Portal Luis Nassif

Abri esse tópico para que você coloque os discos que marcaram sua vida. No caso, de música brasileira. Se quiser colocar faixas do disco, clique em MINHA PÁGINA e use o adicionar músicas.

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Nassif

Vou pensar se em um ano alguma coisa mudou no meu gosto musical, mas no momento, para ser coerente, copiei e colei meu comentário em um post seu do ano passado :)

Alguns dos meus álbuns preferidos:
1 - Os que têm TOM JOBIM:
Tom, Chico e Miucha
Tom e Edu
Elis e Tom
Eliane Elias plays Jobim e
Passarim
2 - Milton Nascimento (Minas, Geraes e Clube de Esquina nº2)
3 - Chico Buarque (Construção e Meus Caros Amigos)
4 - Tropicália (Gil, Caetano, Mutantes, Tom Zé, Nara, Gal e etc)
5 - Egberto Gismonti (Sonho e Dança das Cabeças)
6 - Hermeto Pascoal (Slaves Mass)
7 - Gonzaguinha (Moleque Gonzaguinha e Gonz. da Vida)
8 - Guinga (Suíte Leopoldina) Alguém lembrou, Nassif?
9 - Mutantes (1968 - 1969)
10 - Secos e Molhados
11 - Paulinho da Viola (Nervos de Aço)
12 - Sérgio Ricardo (Do Lago à Cachoeira) a interpretação de "O Nosso Olhar" é de uma beleza sem fim.
13 - Nana Caymmi e Cesar C. Mariano (Voz e Suor)
14 - Toquinho, Vinícius e Clara Nunes (Poeta, Moça e Violão)
15 - Toninho Horta (1980 e Moonstone)
16 - Tim Maia (1992)
17 - João Bosco (Galos de Briga) *Acrescentado depois.

Da turma que está fora do Brasil, destaco a Luciana Souza e o álbum Brazilian Duos. A interpretação de "Suas Mãos" (Antonio Maria e Pernambuco) é belíssima e a moça é talentosa. Quem quiser escutar "Chega de Saudade", veja um filme que coloquei no YTube:

Transformou um samba em jazz... Não gostei. Bossa nova é samba!
Quem é o pianista? No youtube só consta o nome da cantora. Em geral não me agradam as "releituras", mas esse piano está demais! Misturou elementos de contraponto barrôco, choro e samba com muito bom gôsto. Coisa difícil de se fazer com criatividade. Acho mais perigosa é a maneira da cantora cantar bossa com essa técnica de impostação lírica,perde o intimismo característico. Linda voz, muito boa, mas meio "bel canto italiano". O ar na voz da bossa é imprescindível.Vou procurar nesse álbum Brazilian Duos. Obrigada!
"Morte e Vida Severina" com o Tuca (1966)
"Construção" Chico Buarque (1971)
"Caimy e Vinícius na Zum-Zum" (1964) em que foi lançado o Quarteto em Cy
"Clube da Esquina" Milton Nascimento
Publicado Originalmente no Blog : www.klaxonsbc.wordpress.com

Cada momento, cada época da vida temos discos que fazem nossa cabeça. Não tem muito a ver com as listas de críticos, com os discos antológicos que operam revoluções na história da música. São as tais revoluções intimas, que podem se universalizar, e do nada acordamos e lá esta nosso disco preferido em alguma lista de outrem. Poderia falar de vários discos, mas um em especial fez minha cabeça. Na verdade eu demorei para tê-lo em vinil, tinha apenas uma fita cassete e mal gravada. Era época dos discos que saiam e sumiam, não tinha onde baixar, viravam raridade e dá-lhe especulação.

Mico de Circo do Luiz Melodia.

O disco começa com "A Voz Morro" de Zé Keti arranjo da Orquestra Tabajara de Severino Araújo , Luiz que não queria ficar estereotipado como cantor de samba, exerce seu direito de gravar samba no melhor clima gafieira:

Eu sou o samba
A voz do Morro sou eu mesmo
Sim Senhor,
Quero mostrar ao mundo
Que tenho valor
Eu sou o rei dos Terreiros

Seguem músicas com arranjos e regências de Perinho Santana, João Donato, Armandinho, Marcio Montarroyos , Oberdan Magalhães (Banda Black Rio) time de bambas que deu bom caldo . Baladas, choros, samba-blues, não importa por onde anda o ritmo, a voz de Melodia esta lá, peculiar, soberana.

Gosto muito de Presente Cotidiano de versos:

Quem quer morrer de amor se engana
Momentos são momentos, drama
O corpo é natural da cama
Vou caminhar um pouco mais atrás da lua
Vou caminhar um pouco mais atrás da rua

O flagrante romântico e urbano de "Onde o Sol Bate e se Firma":

Estou em torno da cidade
Trajes elegantes sobre mim
Vejo vitrines, vejo boutiques
Só não vejo quem eu quis
Os transeuntes me agitam
Me perco sobre a multidão
Mas vejo através das lentes negras
Lindo, teu corpo lindo
Serás amor minha canção


O samba-funk cheio de malandragem de" O Morro Não Engana ", alias o disco é uma homenagem aos marginais do morro (Cara de Cavalo, Mineirinho, Mico Sul e outros) que de alguma forma estava próximos ao menino criado no morro do Estácio:

Subi o morro, subi cansado
Pobre de mim, pobre de nada
Morro do medo
Morro do sono
Morro do sonho
Morro do asfalto
Morro do clima lá em cima
O morro é de morar

Ah, depois de um tempo consegui o vinil por uma grana em um sebo, daí veio o cd e acabou com esse elitismo de "coisa rara".

Abaixo vou colocar trecho de uma entrevista que saiu no site www.gafieiras.com.br onde Melodia fala sobre o lançamento do disco:

Max Eluard - Fugiu mesmo?
Melodia - Saí batido. Fugi, em termos. Fui para um lugar onde eu estava bem acomodado com a Jane. Eu a conheci novinha, linda, maravilhosa, morenão, um cabelão. É ruim de não ficar lá! [risos] Foi quando escrevi todo o Mico de circo, um LP meu. Cheguei ao Rio e o concluí. Foi quando homenageei toda a bandidagem do Morro do São Carlos, de Mineirinho a Mico Sul, e acabou entrando Angela Maria, Jamelão. Eu queria somente homenagear a bandidagem, mas acabaram indo todos os bandidos. Foi toda a marginalidade. Inclusive, coloquei "Tributo a...", aí comecei a escrever "Fulano de tal", "Fulano de tal", Cara de Cavalo. Tinha umas senhoras que me viram miudinho no Morro do São Carlos, e aí também pus o nome, Dona Moca, Dona Eurídice. Sabe, saí botando o nome de várias senhoras que moravam no morro. E com esse Mico de circo, "fugi" e voltei à liberdade. Estava liberto quando me encontrei com a Banda Black Rio. Chamei o Oberdan [n.e. Flautista e saxofonista, o maestro Oberdan Magalhães comandou a Banda Black Rio em três discos, Maria Fumaça, Gafieiras universal e Saci Pererê. A banda se desfez logo após sua morte, em 1984]. "É o seguinte: o disco já está em cima, é isso que eu quero." Entramos no estúdio. Chamei o João Donato, que fez os arranjos também. Quem mais escreveu na época para mim? Perinho Santana.

Tem bastante. No momento me veio a obra-prima dos Novos baianos, "Acabou Chorare".


Mas, vem mais...
Concordo! ouço uma vez por dia pelo menos! vezes em vinil vezes em mp3 no carro... esse vicia...obra prima.
Lá vai outra obra-prima, desta vez de Paulinho da Viola. Meu irmão mais velho (com quem aprendi a gostar do Paulinho e de chorinho), tinha esse maravilhoso LP:

Memórias Chorando

Marcos,

o Vandré ta na mão:

http://rapidshare.com/files/107037332/Geraldo_Vandr__-_Das_Terras_d...


inclusive acho que Geraldo Vandré deveria ser melhor avaliado por todos, ficou muito estigmatizado (nao é excludencia) pelo caminhando e cantado, mas sua obra vai bem além disso.

abraços

PS: eu gosto muito do Roberto Carlos da capa que ele esta sentado sozinho na praia, doce infancia.
Maria Bethânia, Brasileirinho!
Lindo trabalho.
Eu sei que não interessa, que vão virar a cara ou darem aquela risadinha irônica no canto da sala, com a mão cheirando a café, com intuito inconsciente de esconder a casquinha de feijão que ficou no dente...

Mas justiça é bom demais prá se esquecer e só prá colocar mais peso em certas balanças, saquemos nossa opinião - provavelmente um tanto ao largo do tema, mas que interessa e muito aos estudantes da boa música brasileira.

Muito da nossa arte musical, principalmente em termos rítmicos e mesmo melódicos, provém da música de terreiro, dos candomblés, umbandas , catimbós, etc. Pixinguinha, João da Bahiana, Caymmi, Vinícius e Baden Powell, Tom Jobim, Luiz Gonzaga e até mesmo Villa Lobos - dentre muitos outros - se inspiraram no imaginário de terreiro para comporem suas maravilhas.

Não faz muito tempo, Clara Nunes, João Bosco, Clementina e Martinho da Vila eram exemplos fortíssimos da presença do terreiro em nossa música e muita coisa inesquecível está aí até hoje.

É que nos dias atuais, a galera se regozija com cantoras enfiadas até a garganta nos tonéis da lama gospel, artificializadas, com suas mãozinhas que sobem e descem prá desviar a atenção das chatíssimas vozes clonadas desta arte norte americana de canto coral e se esquecem de grandes lendas que foram a trilha sonora de nossa história, mas que valerá apena contar em outra oportunidade.

Para quem não conhece as coisas boas da música macumbística e como ela é um tipo de música matriz e interessante, visite nosso acervo na página: http://acevoftu.blogspot.com

Depois falamos mais sobre isso, que agora estou com sono.

Abraços Nassif e manos de blogue!
Fabiana Cozza bebe na mesma fonte...

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