Portal Luis Nassif

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Grupo para discussões sobre a mídia. Solicita-se que as discussões sejam técnicas e gerais, evitando a partidarização e as acusações.

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Grupo de Mídia

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Luís Nassif

Weden



Por uma comunidade mais plural.

Olá pessoal, é importante deixar um aviso aqui para toda a Comunidade de Mídia.

Esta é uma comunidade de discussão sobre mídia, qualquer mídia: mainstream, alternativa, sindical, especializada, comunitária etc. E o exercício da crítica de mídia (que não é necessariamente apontamento das práticas ruins, mas que pode também ser a contemplação de bons exemplos, e sabemos que existem muitos) é uma atividade que idealmente deve ser marcada pela pluralidade.

Isto não quer dizer que teremos que esconder nossas preferências - aliás, ao contrário da grande mídia, temos mais é que mostrar transparência em nossas posições. Mas sabemos que nossas preferências não são a priori as melhores preferências, só porque são nossas.

Do contrário, estaríamos com isso repetindo exatamente o erro que apontamos na nossa midia mainstream.

Vamos evitar que a comunidade se transforme num exercício de militância partidária (daí que os autores de posts muito partidários serão advertidos). Nossa única militância é a luta por uma mídia cidadã, que contemple as muitas vozes sociais. E temos que ser os primeiros a dar exemplos.

Abraços múltiplos.

Fórum de discussão

wedencley alves

Duas faces da Folha: a coragem de Kennedy; a obsessão de Malbergier 3 respostas 

Kennedy Alencar é um dos melhores jornalistas da Folha. Entre os colunistas está entre os poucos que cultuam um certo equilíbrio. Ele, Janio, talvez Marcelo Coelho, e não muito mais. Ninguém pode ...

Iniciado por wedencley alves. Última resposta de Cristian 2 Nov.

Leandro Tadeu

O fumo e a midia 1 resposta 

Fui Fumante durante mais de 20 anos, seguidamente,apesar de ser incompativel com minha profissão,Ortodontista e cirurgião.Consegui parar de fumar a duras penas,qdo ainda nao existiam medicamentos n...

Iniciado por Leandro Tadeu. Última resposta de Irineu Tolentino 25 Out.

Carlos Alberto

A adolescência abusada dos provectos jornalões 2 respostas 

Adolescência abusada: esta a feliz caracterização da fase atual que vive parte da nossa imprensa, feita por Saul Leblon em O ponto de saturação. O artigo está em Carta Maior do dia 22/10: http://w...

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wedencley alves

Dois momentos entre o Estadão e Orestes Quércia 10 respostas 

O que o jornal Estado de São Paulo não faz em nome do candidato tucano José Serra? Vamos confrontar dois momentos em que Quércia e o Estadão aparecem envolvidos em cenas deprimentes. A primeira, ...

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Edson Sibila

O Brasil, a Copa, as Olimpiadas e a midia 3 respostas 

Não entrando na questão do merecimento, acho que a importancia da midia brasileira na cobertura dos fatos gerados pelo fato do pais vir a ser sede, em sequencia, dos dois maiores eventos esportivos...

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Carlos Alberto

Você sabia que... 14 respostas 

...5.540.000 downloads do WordPress foram feitos até hoje, 7 de setembro de 2009? Trata-se de um dos programas de sofware livre dedicados à construção de Blogues. Eita blogosfera crescendo. Que t...

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Carlos Alberto

Golpe, anistia, mídia. Golpe? 5 respostas 

Ontem, estive visitando a Exposição Virtual sobre os 30 Anos de Anistia, organizada pela Fundação Perseu Abramo. A exposiçao não deve ser novidade para a maioria dos participantes cá do Portal, mas...

Tag: golpe, mídia, Anistia

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Alessandro Guimarães Pereira

Paulo Francis

Um videozinho com erros de gravação do Paulo Francis. Até que é engraçado. http://www.youtube.com/watch?v=M1zOp3J

Iniciado por Alessandro Guimarães Pereira 1 Set.

wedencley alves

O lado perverso da/na rede 9 respostas 

Uma professora da Bahia tem as imagens de sua dança sensual jogada no youtube, e a repercussão acaba resultando na perda do emprego; a cantora Vanusa sofre uma crise de labirintite, durante a inter...

Iniciado por wedencley alves. Última resposta de Cristovam Nunes 27 Out.

Anilton Oliveira

PV,PT,PMDB,DEM e PSOL, qual a diferença ?

Prezados(as) Vcs devem ter presenciado na Comissão de Ética do Senado a votação do Sarney. A votação não foi pela ética e sim pela manutenção do apoio, do acordo do PT,PMDB e outros. TODOS os par...

Tag: direta, democracia

Iniciado por Anilton Oliveira 24 Ago.

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205 Comentários

Carlos Gomes de Moura Comentário de Carlos Gomes de Moura em 22 outubro 2009 às 22:48
Olá!
Estou agora fazendo parte desta comunidade de amigos...com o objetivo de permutar informações...aprender sempre...
Abraços a todos!!!
Fernando dos Santos Curi Comentário de Fernando dos Santos Curi em 22 outubro 2009 às 1:13
Interesses afetados, reações destemperadas.
Deu no VI O MUNDO e, acredito, mereça atenção do grupo. O que eu acho interessante é que a política das emprêsas interessadas, após a privatização, é de cozinhar o galo em banho maria, ou seja, investimento para ampliação e melhoria da oferta de banda larga, nem pensar já que nem tudo é rentável, sob a ótica da economia, aí, ja sabemos o que acontece, basta ver os constantes "apagões" em São Paulo. Quando o governo, cumprindo o que toda sociedade espera, resolve se mexer e entrar no jôgo, aí sim, aparecem asdita cujas, acompanhadas até de ministros "camaradas", verdadeiro representante de seus interesses junto ao govêrno, a bradam aos quatro ventos, a injustiça que o governo comete ao tentar implantar o que êles não fizeram até agora e não fariam nunca.
Vale a pena ver a matéria, que é muito elucidativa.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-guerra-em-torno-da-banda-larga/
Reflitamos, pois, sôbre o assunto pois vale a pena.
Liborio Costa de Souza Comentário de Liborio Costa de Souza em 14 outubro 2009 às 3:00
VOZES FLUMINEIRAS é uma rede em construção por um Vale do Rio Preto (RJ/MG) sustentável. Estamos chegando aqui hoje e comemorando nossa primeira semana de existência.

O embrião de uma rede em busca de nossa cidadania cultural e de um inteiro ambiente para a diversidade humana de Valença/RJ e região.

Estamos construindo um processo autônomo, abrangente, independente e diverso.

Ecoando pelas ondas do cyber espaço, velhas e novas vozes e caras potencializadas com novos recursos da tecnologia "ning".

Uma rede social e um teclado nas nossas mãos e muitas idéias saindo das nossas cabeças. Uma revolução (ou evolução ?) das redes.

Nosso objetivo é reunir várias pequenas redes dentro de nossa rede maior.

Estamos prontos para receber corações e mentes de Valença, região, estado(s) brasileiros e do mundo inteiro.

Já abrimos quase 50 grupos. No momento temos mais grupos do que membros registrados. Não nos preocupa isso. Estamos na fase de preparar a casa para receber a cada dia mais, novas e velhas vozes. Se tem cômodos demais atualmente, desejamos que no futuro tenhamos que fazer uns puxadinhos.

O importante é que o conteúdo e o leque da nossa rede é abrangente.

Nos nossos fóruns e blogs também estamos preocupados com recheios que despertem sensibilização, mobilização e informação para uma nova consciência e a construção coletiva de um "outro" projeto de desenvolvimento.

Para que possamos dar voz e vez a toda nossa diversidade. Para juntos elaborarmos uma plataforma mínima de desenvolvimento sustentável para Valença e o Vale do Rio Preto.

Vamos ocupar blogs, fóruns e grupos com um processo de educação popular de massa no nosso micro universo flumineiro que propicie ações no mundo real. Um conhecimento construído coletivamente. Com idéias, devaneios criativos e busca de outros caminhos que tenham mais a ver com as nossas caras, culturas, potencialidades, possibilidades e alternativas do nosso tempo.

Pensando e agindo localmente e globalmente.

Com unidade na diversidade e também diversidade na unidade.

Desejo a todas e todos, boas adesões, bons papos, bons usos, boas formulações, associações e parcerias para a nossa rede.

Saudações flumineiras,

Libório Costa de Souza.

AINDA EM TEMPO...Não vamos perder o trem da história, UAI!

Pela realização da I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA DE VALENÇA!
Tema Geral: "Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento"
Tema Local proposto por nós:
"MAIS CULTURA, com desenvolvimento sustentável, para o município inteiro!"

"Contra-indicações:
É absolutamente vetada aos que perderam a capacidade de SONHAR."
(Luis Milanesi em sua bula de leitura para "A Casa da Invenção")

http://vozesflumineiras.ning.com/
Teócrito Abritta Comentário de Teócrito Abritta em 11 agosto 2009 às 21:30
Mídia e Apagão Ético
Ler mais em "Verde que te quero Verde"
Anarquista Lúcida Comentário de Anarquista Lúcida em 8 agosto 2009 às 2:08
Saudades do Comunismo

por Leandro Fortes, no Brasília Eu Vi

Búúúú!

Não deixa de ser engraçado – e emblemático – o pavor físico que a presença de Hugo Chávez na presidência da Venezuela provoca numa quantidade razoável de colunistas e analistas de aleatoriedades políticas que abundam na imprensa brasileira. De certa forma, o chavismo veio suprir a lacuna deixada pelo comunismo como doutrina do medo, expediente muito caro à direita no mundo todo, mas que no Brasil sempre oscilou entre o infantilismo ideológico e o mau caratismo. Antes do fim dos regimes comunistas da União Soviética e de seus países satélites, no final dos anos 1980, era fácil compor um bicho-papão guloso por criancinhas, ateu e cruel, prestes a ocupar condomínios de luxo com gente grosseira e sem modos, a mijar nas piscinas e sujar o mármore dos lavabos com graxa e estrume roubado a latifúndios expropriados. Ao longo dos anos 1990, muita gente ainda conseguiu sobreviver falando disso, embora fosse um discurso maluco sobre um mundo que não mais existia. Entende-se: certos vícios, sobretudo os bem remunerados, são difíceis de largar.

No vasto império da América do Norte, onde o fim do comunismo também foi comemorado como o fim da História, os falcões republicanos perceberam de cara que seria inviável continuar a assustar os eleitores com o fantasma débil e inacabado da ditadura de Fidel Castro, esse sujeito que, incrivelmente, ainda faz sujar as calças dos ruralistas brasileiros e de suas penas de aluguel. Por essa razão, e para manter azeitado o bilionário negócio de venda de armas, os americanos inventaram a tal guerra contra as drogas, cujo resultado prático, duas décadas depois, vem a ser o aumento planetário da produção e do consumo de todo tipo de entorpecente, da maconha às super anfetaminas. O Brasil, claro, embarcou na mesma canoa furada, quando, assim como no resto da América Latina de então, o presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu militarizar o comando do combate às drogas no país – o que, aliás, não mudou muito. Na Secretaria Nacional de Políticas Antidrogas (Senad), da Presidência da República, reina soberano, desde o governo FHC, o general Paulo Roberto Uchoa.

Georg W. Bush usou o medo do terrorismo para também suprir a ausência da ameaça comunista, embora não tenha sequer tido o cuidado de mudar os métodos, baseados na mentira e na tortura, nem sempre nessa ordem. Assim foi, desde os atentados de 11 de setembro de 2001, com as invencionices sobre as armas de destruição de massa do Iraque e a prisão de Guantánamo, em Cuba, uma espécie de Auschwitz hightech. Ao sul do Equador, consolidou o tal Plano Colômbia, um desaguadouro de dólares cujo pretexto é o combate às drogas, embora qualquer índio isolado da fronteira saiba que o país de Gabriel García Márquez se tornou um estado preposto dos EUA, um Israel sulamericano. No fim das contas, uma estratégia para se opor ao “perigo chavista”, embora não haja nenhum argumento realmente sério que sustente essa novíssima e encomendada paranóia tão bem nutrida pelas elites locais.

O mote agora, replicado aqui e acolá por analistas apavorados, é a sombra de Hugo Chávez sobre Honduras, onde um golpe de Estado passou a ser descaradamente justificado nesse contexto. Graças aos golpistas, visivelmente uma elite branca e desesperada, como aquela que faz manifestações trajando jogging em Caracas, o chavismo teria sido abortado em Honduras, antes que virasse coisa como a Bolívia, o Equador e o Paraguai – ou seja, repúblicas perigosamente dominadas por governos populares. São os novos comunistas, revolucionários da pior espécie porque, justamente, abriram mão das revoluções para tomar o poder pela via do voto, da democracia. E, pior, muitos são cristãos.

Quando tucanos e pefelistas se mobilizaram, inclusive à custa de compra de votos, para aprovar o projeto de reeleição de FHC, em 1997, os editoriais e colunas da mídia nacional se desmancharam em elogios e rapapés. Saudaram a quebra da regra eleitoral como um alento à democracia e condição essencial à continuidade do desmonte do Estado e à privatização dos setores estratégicos da economia, a qualquer custo. Quando o assunto é Chávez, no entanto, qualquer movimento institucional, todos previstos nas regras constitucionais da Venezuela, é golpe. Reeleição? É golpe. Plebiscito? É golpe. TV pública? É golpe. Usar o dinheiro do petróleo em projetos populares? Isso, então nem se fala: é mais do que golpe, é covardia.

As tentativas de re-reeleição de Álvaro Uribe, na Colômbia, contudo, ainda passeiam no noticiário brasileiro como “nova reeleição” do corajoso cruzado contra os narcoguerrilheiros das Farc. No Brasil, a simples insinuação de que Lula pudesse querer o mesmo virou o “golpe do terceiro mandato”. Em Honduras, as multidões contrárias ao golpe contra o presidente Zelaya são chamadas de “manifestantes contrários ao governo interino”. Mais ou menos o que acontece com a resistência iraquiana à invasão das tropas americanas, cujos membros foram singelamente apelidados de “insurgentes” pelo jornalismo nacional.

Os tempos do anticomunismo eram estúpidos, mas pelo menos a gente sabia do que os idiotas tinham medo, de verdade.
wedencley alves Comentário de wedencley alves em 7 agosto 2009 às 18:57
O dia de ontem foi o mais representativo de um circo midiático que se montou em relação ao Senado.

Em suma, não há diferença alguma entre Tasso Gereissati e Calheiros.

Quem dirá que há diferença entre o PMDB de Quércia e o PMDB de Sarney. Só ingênuos, acreditarão nisso.

Sò ingênuos acreditaram também nas boas intenções de Pedro Simon, que passa mais tempo empenhado em retóricas, caras e bocas moralistas, e se esquece do que está acontecendo no Rio Grande do Sul, estado que supostamente defende.

A mídia quer novela, e novela de mocinhos e bandidos, uma novela estúpida para telespectaores desavisados.

A mesma grande imprensa que investe contra Sarney, seu parceiro de muitos e muitos anos, esquece de levantar a fundo a vida de outros personagens: um paga um rapaz para serviços sazonais aqui, outro se locupleta com vôos de jatinhos, ali.

Mas quem gosta de novela, gosta de qualquer jeito. Mesmo que seja fantasiosa ao extremo.
Teócrito Abritta Comentário de Teócrito Abritta em 7 agosto 2009 às 16:02
Para defender seu amigo Lula e seu bolso Sarney é eficiente! Para presidir o o Senado Federal... Felizmente tem a "PIG" para desnudar estas vergonhas que muitos tentam esconder!
Cláudia Comentário de Cláudia em 6 agosto 2009 às 23:13
Funcionários da TV Cultura entram em greve a partir da próxima segunda-feira, conforme decidido em assembleia realizada hoje, 06 de agosto. Estima-se 70% de adesão ao movimento grevista.
Anarquista Lúcida Comentário de Anarquista Lúcida em 6 agosto 2009 às 0:50
Um comentário do Blog-mãe de hoje:

Enviado por: Roberty

O governo golpista de Honduras fechou sem dó e nem piedade, a rádio Globo , emissora que fazia oposição ao golpe.
Não vi por parte de nossa mídia, tão zelosa quando se trata de Hugo Chávez,
nem uma indgnação contra o fechamento da emissora que resistia bravamente aos gorilas golpistas.
wedencley alves Comentário de wedencley alves em 5 agosto 2009 às 19:43
Folha de SP ataca TV Brasil mas "se esquece" da TV Cultura

Um amigo jornalista e professor da área me escreveu esta indignada correspondência

A Folha de S. Paulo depois de defender abertamente o fim do diploma de jornalismo, agora, fez um editorial pedindo o fim da TV BRASIL.

Como professores de jornalismo o que acham dessa postura? Na minha opinião é impressionante e cruel o caminho comercial e sem pudores que a Folha escolheu.
Mas também é uma prova que em menos de um ano a TV BRASIL incomoda. Nas mesmas páginas em que carinhosamente chamou de ditabranda o feroz regime dos anos 60 e 70 no Brasil, a Folha de S. Paulo defendeu em editorial o fechamento da TV Brasil.

Sustenta o jornal paulistano que, por consumir dinheiro público e ter audiência baixa, a TV deveria ser fechada. É natural que os oligopólios não se simpatizem com a idéia de o Brasil seguir os países ricos e democráticos, que há décadas mantêm redes públicas para que a informação circule livre dos interesses empresariais. Mas em qualquer lugar o que se espera de um jornal, mesmo daqueles que reduzem o cidadão à dimensão de consumidor, é respeito a quem o lê. O conceito parece subjetivo ou flexível, como o de ética.

Inflexível deve ser a expectativa do leitor de que seu jornal não minta. Nem esconda verdades, o que dá no mesmo. Dizer que a TV Brasil tem baixa audiência é correto. Surrupiar do leitor o contexto da notícia é que denuncia a intenção de transformar interesses pessoais em coletivos. Como, aliás, sempre fez a Folha ao atacar a exigência da qualificação acadêmica para jornalistas.

A TV Brasil tem pouco mais de um ano. Por ser pública, difere dos veículos que comercializam seu conteúdo - com ou sem nota fiscal.

Pelo compromisso visceral com o cidadão e transparência irrenunciável de suas contas, uma empresa pública não pode contratar ou demitir ao prazer de seus gerentes, seguir apenas as leis que forem de sua conveniência ou ultrapassar limites de velocidade na compra de equipamentos ou serviços. Os controles, rigorosos, são e devem ser muitos, incluindo, evidentemente, a imprensa.

A TV Brasil é a primeira tentativa de se criar no país uma rede nacional e pública de comunicação, desvinculada de poderes comerciais ou provincianos. Estará montada quando concluir o árduo processo de reunir emissoras não comerciais nos 27 cantos da federação e consolidar a idéia de que o investimento na informação pública de qualidade tem retorno garantido – não para poucos, mas para todos.

Não se faz algo desse tamanho em tão pouco tempo. Ainda mais onde o conceito de informação pública foi deturpado por décadas de autoritarismo e governos não-republicanos. Esse obscurantismo nada “brando” enfraqueceu os meios públicos de comunicação, acorrentando-os e sucateando seus equipamentos. O investimento atual, além de recuperar um patrimônio nacional, abre às comunidades e à produção audiovisual independente um canal de valorização e respeito.

É louvável o debate sobre os erros e descaminhos na construção de uma TV que, por decisão do Congresso, representante do povo, é financiada por dinheiro público. O debate deve continuar a ser feito. Mas não parece ser essa a intenção da Folha. Tampouco convence a preocupação cívica do diário com os gastos públicos. Para seguir a vocação de produzir polêmicas sem compromisso com a responsabilidade, bem que a Folha poderia lançar uma campanha contra anúncios de órgãos públicos em jornais que visam o lucro.

O governo pouparia mais para combater a gripe do que se fechasse a única TV pública de âmbito nacional que o maior país da América Latina começa a construir, com o esforço de profissionais qualificados que a Folha desrespeitou em seu editorial. Aliás, a Folha faz cada uma nesse editorial

A CADA DIA MOSTRAMOS QUE SE EXISTE ALGUM JORNALISMO CHAPA BRANCA NO BRASIL NÃO É O DA TV BRASIL.UMA TV PÚBLICA E NÃO ESTATAL, COMO MUITOS PENSAM.

ABRAÇOS
 

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