Se pudesse transformar o passado, certamente seria menos dura comigo. Ofereceria mais flores, distribuiria mais abraços, faria mais amigos e me permitiria mais. Esse é o começo comum de uma mensagem de fim de ano, mas, essa não é uma mensagem comum. É o depoimento explícito de alguém que se permitiu mais, amou muito, deu todos os abraços que desejou e que fez muitos amigos, conservando com carinho todos os que já faziam parte de seu mundo. Alguém que ousou sonhar e que lutou muito para que o destino não fosse uma fatalidade. Que disse o que pensava, que aprendeu a dizer, que cometeu erros, mas, que aprendeu a se perdoar. Alguém que se encontrou humana e que um dia... destituiu-se de todas as máscaras e quase deixou-se derrubar pelas circunstâncias. Alguém que nadou contra corrente e não sorriu por último, nem melhor...mas sorriu! Que distribuiu sementes em sólido e árido solo e soube esperar a chuvas para que germinassem.


Se pudesse... e posso... continuarei caminhando em direção ao desconhecido com a certeza de encontrar... bom...não faz diferença o que encontrarei. Trago a certeza interna de que a maturidade me oferecerá possibilidades e construirei o meu presente com toda a segurança que adquiri no passado. Sei que posso chorar, me decepcionar, ter desejos que nunca os realizarei e, em alguns momentos poderei até encontrar a solidão e o medo novamente, mas, nada será tão forte que me faça ver a vida sem utopias e esperanças.



Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2009

Código do texto: T1967217

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