O silêncio da batuta do maestro
O SILÊNCIO DA BATUTA DO MAESTRO
Já completou um ano da morte de Artur da Távola. Calou-se para sempre sua voz tão cheia de sensibilidade que, em seus escritos ou apresentações televisivas, nos tocava, ensinava e encantava. Aquela que traduzia o clássico em linguagem popular.
No seu último programa “Quem tem medo de música clássica?”, olhei triste seu rosto abatido e, temerosa de que a morte se avizinhasse, fui tomada de emoção, pois não conseguia imaginar o momento de não tê-lo mais entre nós. Era uma premonição ou constatação, não sei...
E, no dia nove de Maio, seu espírito deixou seu corpo, enquanto dormia.
Costumo dizer que poucas pessoas merecem morrer dormindo. E, com certeza, ele era uma destas. Exemplo de ser humano, de cidadão, de político correto, em um tempo em que os indivíduos de caráter parecem ser uma rara exceção.
Sempre haverei de lembrar-me dele ao ouvir os clássicos. As palavras ária, sonata, piano, pianíssimo, allegro, cantante, e outras tantas do ramo haverão de remeter-me às suas belas lições, às suas análises criteriosas das músicas, que tanto mexiam com a sua e a nossa emoção.
Eu o admirava muito como jornalista, cronista, político e, ultimamente, como apresentador e analista musical. Aprendi muito com ele e as palavras com que terminava sempre o seu programa estarão caladas dentro de mim: “Música é vida interior e quem tem vida interior jamais padece ou padecerá de solidão.”
Recebendo pela televisão a notícia de sua partida, repeti o que costumo dizer quando morre alguém extraordinário: “Existem homens que jamais deveriam morrer.” Mas, pensando bem, qual o grande homem que morre, realmente? Todos eles deixam rastros de luz em nossos caminhos e, assim, vivem para sempre.
Acho que meu comentário usual deveria mudar para a constatação de que certos homens não morrem nunca. O certo, provavelmente, é dizer como o nosso grande autor do sertão, Guimarães Rosa: não morrem, “ficam encantados”. Assim, posso dizer que Artur da Távola “ficou encantado”. Em outras paragens, ele estará, decerto, despertando a sensibilidade daqueles que partiram sem alcançar a plenitude de sua humanidade.
Ah, meu prezado maestro, sentirei muito sua falta, mas pode ter certeza que, também, por ter lido seus livros, seus artigos, ouvido seus belíssimos comentários sobre Beethoven, Mozart e outros tantos, tornei-me uma pessoa melhor e cresci muito como ser humano. Você, em sua simplicidade, provavelmente, nem sabia que iluminava a vida de tantos.
Também porque o conheci e, junto com você, continuando as lições que recebi de meu saudoso pai, aprendi, mais e mais, a amar a música, sei que, desta forma, jamais haverei de padecer de solidão.
Enquanto existirem a música, as auroras e crepúsculos, os amores e desamores, encontros e desencontros e meu coração continuar batendo, com a emoção tomando conta de meu ser, serei muito rica de vida interior. Poderei, inclusive, ouvir as músicas das esferas celestiais e, até nos meus silêncios, estarei ouvindo os sons da Divindade.
Sabe, grande maestro, repetindo palavras suas, citando não me lembro quem, devo dizer-lhe: “A dor da gente não sai no jornal”. E a minha dor pelo silêncio de sua batuta não pode ser traduzida em pobres palavras de jornal. Mas ficam aqui registradas.
E, como diz o Pe. Fábio de Melo, brincando com o poema de Drummond: “A festa acabou, a luz apagou e, agora, é você e Deus”. E Deus, certamente, gostará de ter em seu regaço um grande homem, um filho muito amado, que soube perseguir a Sua Luz e dignificar a arte e a política.
Maria Luiza Silveira Teles
Blog de Maria Luiza Silveira Teles

ANO NOVO
A página está em branco
E nela vou escrever
Só amor e felicidade
Para o passado esquecer...
E quando a saudade
Quiser me machucar
Vou tudo recomeçar.
Nada de tristeza,
Nostalgia e depressão.
Só quero a beleza
Pra guardar no coração.
Quero olhar a bondade
No peito escondida,
Disfarçada em f…
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Postado em 27 dezembro 2009 às 23:54 ‚Äî
Na morte do corpo
e das ilusões,
o mesmo rosto,
o mesmo ardor,
o mesmo espanto...
Caminhos e caminhos
e eles sempre a caminhar
arfantes e soluçantes
no incerto adiante,
e no suposto de achar
as marcas definidas
do Sonho-Liberdade.
Amor sem nome
e sem destino,
feridas ressecadas
e o fogo do delírio;
gemidos no ser que se abrasa
e na fantástica imagem
vão errantes
aos céus da fantasia
em asas sublimes e galopantes.
Navegam por entre estrelas
e recriam o amanhecer
e transmutam-se em ais,
afetos,
do…
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Postado em 26 dezembro 2009 às 18:28 ‚Äî

Senhor, Ensinai-nos a abrir os braços para vos receber e a todos os irmãos!
Não permitais que nos percamos nos labirintos das ilusões e que os problemas da vida nos abatam!
Acolhei-nos em nosso cansaço, fortalecei-nos, reavivai nossa fé, nossa confiança, esperança e bom ânimo.
Defendei-nos, ó Pai, contra os…
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Postado em 20 dezembro 2009 às 19:47 ‚Äî
Ando pelo vale da morte
E tenho medo, sim!...
Ando pelas sombras da noite
E tenho pavor em meu coração.
Falta-me o pão
E meu estômago dói.
Falta-me amor
E me sinto só.
Falo sozinha
Porque outros não me ouvem.
Choro baixinho
Porque em min’alma há abismos.
As lágrimas me molham o rosto
Porque, no desalento,
Nem eu consigo enxugá-las.
Tenho sede de justiça
E vejo tantos morrendo
Sem assistência...
Irmãos sem moradia,
Outros nascendo sem chance de viver...
E, no entanto, as colunas sociais
Falam dos…
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Postado em 30 novembro 2009 às 18:25 ‚Äî
AINDA SE MORRE DE AMOR...
Ela era apenas uma menina quando ele a conheceu, uma menina que desabrochava para a vida de mulher. Bastou um único olhar para apaixonar-se. Este amor iria durar toda uma vida, mas um amor calado, sem esperanças, sufocado no peito.
Em seu coração, ele a chamava de “princesa”. E como poderia uma princesa olhar para um simples empregado de seus pais?
Ela era doce, gentil, educada. Parecia-lhe uma flor. Tratava-o sempre muito bem, como a qualquer um... Nem de longe poder…
Continuar
Postado em 18 novembro 2009 às 0:21 ‚Äî
Caixa de Recados (8 comentários)
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MARIA LUÍZA,
FELIZ NATAL QUERIDA AMIGA!!
BEIJOS POÉTICOS DE NINA,
P.S. Obrigado pelos elogios, muito mais devidos à sua generosidade e gentileza do que a inexistentes méritos meus.
cada música hein
Fico feliz que tenha gostado do vídeo que postei. Atualmente faço um trabalho que provavelmente se transforme em um show; "O homem do terno preto - A vida e obra de Pedro Caetano"
Este trabalho faço em conjunto com a filha do saudoso, através de um trabalho de insistência meu para que a gente pusesse esse trabalho pra rodar !!
Uma das grandes canções do repertório do saudoso Pedro Caetano é esta ´Nova Ilusão´ que foi muito bem interpretada na voz do seu conterrâneo Lucio Alves, que inclusive volta e meia sempre gravava algo de Pedro Caetano.
Vou lhe manter a par do projeto e do andamento dos show
Grande beijo !!
Vamos festejar o melhor da arte humana, que sentimos e fazemos.
Um beijo fraternal a você!
Cheguei ao Brasil, ou melhor, em minha casa, há uma hora, depois de três meses na Europa, e sua comentário me soa como boas-vindas, fico muito feliz.
O "La Pátria Grande" está aberto para suas contribuições, que eu sei que valorizarão muito nosso grupo, formado por gente muito especial.
Parabéns (voltarei outras vezes para explorar tanta coisa linda, agora estou cansado do vôo e das emoções...).
Um beijo, amiga!
Basta clicar em "grupos", no topo desta página, e aí na foto correspondente ao "La Pátria Grande".
Seja bem-vinda!
Convido-a a participar do grupo "la Pátria Grande", nesta comunidade. Um abraço.