Sinto-me particularmente feliz em poder interagir com os amigos do Portal Luis Nassif e aproveito a oportunidade para convidá-los a visitar meu site www.luzdosol.net .
Moro em Paty do Alferes, no interior do estado do Rio de Janeiro e é com muito orgulho e dupla satisfação que venho divulgar um pouco de nosso trabalho nessa região. Em primeiro lugar, porque consegui realizar um sonho muito antigo: o de poder homenagear, com um espaço a ela dedicado, àquela de quem muito me orgulho de ser filha, a Professora Nilcéa Silva Pinto de Souza, grande Mestra e Educadora. Em segundo lugar porque temos a honra de poder, no ESPAÇO DE VIVÊNCIAS SÓCIO-AMBIENTAIS PROFESSORA NILCÉA SILVA PINTO DE SOUZA, abrigar a filial da Soecal – Sociedade Ecológica Cavaleiros do Alto Santana. Para aqueles que ainda não a conhecem, a Soecal (www.soecal.org.br) é a primeira ONG da região, sediada em Vera Cruz, em Miguel Pereira (RJ), com mais de treze anos de existência e inúmeros projetos e ações muito bem sucedidos tais como o Projeto Prata da Casa, que estamos reeditando em Paty do Alferes e o Projeto Guardiões da Natureza, para citar alguns dentre tantos outros, sempre voltados para a proteção ambiental e a formação e capacitação profissional, com o objetivo de permitir ao homem rural o acesso à Renda Alternativa Sustentável, desse modo contribuindo para sua fixação no campo. O Presidente da Soecal é o Professor Cláudio Pessoa Goulart, ambientalista, mestre e pedagogo e, acima de tudo, um grande idealista, que há tantos anos vem lutando obstinadamente, apesar das inúmeras e grandes dificuldades enfrentadas, pela preservação ambiental.
O desenvolvimento do primeiro módulo do PROJETO PRATA DA CASA em Paty do Alferes foi iniciado no dia 18 do corrente, terá duração de três meses e abrangerá conteúdos de Culinária Regional Rural, Noções de Ecologia através da Educação Ambiental e Noções de Etiqueta. Nas aulas de Culinária nossas alunas aprenderão não só as receitas básicas da culinária brasileira como ainda receitas mais elaboradas da cozinha regional e, resgatando a memória de nossa região, fomos buscar receitas culinárias das fazendas do século XIX, da época áurea do Ciclo do Café.
O fato de havermos preenchido em apenas uma semana as vinte vagas oferecidas para o Curso sinaliza que estamos no caminho certo.
Gostaria ainda de traçar, em poucas palavras, o perfil da homenageada.
A Professora Nilcéa Silva Pinto de Souza exerceu o Magistério como um Sacerdócio. Estudava muito, lia muito, mas sempre voltada para seu principal objetivo: o de ensinar, educando, sempre extremamente preocupada com as dificuldades dos alunos em geral e de cada aluno individualmente. Formada pelo Instituto de Educação do Rio de Janeiro, ingressou na antiga Universidade do Brasil, hoje UFRJ, cursando Ciências Sociais, apaixonada por História que era. Não havia um bom livro que não atraísse sua atenção. Como educadora e dedicadíssima a seus alunos, não deixava de lançar um olhar especial para aqueles menos dotados ou fisicamente deficientes. Culta, profissional preparada para lidar com as diferenças individuais, era especialmente preocupada, sobretudo, com aqueles de baixo poder aquisitivo. Enquanto professora, a quantos alunos ela ajudou e que não teriam condições para continuar seus estudos e, graças a seu grande interesse por cada um deles, conseguiram se formar, adquirir bom nível cultural, vencer concursos e poder desfrutar de uma vida confortável e digna. Ilustrando o que acabo de dizer, há aproximadamente um mês atrás recebi em casa a visita de um casal amigo. Ela, ex-aluna de Mamãe. Fiquei felicíssima com a visita e fortemente emocionada quando ela me lembrou, com os olhos marejados de lágrimas, do dia em que, ao terminar o curso primário, foi conduzida pelas mãos de minha mãe ao Professor Mario Alves diretor, na época, do Colégio Rio de Janeiro, em Ipanema (naquele tempo morávamos no Leblon). E foi assim que a Professora Nilcéa falou: Professor Mario, esta aluna PRECISA receber bolsa integral de estudos e PRECISA estudar aqui. E assim foi. Lá essa aluna cursou o ginasial e o científico, como eram denominados os cursos na época, formou-se, foi aprovada em concurso público, alcançou cargo de chefia e conseguiu destacar-se profissionalmente e mudar de vida, bem como a de sua mãe, uma humilde trabalhadora. Era assim a Professora Nilcéa, e foi desse modo que ela ajudou inúmeros alunos que passaram por suas turmas. Com toda uma carreira dedicada ao Magistério e acentuada capacidade de liderança, foi vice-diretora por duas vezes e, mais tarde, diretora de escola da rede pública estadual por concurso, sendo a Escola Henrique Dodsworth por ela dirigida, no Jardim de Alá (Ipanema), uma das escolas-modelo da época, onde era freqüentemente desenvolvido um trabalho de aperfeiçoamento de professores. Foi ainda Assessora de Pesquisa do Inep, do Ministério de Educação e Cultura, aonde coordenou e desenvolveu projeto de pesquisa educacional focando as dificuldades dos alunos de primeira série.
Foi essa a forma que encontrei para prestar minha modesta, porém mais do que justa homenagem àquela grande mulher e educadora, com uma vida consagrada à Educação, que ela soube tão bem conduzir e administrar, jamais faltando a seus compromissos como mãe e esposa exemplar, além de competente profissional.
É à Professora Nilcéa que rendo, hoje e sempre, a minha mais pura e sincera homenagem, com toda a gratidão.
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E dos tomates, caramba como são lindos!
querendo me conhecer melhor, entre na kenard kaverna, mas, sem bater, que da polícia já apanhei demais.
www.krudu.blogspot.com.br
boa semana
Jujah
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