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Villa-Lobos, cinquententário da morte

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Villa-Lobos, cinquententário da morte

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INTERPRETES DE VILLA LOBOS: 5 respostas 

Iniciado por Marcia. Última resposta de VILMAR BARBOSA SANTANA 26 Nov, 2010.

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Comentário de Gilberto Cruvinel em 19 dezembro 2009 às 14:26
Violonista Fabio Zanon relativiza as lendas e a revisão do mito Villa Lobos

19/12/2009 - 07h30
Villa-Lobos é muito falado e pouco tocado, diz intérprete


IRINEU FRANCO PERPETUO
colaboração para a Folha de S.Paulo

Villa-Lobos é o gigante musical do qual muito se fala, mas cuja música pouco se toca, e o cinquentenário de sua morte parece reforçar essa dicotomia. Se os lançamentos fonográficos foram quase inexistentes, e as atividades de concerto também deixaram a desejar, as melhores homenagens à efeméride vieram da área editorial.

Bons livros sobre o compositor não faltaram ao longo do ano e, dentre eles, vale destacar "Folha Explica Villa-Lobos", uma profunda, informada, atualizada e muito bem escrita síntese da vida e da obra do maior músico brasileiro de todos os tempos, útil tanto para leigos quanto para especialistas, feita por um de seus melhores intérpretes: Fabio Zanon.

O maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959), o mais importante compositor brasileiro de música erudita

Dotado de técnica apurada e musicalidade superlativa, Zanon exprime-se verbalmente com a mesma fluência e naturalidade com que o faz ao dedilhar seu instrumento, o violão, como bem sabem os ouvintes que acompanhavam seu extinto programa de rádio "A Arte do Violão".

Com uma erudição que passa bem longe do pedantismo, ele empenha sua prosa agradável e acessível na tarefa de elucidar o universo do autor das "Bachianas Brasileiras", um compositor que criou sua própria imagem em vida e que, portanto, nem sempre é a fonte mais confiável a respeito de si mesmo.

Muitos estudos a respeito do músico já buscaram desconstruir os mitos sobre ele, e um dos méritos de Zanon é relativizar tanto as lendas quanto sua desconstrução.

Assim, por um lado, ele mostra o quão pouco há de comprovado nas inúmeras viagens que Villa-Lobos teria feito pelo Brasil na juventude e coloca em dúvida a existência de muitas partituras do compositor tidas como "perdidas". Por outro, rejeita a visão de um Villa-Lobos oportunista que, quando esteve em Paris, nos anos 1920, "investiu como um touro louco em sua autopromoção".

Mais louvável ainda é seu esforço de aquilatar a produção do compositor, superando a superficial discussão do caráter "nacional" de sua obra e mostrando como a visão altamente pessoal que ele tinha dos mesmos problemas que afligiam seus contemporâneos faz com que sua música mereça figurar nos programas de concertos com a mesma frequência de Bartók, Stravinski ou Falla.

Para Zanon, "não é o fato de se servir da cultura popular que fez dele um compositor único, mas a maneira como conseguiu encontrar nessa cultura os fios mais adequados e os entrelaçou à sua complexa trama composicional". Foi nesse processo que ele acabou elaborando "uma maneira brasileira de se expressar em música, que imprimiria uma marca forte a outros processos culturais".

A conclusão não poderia ser mais clara nem mais pertinente: "Villa-Lobos criou uma possibilidade de música brasileira, em vez de ser criado por ela. Ele tornou-se folclore".

FOLHA EXPLICA VILLA-LOBOS
Autor: Fabio Zanon
Editora: Publifolha
Quanto: R$ 18,90 (120 págs.)
Avaliação: ótimo
Comentário de Gilberto Cruvinel em 23 novembro 2009 às 19:39
As três partes da série Villa-Lobos em três tempos levada ao ar na Globo News foram postadas aqui:
http://www.luisnassif.com/profiles/blogs/villalobos-em-tres-tempos

Helô,
Na última parte da série o músico Hamilton de Holanda fala do discurso do Villa em João Pessoa, que você postou aqui. Coloquei
um link lá para o seu comentário aqui. Você sabe tudo hein, Helô!
Muito bacana os videos que você garimpou.
Comentário de Rafael Reges em 20 novembro 2009 às 18:52
Programa de rádio realizada por Fábio Zanon em referência ao maestro:

Parte 1

Parte 2

de seu blog "Violão com Fábio Zanon"
Comentário de Kim Ribeiro em 30 outubro 2009 às 19:00
uma bela homenagem foi prestasda pelo Coral Câmara da Pro Arte (Rio) no sábado passado. O grupo regido por Carlos Alberto Figueiredo apresentou na igreja do Leme a Missa de São Sebastião e encerrou com o Magnificat em versão para coro e órgão (usando o instrumento - dos mais antigos do Rio - que foi recuperado recentemente)
Comentário de Marise em 1 agosto 2009 às 19:36
Comentário de Marise em 1 agosto 2009 às 19:30
Comentário de Marise em 1 agosto 2009 às 19:29
Comentário de Marise em 16 julho 2009 às 18:38
From Modinhas e Cancoes, Vol. 1. No. 3 in a cycle of 7 songs (Texts by: Various). Performed by Christopher Aaron Smith, tenor, and Terry Decima, piano, at the New England Conservatory, March 2009.
Comentário de Marise em 16 julho 2009 às 18:35
Abertura do Festival de Inverno de Campos do Jordão - 1988 Regência: Maestro Eleazar de Carvalho - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - Coral Acasp (Associação Coral Adventista de São Paulo...
Comentário de Marise em 16 julho 2009 às 18:33
Abertura do Festival de Inverno de Campos do Jordão - 1988 Regência: Maestro Eleazar de Carvalho - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - Coral Acasp (Associação Coral Adventista de São Paulo...
 

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