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Livro: Outra Guerra das Malvinas
Corpos identificados 36 anos após o conflito

Escrito pelo jovem jornalista Eduardo Gayer, “Outra Guerra das Malvinas”, não é apenas um relato sobre a identificação dos corpos 36 anos após os conflitos.
Eduardo foi a campo para executar um trabalho de formação de curso jornalístico da PUC de São Paulo e fez não apenas um trabalho burocrático, mas um grande relato sobre uma guerra inútil e assassina, provocada por uma ditadura sanguinária e corrupta, em moda na América Latina dos anos 60, 70 e 80.
Ditaduras sempre iniciadas e comandadas pelos norte-americanos, sob a alegação do perigo vermelho.
Foram 649 soldados argentinos mortos, quase todos sem treinamentos, que nunca sequer viram uma arma. Desses 123 sem nenhuma identificação, que são o tema central do livro.
O tema é oportuno para nós brasileiros, numa época em que a população culturalmente empobrecida opta por um ex-militar expulso do exercito e admirador inconteste de Trump e dos sionistas liderados pelo belicista Benjamin Netanyahu. Que admirava Chaves e hoje quer invadir a Venezuela, as custas de vidas de jovens brasileiros a pedido do ianque louco.
É importante rever a historia, se conscientizar que resoluções da ONU, só valem quando de interesse dos grandes, que a América Latina não se une por ordens da América do Norte e, na primeira oportunidade trai, como fez o Chile. Mais ainda, saber que as armas para a Argentina foram enviadas via Cuba, com anuência dos ditadores brasileiros, contrários a Cuba, que não podiam se manifestar publicamente por ordens dos norte-americanos.
Em 82, quando ocorreu a guerra, iniciávamos a luta pela redemocratização, o Brasil sob a ditadura se dividia. A direita se dividia e aguardava. A esquerda se dividia. Sabíamos que se os Argentinos fossem vitoriosos, nossos ditadores participariam dos lucros da guerra e se tornariam mais distantes as eleições, por outro lado éramos totalmente contrários ao imperialismo britânico. De certa maneira a logica nos levava para o lado Inglês, mas o coração balançava para os irmãos continentais.
O livro trás relatos importantes, depoimentos pessoais de pais e familiares, considerações de moradores e fotos das Malvinas.
Enfim, parabéns ao autor, seu trabalho de conclusão de curso é também o início de uma grande jornada. Que venha o próximo.

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Comentário de Antonio Sonsin em 7 novembro 2018 às 23:08

Livro: Outra Guerra das Malvinas

Corpos identificados 36 anos após o conflito

 

Escrito pelo jovem jornalista Eduardo Gayer, “Outra Guerra das Malvinas”, não é apenas um relato sobre a identificação dos corpos 36 anos após os conflitos.

Eduardo foi a campo para executar um trabalho de formação de curso jornalístico da PUC de São Paulo e fez não apenas um trabalho burocrático, mas um grande relato sobre uma guerra inútil e assassina, provocada por uma ditadura sanguinária e corrupta, em moda na América Latina dos anos 60, 70 e 80.

Ditaduras sempre iniciadas e comandadas pelos norte-americanos, sob a alegação  do perigo vermelho.

Foram 649 soldados argentinos mortos, quase todos sem treinamentos, que nunca sequer viram uma arma. Desses 123 sem nenhuma identificação, que são o tema central do livro.

O tema é oportuno para nós brasileiros, numa época em que a população culturalmente empobrecida opta por um ex-militar expulso do exercito e admirador inconteste de Trump e dos sionistas liderados pelo belicista Benjamin Netanyahu. Que admirava Chaves e hoje quer invadir a Venezuela, as custas de vidas de jovens brasileiros a pedido do ianque louco.

É importante rever a historia, se conscientizar que resoluções da ONU, só valem quando de interesse dos grandes, que a América Latina não se une por ordens da América do Norte e, na primeira oportunidade trai, como fez o Chile. Mais ainda, saber que as armas para a Argentina foram enviadas via Cuba, com anuência dos ditadores brasileiros, contrários a Cuba, que não podiam se manifestar publicamente por ordens dos norte-americanos.

Em 82, quando ocorreu a guerra, iniciávamos a luta pela redemocratização, o Brasil sob a ditadura se dividia. A direita se dividia e aguardava. A esquerda se dividia. Sabíamos que se os Argentinos fossem vitoriosos, nossos ditadores participariam dos lucros da guerra e se tornariam mais distantes as eleições, por outro lado éramos totalmente contrários ao imperialismo britânico. De certa maneira a logica nos levava para o lado Inglês, mas o coração balançava para os irmãos continentais.

O livro trás relatos importantes, depoimentos pessoais de pais e familiares, considerações de moradores e fotos das Malvinas.

Enfim, parabéns ao autor, seu trabalho de conclusão de curso é também o início de uma grande jornada. Que venha o próximo.

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