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Adicionado por Antonio Barbosa Filho
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Postado em 16 junho 2009 às 5:36 ‚Äî 24 Comentários
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Daqui do Planalto Central temos uma visão ao mesmo tempo maior e menor do país. Maior, porque mal ou bem, e muitas vezes aos trancos e barrancos, temos que dar respostas a um conjunto enorme de demandas e de necessidades sociais. Menor, porque essa visão macro acaba obscurecendo matizes que podem ser essenciais para o desenvolvimento e para o sucesso das políticas. Por isso, me desculpe se pecar por omissão de elementos que você considera fundamentais para a construção desse Brasil mais justo, mais igualitário e soberano.
O que tenho muito claro é que assumimos o (co)mando - ou seja, até mesmo etimologicamente, trata-se de algo compartilhado - mas não detemos o poder. Esta clareza advém do meu cotidiano, de formiguinha na máquina pública federal, lutando por fazer avançar (nos limites de minha atuação) políticas que "nunca antes na história deste país" foram sequer ensaiadas.
De fora, pode parecer simples atuar numa máquina apropriada pela elite mas garanto a você que não é. Da legislação a corações e mentes de técnicos e burocratas, o Estado sempre esteve a serviço de poucos. Há uma tarefa exaustiva de convencimento - dirigida tanto a servidores de cada ministério, autarquia ou fundação como aos dos órgãos de planejamento e controle (TCU, CGU) - para que políticas sociais, tanto as universais como as focadas, possam se desenvolver. O incômodo que mais se manifesta (em observações jocosas durante as negociações para "encaixar" as políticas nas "normas") é relativo às ações para atender às necessidades da grande diversidade de minorias (que, na verdade, são maiorias pelo contingente de pessoas que congregam). Refiro-me a quilombolas, indígenas, jovens marginalizados da escola, presidiários, estudantes pobres e negros, agricultores familiares (e aqui lembro que a concentração fundiária se mantém praticamente inalterada nos sete anos do nosso governo). Outra parte de nossa energia é consumida em respostas a órgãos de controle que frequentemente questionam não apenas procedimentos mas até mesmo estratégias e objetivos das ações. Isso é parte do jogo - e, como aceitamos jogá-lo, não dá pra reclamar. Falo disso porque temos, sim, gente filiada ao "partido do contracheque" (hollerith é paulista demais!) - mas é uma minoria. Ela nos enoja, mas é minoria. O "lulismo" não advém do necessariamente do puxassaquismo, mas de outro lugar: dessa admiração que expressei em minha mensagem anterior, pela capacidade que o presidente tem de antecipar jogadas, se fingir de morto (e nos deixar profundamente irritados) pra depois glosar. Nem sempre, é claro - especialmente quando se trata da alta finança e dos especuladores. Mas em grande parte das vezes.
O (co)mando de um país complexo e desigual como o nosso não é tarefa simples. Além disso, não houve ruptura institucional na eleição de Lula; convivemos com as instituições que a história política de nosso país conseguiu construir, na perversa combinação de grandes períodos ditatoriais e governos representativos - e apenas a partir de 50/60, podemos falar de uma representação mais ampla. Se não houve ruptura na eleição, como fazê-la durante o mandato? Uso uma expressão que "afanei" do Miguel Wisnik: estamos tentado criar "pérolas aos poucos". Pode chamar de reformismo - porque é isso mesmo que é. Não é o que sonhei, mas é o que todos (eu, você, o PT) conseguimos realizar. É pouco? É. É aos poucos demais? Também acho. Mas não vejo (daqui do Planalto Central) linhas de força que coloquem outra perspectiva. Posso estar míope, ou profundamente enganada. Mas é o que vejo.
Ah, vou votar na Dilma - ou até no Judas, se ele significar continuidade desse processo que já tirou tanta gente da miséria absoluta e da descrença completa.
Um grande abraço, companheiro.
Parabéns pelo "casebre" virtual (quanta modéstia!). Adorei a performance textual e o estilo refinado.
E como verá, eu gosto de escrever sobre política. Aquilo que deixei lá não é um comentário, mas uma crônica... rsrs E olha que nem me passou pela cabeça competir com você... Juro!!!
Agora, fico aguardando a sua retribuição de comentário, ok? Uma mão tem de lavar a outra... É a lei dos blogueiros...rsrs
Adorei e voltarei sempre.
Abração...
Que delícia! Você me fez dar boas risadas com a sua pergunta: "quando é que você vai deixar de ser tão linda?". O problema é que, apesar de esta foto ser recente (jul/2008), eu não tenho como deixar de ser "tão linda", porque jamais fui linda... rsrs It is the question. A carinha é bonitinha, mas não pense que o conjunto da obra é lá essas coisas... rsrs Mas de vez em quando, poso para fotos (adoro fazer isto!) e algumas ficam boas - vai lá no www.myspace.com/britoleila e você vai pensar até que sou uma deusa... O que uma produção de palco faz com a gente... Loucura!rsrs. Quando produzida para palco (pois também canto), até que fico muito charmosa...
Mas... Gosto não se discute. E se você me acha linda, o sou. E vou te confessar um segredo: como Narciso baixa em mim de vez em sempre, até que fiquei feliz com seu elogio. Juro!
Quanto aos amigos maravilhosos, como você, sempre os terei, pois creio que esta conquista é fruto de uma postura receptiva e amorosa. Sou uma poeta e, como tal, pessoa sensível, e para somar sou comunicativa e doadora. É algo espontâneo em mim. E ainda, para azar das pessoas que se aproximam de mim inocentemente, sou uma sedutora infalível, super envolvente com as palavras. Percebe?... rsrs
Pode deixar que eu demoro, mas agrado a todos os amigos: vou sim, visitar seu blog. E depois disso, vou tomar um chá com você para comentar seus escritos. Enquanto me espera (prometo que não vou demorar), que tal beber um chá comigo? Entra que a casa é sua: www.chacomletras.com.br, e deixa lá seu comentário para enriquecer ainda mais o que já tem sido enriquecido pelos meus talentosos leitores.
Quero-o entre eles, e isto é UMA ORDEM (ah! costumo ser um bocadinho possessiva, quando se trata de philia; quando se trata de querer por querer de todo jeito a amizade de alguém.
Até daqui a pouco...
Leila
Como diria o Francisco [não o meu santo de devoção, tenho dois, o Antônio é o outro]* o Buarque, 'Quando você me quiser rever, Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim...' me olhar nos olhos. Também será seu espaço de expressão... Agora que já deu um sinal de conhecer e gostar, adicione aos seus favoritos e não me perca de vista...
Tenho uma relação afetiva com as origens caipiras, davero, e os bons desdobramentos que o seu universo me traz: A infância farta da literatura de Monteiro Lobato e os meus primeiros suspiros de amor de um coração adolencendo, que pulsava na Bahia e ressonava em Taubaté.
Sou um pouco como você também, ou como costumo dizer, tenho o umbigo enterrado em Vitória da Conquista, terra dos célebres Glauber Rocha e Elomar Fiqueira, e de uma VALÉRIa incomum, que traz nos nome e sobrenome o verbo VALER, duplamente, de VALOR. Uma brasileira do mundo... Uma mundana, nômade, cigana de vários cantos, contos, paixões e sonhos... Conjungando eternamente o verbo VIAJAR.
Parabéns pelas fotos, lindíssimas.
"As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens, nem aventuras, nem novas descobertas."
Voltaire
Um abraço, querido Antônio,
Estamos Juntos.
VALÉRia
VALÉRio
* O que é mais hilário é que eu tenho dois santos de devoção e nenhuma religião...
Sempre lembrando de olhar:
http://meuolharantropofagico.blogspot.com
Estou iniciando a minha ambiência no Portal LN me sentindo bastante aconchegada: Na casinha de um caipira...pira...pora, numa patria grande, envolta na vibraçao colórica e emocional dessa latinidade que tanto me orgulha e ainda mais por um Antônio, que para mim é sempre muito especial.
Já estamos juntos...
Grata pelo convite, e retribuo convidando voce que, como eu, gosta de viajar a fazer um breve tour:
Across the purple universe, my wold...
http://meuolharantropofagico.blogspot.com
Se gostar, de um sinal...
Um abraço de
Valéria Valério
Às vezes, como você - e como Paulo Henrique Amorim, que radicaliza - penso que Lula não teve peito em relação à imprensa. Às vezes, entretanto, penso que ele é bem mais inteligente do que imaginamos. É fato que precisou fazer alianças e assumir compromissos com os "judas brasileiros" - no caso, em especial os poderosos do Cosme Velho (vide post "Da série ficção", de 26.10.2009, http://maureliomello.blogspot.com/). No entanto, diante das realizações de seu governo (para o qual humildemente
contribuo) e de seus inderrubáveis índices de aprovação, ele vem mudando o tom. Interessante a análise publicada hoje pelo deputado Brizola Neto, do PDT-RJ (http://tijolaco.com/). Lula tem um timing político invejável - desde os tempos de sindicalismo no ABC, que pude acompanhar mais ou menos de perto. Desde então ele desagrada aos que desejam ir mais fundo, mais rápido, encurtar caminhos como eu - e, imagino, como você. Tenho aprendido a ver em Lula uma capacidade de compreender como poucos a chamada "correlação de forças", de saber esticar a corda e depois soltar, num rodeio em que não somos donos do picadeiro, nem da montaria, há anos concentrados nas mãos de uma elite que soube muito bem se apropriar do Estado. Cabe a nós, portanto, fazer força do lado de cá - usando os instrumentos democráticos para, por meio de pressão e de informação, como por exemplo sobre a Lei de Medios, ajudá-lo nessa empreitada. Muitas vezes, derrubando laranjais é que de desnuda de quem é a propriedade da terra - e a imprensa golpista já não conta com o monopólio da informação, ainda que preserve sua força de disseminação. Mas creio que não mais (pelo menos tanto) de convencimento.
Um abraço.
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