Depois de quebrar as mãos do cartunista Ali Ferzat, o serviço de "inteligência" de Bashar al-Assad encarcerou a primeira psicanalista síria, a doutora Rafah Nached. Ela escreveu "Dizer o indizível" onde questiona o medo sírio da palavra psicanalítica que, segundo ela, "é racionalizar o subjetivo". Se o pensamento já é proibido em meio a uma ditadura, muito mais grave é ensinar a associá-los livremente e, ainda pior, ensinar a verbalizá-los em coerência com sentimentos. Some a isto o fato de Rafah Nached ser mulher num país onde a voz feminina não deve passar de um condenável sussurro.
Por esse "crime" a renomada doutora está presa há mais de um mês em um cubículo insalubre, sendo interrogada durante horas sem fim. E sabe-se lá dos outros terrores pelos quais está passando porque é sobrevivente de um câncer e cardiopata. Portanto, o tempo urge. Uma maneira de ajudar pode ser divulgando esse absurdo com intuito de gerar pressão pública por sua libertação. Outra maneira, é enviar um email para rafah.navarin@gmail.com declarando-se contra sua detenção e solicitando sua libertação imediata (com nome completo, nacionalidade e RG).
Bashar al-Assad, que além de ser presidente também é oftalmologista, parece não enxergar o tamanho das cagadas que faz. por Pryscila Vieira.

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Comentário de Gleuza Salomon em 16 outubro 2011 às 15:24

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