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Villa-Lobos, cinquententário da morte

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Villa-Lobos, cinquententário da morte

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Marcia

INTERPRETES DE VILLA LOBOS: 4 respostas 

Iniciado por Marcia. Última resposta de Lena 15 Jul.

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Marcia Comentário de Marcia em 5 julho 2009 às 20:38
Villa Lobos - Bachiana nº 5 - Amel Brahim(LINDO)


Marcia Comentário de Marcia em 5 julho 2009 às 20:35
me playing villa lobos valsa choro number 3 from the suite populaire bresilienne on my yamaha slg100 classical guitar


Marcia Comentário de Marcia em 5 julho 2009 às 20:33
Quadro Antiquo Kristina Augustin (viola da gamba e flautas), Mário Orlando (viola da gamba), Sonia Leal Wegenast (voz e percussão) e Rosimary Passa (violão, alaúde, viruella) formam o Quadro Antiquo. Todos são especializados na música dos séculos XVI e XVII. O grupo foi formado em 2006 e é sediado na cidade de Niterói (RJ). Os instrumentos utilizados são variados, de acordo com o programa a ser executado.

Em março de 2007, o Quadro Antiquo encampou no programa Versus Cantados. A iniciativa reunia o trabalho de cancioneiros ibéricos do século XVI. Juntos, os integrantes fizeram turnê por sete municípios nordestinos. Depois, em julho do mesmo ano, seguiram em apresentações pelo restante do País, em cidades mineiras, a exemplo de Belo Horizonte, Tiradentes, São João Del Rey e Barbacena. Os concertos aconteceram ainda em Niterói e Rio de Janeiro. O resultado foi a gravação de um álbum, que levou o mesmo título do projeto.

No ano passado, o grupo participou das comemorações dos 200 anos da presença da família real portuguesa no Brasil. Os concertos aconteceram no Rio de Janeiro. O mesmo programa levou o quarteto a várias cidades da Europa.



choros nº 1 - villa-lobos (quadro antiquo)



Marcia Comentário de Marcia em 5 julho 2009 às 20:31
Maria Bethânia - Melodia Sentimental


Marcia Comentário de Marcia em 5 julho 2009 às 20:28
Mais do ENORME Villa


Delicatto - Melodia Sentimental




Marcia Comentário de Marcia em 5 julho 2009 às 20:23
Heitor Villa-Lobos nasceu a 5 de março de 1887, no Rio de Janeiro. Filho de Noêmia Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador. Recebeu sua primeira instrução musical aos seis anos, vinda do pai, que adaptou uma viola para que o filho pudesse estudar violoncelo.

Sua formação musical foi muito inflenciada pelas noites de sábado da casa dos Villa-Lobos que recebiam grandes nomes da época para cantar e tocar até de madrugada. Sua tia Fifinha lhe apresentou os Prelúdios e Fugas do Cravo bem temperado de J. S. Bach, compositor que lhe serviu como fonte de inspiração para a criação das nove Bachianas Brasileiras.

Seus biógrafos afirmam que ele estudou no Instituto Nacional de Música, mas o próprio Villa-Lobos disse que detestava tal escola. Autodidata, viajou pelo interior do Brasil pesquisando seu folclore e entrando em contato com uma música diferente da que estava acostumado a ouvir: modas caipiras, tocadores de viola e outros tipos que mais tarde viriam a universalizar-se através de suas obras.

Villa-Lobos passa a apresentar-se oficialmente como compositor a partir de 1915, com uma série de concertos no Rio de Janeiro. Foi duramente criticado pela imprensa pela “modernidade de sua música”. Em fevereiro de l922, participou da Semana de Arte Moderna apresentando, dentre outras obras, as Danças características africanas.

Começa a ganhar a Europa em l923. No seu retorno de Paris, no ano seguinte, Manuel Bandeira saudava-o da seguinte maneira: “Villa-Lobos acaba de chegar de Paris. Quem chega de Paris espera-se que chegue cheio de Paris. Entretanto, Villa-Lobos chegou cheio de Villa-Lobos”.

Retorna à Paris em l927, para organizar concertos e publicar várias obras. No segundo semestre de 1930, volta provisoriamente ao Brasil para a realização de um concerto em São Paulo. Apresenta um revolucionário plano de Educação Musical à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e, com a aprovação do mesmo, acaba mudando-se definitivamente para o Brasil.

Após dois anos de trabalho em São Paulo, Villa-Lobos foi convidado pelo Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro - Anísio Teixeira - para organizar e dirigir a Superintendência de Educação Musical e Artística (Sema), que introduzia o ensino da Música e o Canto Coral nas escolas. Apoiado pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, organizou Concentrações Orfeônicas, chegando a reunir, sob sua regência, até 40 mil escolares. Em 1942, criou o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico.

Convencido pelo Maestro Leopold Stokowski, seu amigo desde Paris, aceitou, em 1944, o convite do Maestro norte-americano Werner Janssen para uma turnê pelos EUA, para onde voltou várias vezes.

Heitor Villa-Lobos morreu de câncer em 17 de novembro de 1959, no Rio de Janeiro.


On line desde 24 de maio de 1998

http://www.memoriaviva.com.br/villalobos/



Heitor Villa Lobos Prelude Bachianas No. 4



luzete Comentário de luzete em 5 julho 2009 às 20:14
Quero registrar um dos momentos mais lindos da música de Villa-Lobos, na voz divina de Bidu Sayão
Helô Comentário de Helô em 5 julho 2009 às 18:56
TV BRASIL
Programa 'De Lá pra Cá' de 13 de abril.
Homenagem aos 50 anos da morte de Villa-Lobos.

Entrevistas com o doutor em musicologia Luis Paulo Sampaio, o escritor e jornalista Luis Fernando Veríssimo, o jornalista e crítico musical Luis Paulo Horta e a atriz Malu Mader. O programa trouxe também o violinista Turíbio Santos, o musicólogo Vasco Mariz, e o produtor e cineasta Zelito Viana.









Helô Comentário de Helô em 5 julho 2009 às 18:44
Fotos na minha página (21-11-2008)
Fotógrafo: Thomas D. Mcavoy
Data: 1943, 1945, 1945
Fonte: LIFE






Helô Comentário de Helô em 5 julho 2009 às 18:33
O Nacionalismo de Heitor Villa-Lobos
Post publicado em 4 setembro 2008 às 16:00

Encontrei no YouTube um precioso discurso de Villa-Lobos.
Ocorrido em João Pessoa, em 1951, nele o compositor fala de sua vida, de música e, de forma emocionada, do Brasil. O depoimento faz parte de um álbum duplo, lançado por ocasião do centenário de Villa-Lobos, que traz Turíbio dos Santos, Miguel Proença e outros grandes músicos brasileiros.

A transcrição do depoimento, de minha autoria, obedeceu o entendimento da fala do compositor.

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Heitor Villa-Lobos (Parte 1)

O Brasil já tem uma forma geográfica de um coração. Todo brasileiro tem esse coração. A música vai de uma alma a outra, os pássaros conversam pela música, eles têm coração. Tudo que se sente na vida, se sente no coração. O coração é o metrônomo da vida e há muita gente na humanidade que se esquece disso. Justamente, o que mais precisa a humanidade é de um metrônomo. Se houvesse alguém no mundo que pudesse colocar um metrônomo no cimo da terra, talvez estivéssemos mais próximos da paz. Porque se desentendem, vivem descompassados raças e povos, porque não se lembram do metrônomo que guardam no peito: o coração. Foi fadado por Deus, justamente no Brasil, possuir uma forma geométrica de coração e haver um ritmo palpitante em toda sua raça, sobretudo no nordeste, esse sentido de ritmo de coração, essa unidade de movimento, esse metrônomo tão sensível.

Meus amigos, foi com esse pensamento que eu me tornei músico. Foi por isso que eu me tornei um escravo profundo e eterno da vida do Brasil, das coisas do Brasil. E, como não tenho o dom da palavra, nem da pena, mas tive o dom do som e do ritmo, transponho em sons e ritmos essa loucura de amor por uma pátria. Eis a minha apresentação. Eis o que é, em princípio, a justificação do que eu tenho feito pelo Brasil, até a idade que tenho hoje.

Peço perdão a todos de ter que falar um pouco da minha vida em relação a esse Brasil, mas é necessário que possa, talvez, servir de exemplo aos jovens de seguir essa mesma trilha, esse mesmo destino que Deus me deu. Nunca na minha vida procurei a cultura, a erudição, o saber e mesmo a sabedoria nos livros, nas doutrinas, nas teorias, nas formas ortodoxas. Nunca! Porque o meu livro era o Brasil. Não o mapa do Brasil na minha frente, mas a terra do Brasil onde eu piso, onde eu sinto, onde eu ando, onde eu percorro.

Cada homem que eu encontro no Brasil representa uma forma estética na concepção musical. Cada pássaro que acode ao meu ouvido é um tema aonde se junta a outros temas invisíveis, imperceptíveis e abstratos para tornar em forma física em forma sonora, em forma de música, música de arte, arte livre como a nossa natureza, árvore independente como são os pássaros do Brasil, árvore sentimental como são os homens da nossa terra.

A minha música é o reflexo da sinceridade. No princípio sofri, natural, com a revolta daqueles que se agarravam à tradição, daqueles que não se encontravam a si próprios, daqueles que nunca se miraram no espelho da sua própria consciência procurando a fisionomia da sua própria raça.

O Brasil levou muito tempo, meus amigos, muitos anos a imitar, a macaquear a papaguear. Mas graças a Deus procurou um espelho, ou encontrou por acaso o reflexo da realidade de uma grande raça, de uma grande nação. E verificou que nunca poderiam ser eles mesmos se não fizessem à sua maneira, não imitando ninguém. Isso foi feito em coisas banais da vida, na moda, no sistema de sentir literariamente. Vejam os poetas, os parnasianos, veja os poetas modernos, veja na pintura antiga e na pintura de hoje. Veja na escultura e, finalmente, nesta arte que aparece no Brasil tão pessoal, como nenhuma, a escultura. Vejam, encontraram-se. O Brasil se encontra.
Infelizmente, a população é pequena pela grandeza da sua terra, mas ele se encontra. E tudo isso está tão de acordo com a penitência da minha vida.

Heitor Villa-Lobos (Parte 2)

Eu estou tão contente, cada vez mais, de ser brasileiro. A minha justificação não tem um sentido cívico, não, não creio. É apenas de um artista sincero que, com este exemplo de realização e da felicidade, e da vitória de sua carreira artística, grita ao nosso grande povo que, quanto mais se for brasileiro, com este coração, com esta alma, com esta vibração, mais concorrem para serem úteis no conceito das grandes nações, das grandes civilizações.

Estou satisfeito porque, já bem aproximando o fim da minha vida, eu sinto perfeitamente que o Brasil encontrou o seu caminho. Que importa os problemas políticos, os problemas sociais, os problemas econômicos? O Brasil se encontra! Eu fui pela música e se por acaso o meu exemplo possa servir a alguma coisa, a todos os meus patrícios, façam o mesmo. Sejam livres. Lembrem-se do coração, lembrem-se que este é que é o metrônomo da realidade. Com ele terão a razão econômica de tudo das coisas, terão a medida exata da realidade da própria vida.

Lembrem-se de que é a arte que vem d'um coração para um coração de uma alma para outra alma. E a música é a primeira arte que conduz às outras artes. Eu não digo isto porque sou músico, não, mas ela tem um poder positivo, digamos, um poder biológico. Ela é uma terapêutica para a alma doente. A música é um consolo para o sofredor, a música é um embalo para o pequenino no colo de suas mães, de seus pais. A música é o alento do desventurado, a música é a alegria daqueles que são alegres!

A religião. Qual das religiões existe sobre a terra e que não usou da música como elemento de atração aos seus crentes? Essa música que Santo Ambrósio utilizou-se para formar os cânticos litúrgicos definidos. É com essa música, senhores, que nós precisamos compreender que o Brasil vive e que ninguém percebe. Ninguém percebe que um país mais musical que existe sobre a terra deixa passar vagamente, indiferentemente, essa música tão pura, essa música da alma, música do coração. Que importa que haja duas espécies de música? A música da manifestação espontânea - a música popular, e a música da alma elevada, da alma intelectual - a música da arte.

O folklore é o intermediário desses dois elementos. É a ciência da pesquisa, é o traço de união em que se utiliza o criador para, tirando do povo essa música, essa arte espontânea, ele burila no seu coração e na sua alma e traz outra vez para o povo. Mas esse povo, geralmente é injusto, não procura compreender o esforço do criador. Devem comprender, devem ser educados, civilizados, para compreender o mistério, o pensamento abstrato de um criador no terreno de arte. E a música tem um poder incrível de atuar sobre o temperamento, sobre o instinto, sobre tudo no espírito humano.

E é essa música que pode deleitar o culto ao iniciado da música, que é a música artísitca. Essa música que dá um prazer estranho, um prazer exótico, pitoresco, àquele que gosta da música popular, áquele que gosta de sentir. Esse é com aquela canção, este ou aquele ritmo de dança e que para embora mesmo no século XX já usem a música, já colaborem com a música. Porque há casos interessantes, enquanto estão tocando a música, estão falando. São colaboradores. Há pessoas que pensam que quanto mais a música toca forte, mais a gente fala alto. Isso é comum, mas é um instinto inofensivo de colaborar com a música. Não acredito que quem seja educado faça isso com a arte, não, porque a melhor colaboração que se pode fazer com a arte é silêncio, é atenção, é recollhimento, é meditação, é apreensão, é emoção.

Satisfeito estou de ter aceito do senhor ministro da educação essa misaão. E, satisfeito estou, de distinguir com todo prazer e toda honra esses cinco estados do Brasil. Apenas porque creio que os outros, as outras missões, irão outros meus assistentes. Porque eu talvez não só não disponha de tempo, como me sinta um pouco cansado para fazer a volta no Brasil como já fiz há quarenta anos atrás. Em todo caso, a honra de chegar a esta terra pequena, mas extraordinária me é grande! Há muito tempo que eu tinha vontade de ter contato com o povo, para viver a satisfação e a alegria deste momento, em verificar que é uma terra que sente a música, que vibra a música e que tem compreensão da música. Ajudai pois, meu amigos, ajudai ao seu ilustre governador que sei das intenções formidáveis que ele tem no sentido do aproveitamento música, dentro do progresso de um grande estado.
 

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