Villa-Lobos, cinquententário da morte

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Villa-Lobos, cinquententário da morte

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INTERPRETES DE VILLA LOBOS: 5 respostas 

Iniciado por Marcia. Última resposta de VILMAR BARBOSA SANTANA 26 Nov, 2010.

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Comentário de Marcia em 12 julho 2009 às 22:47






Villa-Lobos interpreta Villa-Lobos - O Polichinelo







Comentário de Marcia em 12 julho 2009 às 22:38

UMAS DAS GRANDES INTÉRPRETES DE VILLA: GUIOMAR NOVAES:
Guiomar Novaes nasceu em São João da Boa Vista (São Paulo) em 28 de fevereiro de 1894. Começou a tocar piano aos oito anos, já com total domínio da técnica. Em 1909, aos 15 anos, partiu para a Europa para tentar uma vaga no Conservatório de Música de Paris. Avaliada por um júri formado por célebres músicos, como Claude Debussy, Moszckowski, Widor e Lazare-Lévy, foi apontada como a candidata com os melhores dotes artísticos e obteve a vaga. No Conservatório, estudou com o húngaro Isidore Phillip e conquistou o primeiro prêmio ao concluir as provas finais, em 1911, com a execução da Balada, de Chopin. Enquanto residia em Paris, realizou concertos em Londres, Itália, Suíça e Alemanha. Com o advento da Primeira Guerra Mundial, mudou-se para os Estados Unidos, onde, a partir de 1915, ascendeu profissionalmente em uma trajetória rara. Desde o começo uma revelação, permaneceu 62 anos brilhando nos palcos. Foi especialmente genial ao interpretar Schumann e Chopin, além de ter sido grande divulgadora da obra de Heitor Villa-Lobos no exterior. Faleceu em São Paulo no dia 7 de março de 1979. Guiomar Novaes foi a maior pianista brasileira e uma das maiores celebridades nos meios musicais da Europa e dos Estados Unidos no início do século XX.




Guiomar Novaes: O Polichinelo , de Heitor Villa Lobos










FOTOS DE GUIOMAR:
Comentário de Marcia em 12 julho 2009 às 22:11

MAIS FOTOS REFERENTES A VILLA
LOBOS
Comentário de Marcia em 12 julho 2009 às 22:06

VILLA LOBOS E SUA SEGUNDA ESPOSA , DONA MINDINHA
Comentário de Marcia em 12 julho 2009 às 21:38
Villa Lobos Melodia Sentimental. Meninas Cantoras de Petrópolis. Solo: Mariana Gomes









A solista das Meninas Cantoras de Petrópolis, Mariana de Araujo Gomes, interpreta a Melodia Sentimental de Villa Lobos. O presente video é uma produção de Renata Duriez, realizada em setembro de 2008.
Comentário de Marcia em 12 julho 2009 às 21:34

"Sim sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que transporto instintivamente para tudo que escrevo". Este é Villa-Lobos, o maior compositor brasileiro de música erudita de todos os tempos.
Comentário de Marcia em 11 julho 2009 às 2:03

Comentário de Marcia em 11 julho 2009 às 1:57
BIDU SAYÃO, A GRANDE INTÉRPRETE DAS BACHIANAS:


cantora lírica de todos os tempos Dona de uma voz límpida e delicada, a soprano brasileira Bidu Sayão foi uma das mais respeitadas artistas do Metropolitan Opera de Nova York. Seu prestígio pode ser observado no próprio hall do teatro, que ostenta um imenso quadro em sua homenagem. Ao longo de sua carreira, conviveu e trabalhou com as maiores personalidades artísticas deste século, como o maestro Arturo Toscanini, um de seus grandes admiradores - ele a chamava de "la piccola brasiliana" -, Maria Callas, a pianista Guiomar Novaes e Carmem Miranda.
Além disso, foi a parceira favorita de Villa-Lobos, numa carreira que durou 38 anos. Nesse período, emprestou sua voz e imortalizou a Bachiana n.º 5, das Bachianas Brasileiras, as peças mais conhecidas e mais amadas do compositor. Esta, que foi considerada pelo maestro como a mais perfeita gravação da obra, foi escolhida para o prêmio Hall of Fame, dado pela National Academy of Recording Arts and Sciences. Clássico brasileiro mais conhecido no mundo, por dois anos seguidos foi o disco mais vendido nos Estados Unidos. Bidu Sayão iniciou seus estudos musicais no Rio de Janeiro e aos 18 anos fez sua estréia no Teatro Municipal da cidade. Iniciou sua carreira internacional na Romênia, e aperfeiçoou seu canto em Nice, na França, com Jean de Reszke, o mais famoso professor da época, adquirindo a técnica perfeita e a delicadeza que viriam a caracterizá-la. Em Roma, cidade que a viu nascer para o teatro lírico, foi surpreendida por um convite para que abrisse a temporada do Teatro Constanzi. Sua interpretação de Rosina em O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, foi feita de forma tão admirável que lhe rendeu a entrada definitiva no rol dos grandes intérpretes líricos da Europa. Em 1925, de volta ao Brasil, cantou novamente O Barbeiro de Sevilha antes de inaugurar outra temporada do Teatro Constanzi. Depois disso, atuou nos mais importantes teatros do Velho Mundo, como o Teatro Nacional São Carlos, em Portugal, Teatro Opera Comique de Paris e o Alla Scala de Milão, por exemplo. Excelente atriz, sua força interpretativa garantiu-lhe viver 22 heroínas diferentes, entre elas, Ceci (O Guarani, Carlos Gomes), Gilda (Rigoletto, Verdi), Mimi (La Bohéme, Puccini), Suzana (Bodas de Fígaro, Mozart) e Violeta (La Traviata, Verdi).

Em 1936, a soprano brasileira Bidu Sayão fez sua grande estréia para o público norte-americano, cantando La Demoiselle Élue, de Debussy, em apresentação regida pelo maestro Toscanini no Carnegie Hall, em Nova York. Em 1937, estreou no Metropolitan Opera House de Nova York (onde foi grande figura por mais de 15 anos), cantando o papel título da ópera Manon, de Jules Massenet. O volume de convites que recebeu para cantar, na época, fez com que interpretasse 12 papéis diferentes em 13 temporadas. Em fevereiro de 1938, cantou para o casal Roosevelt na Casa Branca. Na ocasião, o presidente chegou a oferecer-lhe a cidadania americana - rejeitada na hora por Bidu, que sempre cultivou o sonho de terminar a carreira e a vida como brasileira.

Encantados com Bidu Sayão, os americanos não a deixaram partir. Continuou a dar concertos através de todo o país, sempre colhendo triunfos, sendo, por isso, chamada pelos americanos de "The Charming Singer". Em agosto de 1955, obteve um de seus maiores sucessos cantando no Hollywood Bowl. Com a Calgary Symphony Orchestra, foi chamada de "Glamorous Soprano Star". Entre idas e vindas, o "Rouxinol Brasileiro" - apelido que ganhou do escritor Mário de Andrade - apresentou-se diversas vezes em palcos nacionais. Esteve no Rio de Janeiro em 1926, 1933, 1935 e 1936. Em São Paulo, apresentou-se nos anos de 1926, 1933, 1935, 1936, 1937, 1939, 1940 e 1946. Durante essas temporadas, cantou O Barbeiro de Sevilha, Rigoletto, Matrimônio Secreto, Um Caso Singular, Soror Madalena, O Guarani, Manon, Romeu e Julieta, I Puritani, La Traviata, La Bohéme e Lakmé.

Em 1957, Bidu Sayão decidiu encerrar sua carreira artística. Com a mesma La Demosele Élue com que entrou nos Estados Unidos, ela encerrou a carreira em 1958, ainda em perfeita forma e recebendo as maiores homenagens e melhores críticas dos jornais. Em 1959, mais de um ano após ter encerrado a carreira nos palcos e em público, fez uma gravação da Floresta Amazônica, de Villa-Lobos, atendendo ao pedido do compositor. Com ela, Bidu Sayão encerrou definitivamente a carreira, definindo este último trabalho com seu "canto do cisne".

Em 1995 veio ao Rio de Janeiro para ser homenageada pelo enredo da escola de samba Beija-Flor. Antes de ir embora, não escondeu sua vontade de retornar ao Brasil. Bidu Sayão morreu em 1999, aos 96 anos, no Estado do Maine, local onde viveu durante a maior parte do tempo, nos Estados Unidos. Seu maior desejo era visitar o Brasil pela última vez. Sonhava em ver a Baía de Guanabara antes de morrer e planejava isto para celebrar seu centenário. Após uma longa vida repleta de glórias e triunfos, a cantora não conseguiu realizar esse último desejo.
http://www2.uol.com.br/spimagem/personalidades/historicas/bidu_sayao/index.htm#foto
Comentário de Marcia em 11 julho 2009 às 1:41

FOTO DE DONA MINDINHA CARNAVAL DE 1966 -RIO DE JANEIRO
Comentário de Marcia em 11 julho 2009 às 1:39

Foto de autor desconhecido. Heitor Villa-Lobos. Rio de Janeiro, 1941
 

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