As duas melhores escolas instrumentais da atualidade são o choro e a música gitana, que tem em Jimmy Rosenberg sua expressão máxima (clique aqui) http://www.jimmyrosenberg.nl/. Jimmy foi beber na fonte de Django Reinhardt, incorporando aos elementos da música cigana mais tradicional.
Essa música acabou influenciando o violão brasileiro contemporâneo. E nem diria que foi de forma positiva. Na sua última fase, Raphael Rabello exagerou no rasqueado, deixando de fazer o sincretismo adequado entre o gitano e o choro. Mas a razão principal foi a perda de rumo, fruto da tragédia que o abateu.
Depois dele, outros grandes violonistas conseguiram amansar melhor o rasqueado, como Yamandu e Alessandro Penezzi.
Na outra mão, dois gêneros brasileiros influenciaram o violão cigano. Um deles, a bossa nova. O outro, a chamada “valsa-turbilhão”, uma modalidade de valsa que adoro, incluí no meu CD “Roda de Choro”.
Esse tipo de valsa tem raízes no começo do século, com Aristides Borges e seu “Subindo aos Céus”. Depois, Rogério Guimarães escreveu opeças muito interessantes para violão, que só agora estão sendo recuperadas. Com base em uma delas, Garoto copiou (quase plagiou, diria) a mais célebre valsa-turbilhão: Desvairada.
Jacob foi outro cultivador do gênero, com seu “Salões Imperiais” e “Vôo da Mosca”.

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