PÉROLA DO ENEM
Caros alunos, como deveriam saber, o Enem foi criado para avaliar o conhecimento de vocês e não a honestidade de cada um ou os bons exemplos que se poderiam levar pela vida estudantil afora. Seria, utopicamente, o registro de uma classe que vai se desenvolvendo à medida dos bons méritos para formar um Brasil melhor, saudável e aprazível culturalmente. Então houve um vazamento, não um crime, mas um vazamento como aquele do cano furado do banheiro de sua casa que, com um pouco de massa de durepox basta para se tapar, ao invés do serviço completo de um profissional competente para consertá-lo de uma vez por todas e sanar o problema.
Disse o ministro da educação que ninguém precisa se preocupar, tudo será investigado e resolvido, pois sim, voltem as suas casas e continuem a estudar. Nós de cá, estamos tomando todas as providências, ele disse, e os responsáveis arcarão com os prejuízos. Só isso? Tudo resolvido? Ora, e quem vai arcar com as expectativas e a ansiedade de vocês, alunos? E os custos da família, os deslocamentos, o tempo...? Ah, isso não importa agora, veremos depois, afinal, hoje estamos mais preocupados com a confirmação do Rio de Janeiro como sede de uma próxima olimpíada, cara! Ademais, os 30 milhões gastos com a impressão dos exames do Enem, é uma merreca inculta comparada à grandeza do evento que está por vir — 180 milhões de reais, oficialmente, somente com a apresentação do projeto ao comitê olímpico internacional, já foram torrados.
Então, baratos alunos, vão para casa assistir ao anúncio dos jogos, ao show olímpico, aos refestelados representantes brasileiros desfilando seus sorrisos de hiena, seus beijos lacrimejados, seus abraços de ursos por terras dinamarquesas, fingindo que somos o povo da paz, da riqueza e da sabedoria. “Sim, nós podemos”, parodiou o presidente do Brasil. Quando voltarem à realidade, quem sabe, se inteirarão dos fatos daqui. Outros concursos sempre apor uma marca às cartas ou “vazar” as provas, afinal, se este do Enem que não envolve disputa por salários astronômicos, apenas a aprovação do mérito, foi assim, imaginem vocês aqueles dos grandes salários, dos grandes juízes da razão, dos grandes apadrinhados da política, como não serão?
Serão mais uma vez postos em prova daqui a alguns dias ou meses, e o resultado não nos surpreenderá, porque sabemos que neste país até um concurso para se tomar injeção na testa deve ser fraudado. Por outro lado, sim, podemos não responder a esta questão perolizada: quando seremos, afinal, um país sério à prova de Enem?
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Mudar essa situação é uma guerra para a qual todos que sabemos organizar as idéas estamos convocados. É preciso bater nessa tecla em cada oportunidade que nos seja dada.
É autobiográfico e enfatiza minha vida de homem de esquerda que viveu os difíceis momentos das ditaduras do Brasil e do Chile e que terminou sua vida profissiional como técnico do IPEA em Brasília. Um abraço. Flavio Tavares de Lyra
HOJE - sábado/07.11 - tem um CHÁ Especial
E você é meu CONVIDADO DE HONRA.
A festa é regada com a filosofia de André Comte-Sponville.
Espero-o em mais este encontro filosófico.
www.chacomletras.com.br
Abraço,
Leila
Axé e até de repente. DL
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brincadeira, mas... não tanto, não tanto.
e da minha parte, viu, nada contra vc emitir sua opinião pessoal, mas, claro, tem duas mãos, né? a gente briga mas depois conserta ou concerta, depende da música!
mas, Achel, cá entre nós, você foi de uma infelicidade (digamos assim) muito grande. é como disse o hermeneuta na minha página: e vc precisava daquele palavreado todo só prá falar mal do Lula?
mas, acho sabe, achel, que tu és muito novo para pensar de modo assim... assim... tão... conservador. e, depois, é da arte, da verdadeira arte, ser revolucionária... é dela, sobretudo, a tarefa para se adiantar, estar à frente do seu tempo; e, daí, ser porta-voz de tão tolos preconceitos (do tipo daquele que vc expressou) é mesmo incompatível com a literatura. daquela literatura que mexe com as entranhas do homem e nos faz, a cada um de nós, mais iguais na nossa humanidade.
e a língua, fundamental para a constituição do Estado-nação, inclusive demarcando território e destruindo línguas e outras manifestações culturais para amalgamar povos, já teve seu tempo e já fez estrago suficiente.
amo a língua bem falada, mas amo sobretudo, homens que falam da suas coisas, dos seus sentimentos, das suas singularidades para, lá na frente, se unirem e darem lições de universalidade.
se cobrei de você a correção linguística foi,sobretudo, para provar que este diapasão não funciona em política, ainda que seja mandatório em certos tipos de literatura, tal como aquela que você dizia abraçar.
falei demais? errei muito? com certeza. mas, no fundamental, acho que é por aí... menos arrogância e mais braços abertos para o homem. para o homem de bem... homens comuns como eu, você, ele, ela.
Achel...
É uma alegria imensa ter em você um porta-voz do meu desejo e de espargir meu trabalho literário educacional que, finalmente, coloco à disposição do Brasil, dos brasileiros, especialmente, dos professores, daqueles que têm condições reais de atuar como repassadores deste conhecimento, no qual me especializei como professora e como escritora e poeta.
Você é mais do que bem-vindo. Você é alegremente festejado como companheiro de luta em prol da melhoria da educação do nosso sofrido povo brasileiro.
Abraço amigo,
Leila
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