV é curiosa ou como se escreve nos jornais de SP, emblemática. Provavelmente é um forte indicador do esgotamento do ciclo romântico (revolucionário) e a consolidação definitiva da hegemonia da tendência pragmática conservadora (trabalhismo no estilo inglês).

Essa transição levou 16 anos (1993/2009) para se completar, após grandes disputas internas.

Os expurgos para domar a militância começaram em 1993, com a saída de César Benjamim, denunciando métodos tradicionais de captação financeira para campanhas eleitorais. Continuaram com a formação do PSTU e do P-SOL e agora, a perda da mais famosa ambientalista para o PV, após grandes derrotas políticas para os conservadores ruralistas em torno das questões fundiárias amazônicas e da reforma do código florestal.

A questão é: Marina Silva tem condições de atrair colaboradores para elaboração de um programa de governo, para as eleições de 2010? A resposta é não:
• Porque não tem recursos financeiros;
• Porque não tem militantes dedicados no PV;
• Porque não tem um perfil necessário para agitação de propostas nacionais;
• Porque o PV tem alianças regionais incompatíveis com os princípios da Marina, p.e., o César Maia no Rio;
• Porque é uma aventura de um ego machucado.

A senadora terá muita ajuda dos partidos de oposição (os demotucanos) que abrigam os conservadores que golpearam o código florestal e a Floresta Amazônica.
Pessoal, sugiro outro nome e uma nova abordagem após ler os comentários.

Proponho o nome "Eleições Majoritárias e Proporcionais 2010 - Programa Político, Pedagógico e Ecológico".
Minha proposta define e assume que não ficaremos apenas no debate para a eleição presidencial.
Quero debater e formular um programa para o Brasil com alcance político, pedagógico e ecológico e que ele seja assumido por presidenta/e, governadora/or, senadora/or e deputadas/os estaduais e federais que vierem a ser eleitos.
Precisamos dessas 3 dimensões articuladas.
Temos que interferir e apresentar um programa para todos os cargos e todos os candidatos.
Podemos ajudar na elaboração da lei eleitoral que vigorará em 2010 e exigir que seja discutido um programa comum, incluindo demandas da sociedade civil e das cidadãs e cidadãos, com metas programáticas a serem alcançadas conforme o mandato vai sendo cumprido. Devemos testar e proposta democracia 2.0 com a web 2.0.
Vejam a Emenda 30 no www.nossasaopaulo.org.br

Abraços, Gustavo Cherubine.
ps: Peixe tem a ver com o Brasil. Somos proprietários de águas doces e salgadas que o mundo cobiça e já usufrui. Para mim, todos devem se preocupar com o que acontece nos oceanos. Eu quero o Brasil liderando essa corrida ecológica pela vida.
Olá, seguem os dados e a íntegra da tese de Ana Beatriz Vianna Mendes, defendida em julho de 2009, que se utiliza da teoria e dos estudos da Elinor Ostrom, a primeira mulher a ganhar um Nobel de economia.


Abraços, Gustavo Cherubine.
Anexos
Foto do Obama recebendo os caixões dos militares mortos no Afeganistão.



http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091030/

http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2009/10/30/A1.pdf

●●● Presidente dos EUA assiste, em Delaware, à chegada de corpos do Afeganistão: imagens de caixões estavam proibidas desde 1991.● PÁG. A18

Pablo Martinez Monsivais/AP
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