Uso sustentável de recursos hídricos e sanitários nos oásis de geração de energia elétrica

Na minha infância e e adolescência morei em Paulo Afonso-BA, com cinco usinas pertencentes à CHESF, um verdadeiro oásis de prosperidade no meio do sertão foi erguido com a implantação de uma Cidade cercada para os Funcionários.

Ainda me lembro quando não se cobrava deste grande contingente populacional da região valores sobre o consumo de água e energia elétrica, enquanto ao redor proliferava uma desestrutura habitacional desprovida de condições adequadas de higiene, principalmente pela falta de saneamento básico para as populações que viviam marginalmente à " Vila da CHESF", estes sim pagando por estes parcos recursos disponibilizados, quando eram disponibilizados.

Hoje, mesmo com a realidade dos royalties, a realidade ainda não é muito diferente. A grosso modo, me parece haver uma estrutura viciada, onde ao longo de muitos anos subsidiou-se um oásis a custa de uma população que ficou desprovida de recursos.

Recentemente assisti na TV Brasil uma inserção de reportagem feita por membros da Comunidade de Tucuruí, que também conheci há 04 anos, relatando uma situação bastante similar. Parece-me um contexto que é fruto, nas duas realidades, de um modelo que parece perdurar até hoje, principalmente quando vemos a ausência da participação popular na implantação dos grandes projetos de geração de energia hidroelétrica.

 

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