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O mundo discutindo multilateralismo, o descentramento do poder mundial, novas estratégias para políticas externas baseadas no diálogo, e não na força, e a Folha vem com a voz do Departamento do Estado de forma absolutamente acrítica.

A carta de Obama é bem conhecida. Praticamente, todos os pontos do acordo já tinham sido antecipados na missiva do presidente americano para Lula. O presidente brasileiro entrou com sua imagem conciliadora, sua capacidade de diálogo, sua posição de destaque no cenário mundial, mesmo entre antagonistas.

Ora. Se o acordo Brasil-Irã põe o mundo em risco, e este acordo foi concebido em suas linhas iniciais por Obama, a Folha realmente está querendo dizer - porque a submissão à posição de Hillary é tanta que pareceu-nos um trabalho de house organ - que o acordo motivado por Obama é quem coloca o mundo em risco.

Isso tudo para desmerecer Lula. Seria melhor economizar tanta tinta. Tinta gasta com tipos de letras maiores, que mostram que melhor do que aumentar o tamanho das letras, é aprimorar a capacidade de leitura do mundo.

A Folha de SP se transformou nisso. Um pasquim. Um jornalismo hilário.


 


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Respostas a este tópico

Mais do hilário, a FSP (Faremos Serra Presidente) parece competir com a (In)Veja pelo posto de maior exemplo de servilismo. E ainda há colegas que se submetem, em troca de alguns trocados, mesmo sabendo que são descartáveis!
Wendencley tem total razão.A Folha, neste caso como em centenas de outros, passa longe da mínima ética jornalística. Torna-se um panfelto de propaganda ideológica, atua como boletim de um partido. Nada a ver com Jornalismo.
Seria correto que ela colocasse uma tarja, como oportunisticamente fez na campanha das "Diretas, Já! esclarecendo o leitor que hoje ela defende "Abaixo o Lula, Já" ou, "Serra presidente". Seria o mínimo de honestidade. Mas esperar isto de um Otavinho Frias seria demais...

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