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Villa-Lobos, cinquententário da morte

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Villa-Lobos, cinquententário da morte

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Marcia

INTERPRETES DE VILLA LOBOS: 4 respostas 

Iniciado por Marcia. Última resposta de Lena 15 Jul.

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Eric ((Tirado Viegas) Ponty Comentário de Eric ((Tirado Viegas) Ponty em 6 julho 2009 às 3:27
Caros,
dou minha contribuição num site que encontrei ao acaso. Segundo as leis do direito autoral,que tenho lido por aí. Escutem e deletem depois.
Heitor Villa-Lobos: Rudepoema / Danças

1. Dança Frenética (5:40)

Danças Características Africanas
2. Nº 1 - Farrapós (5:55)
3. Nº 2 - Kankukus (6:56)
4. Nº 3 - Kankikis (5:51)

5. Dança dos Mosquitos (8:41)

6. Rudepoema (21:33)

Slovak Radio Symphony Orchestra (Bratislava)
Roberto Duarte, Regente

http://rapidshare.com/files/252384874/MS_-_Villa-Lobos-_Rudepoema__Dan_as_africanas.rar
Eric ((Tirado Viegas) Ponty Comentário de Eric ((Tirado Viegas) Ponty em 6 julho 2009 às 2:24
Caros amigos,
como interessado em música, fiz download de todos cds disponiveis deles. Conheço todas Bachianas, Missa da descoberta do Brasil, piano Concerto, os cds do Turibio(?). Infelizmente, no fundo, acabamos por conhecer mais os estrangeiros que nós mesmos. Acho eu que conheço mais o minimalismo (ouvir obras completas) do que os brasileiros porque não temos uma destribuição cultural, e nem mercado com pessoas educadas para isso.
eric
Theotonio de Paiva Comentário de Theotonio de Paiva em 6 julho 2009 às 0:06
Segue texto com algumas correções.

Impressiona como Villa-Lobos e parte importante da geração modernista conseguem estabelecer novos parâmetros de brasilidade, de entendimento da alma nacional, do sentimento mesmo que o homem brasileiro da primeira metade do século carregava no bolso do paletó, ou sob a proteção da cabeça, debaixo de um chapéu de palha.

Em síntese, havia uma espécie cortejar nominalmente aquilo que seria uma das mais significativas possibilidades que se avizinhava à época: conhecer o Brasil profundo. Uma nação enigmática, de difícil discernimento. Tanto assim que Mário de Andrade a denominará de "entidade nacional".

Concretamente, naquela época, dá-se uma espécie de ruptura com a tradição. Ao mesmo tempo, paradoxalmente, aqueles homens reelaboram essa mesma tradição em bases infinitamente diversas. Texturas muito mais sensíveis distanciam-nos dos predicados românticos e da salvaguarda do pensamento oficial. E isso obviamente tem um preço.

Embora para as gerações subsequentes seja um tanto difícil deslindar o esforço daquela empreitada – aquilo que nos ocorre é essencialmente um exercício de imaginação – há naquele componente de ruptura um risco notável.

No caso do compositor, esse risco o predispõe a criar um novo estágio de consciência do ser brasileiro, na dialética do nacional e universal. Fica posto o embate, com rara dignidade, do que é realizar arte num país tão violentamente contraditório, e, ao mesmo tempo, pleno de possibilidades.

Há naquelas investidas, e em Villa isso é decisivo, um projeto cultural impactante, de grande esforço artístico e intelectual. Nesse sentido, resguarda um gesto que poderíamos simbolizar como de uma espécie de rigor para com a obra de arte e, por conseguinte, em direção ao pensamento elaborado e forjado no seu tempo presente.

Lembro de uma máxima do mestre Antunes que se aplica muitíssimo bem a uma evocação dessa ordem, ao compreender, a propósito, a própria natureza subversiva da cultura, e o seu desprezo realizado pela maioria dos governantes. Nessa linha, o encenador paulista se reencontra na tese de que fazer “contracultura no Brasil é ser rigoroso, porque vivemos a estética da besteira no dia-a-dia. Portanto, a contracultura aqui é a cultura, o rigor, a disciplina”.

De certo modo, a produção musical de Villa-Lobos, os seus saltos para uma nova adequação da estética brasileira, e, consequentemente, do homem brasileiro lhe proporcionaram uma aura especial. Inquestionavelmente, trata-se de um dos artistas que melhor soube decifrar aquela tensão posta pela nossa modernidade tardia, entre a tradição popular, os encantamentos da arte erudita e os desafios da vanguarda, a ponto de nos rendermos nessa homenagem. Viva Villa!
Marise Comentário de Marise em 5 julho 2009 às 23:51
Lee Ye -Eu: Villa Lobos -Scottish Choro
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Marise Comentário de Marise em 5 julho 2009 às 23:44
Mazurca
"
Marise Comentário de Marise em 5 julho 2009 às 23:42
David Russel - H.Villa Lobos -Choro 1 "
Marise Comentário de Marise em 5 julho 2009 às 23:37
Estudio 1 Em Villa Lobos - Andres Segóvia "
Marise Comentário de Marise em 5 julho 2009 às 23:35
Prelude número 3 live in Spain - Andres Segóvia interpreta Villa Lobos
"
luzete Comentário de luzete em 5 julho 2009 às 23:22
nossa, dava erro na postagem. mas queria dizer que segue aí embaixo o trenzinho e que a escolha da orquestra é homenagem à doce Helô.
luzete Comentário de luzete em 5 julho 2009 às 23:21
 

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