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Maria da Conceição Paranhos
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Professor de Ensino Suiperior

A CARAVANA PASSA

A CARAVANA PASSA
“O segredo do demagogo é se fazer passar por tão estúpido quanto sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele”. (Karl Kraus, 1874 - 1936).
Às vésperas das eleições no Brasil políticos arrebatados pelo poder vão assumindo um aparente controle da situação - erros vão sendo cometidos, interesses privados e coletivos vão sendo postergados mais uma vez, desrespeitados desde o início e, de repente, o caldo pode transbordar, o molho pode travar.
A história mostra - os regimes infligidos pelos assim ditos de direita, de esquerda ou de centro não se mantiveram ao tentar estabelecer-se na economia pela política (com exceções de conhecimento comum aos pensadores da História). O social, evocado como razão de ser do governo, é relegado à excrescência por ações impensadas ou mal pensadas – na medida em que tudo se volta para a mais valia, sem uma ideologia que sustente o edifício econômico. A política, então, torna-se farsa. Fracasso por falta de ações amparadas em princípios éticos. Para quem crê, é ter fé no poder de Deus. Para quem não crê, dilema asfixiante, melancolia – este mal que invade a mente inelutavelmente numa cidade como a que nasci (Salvador) e o meu, nosso país.
Quê fazer? A farsa das experiências de governo implantadas para submeter corpos e consciências, já não desfruta de legalização na esteira de distribuição, ora clandestina como qualquer tráfico. Existe, sim, sórdida e sempre na margem. Invade becos, ruelas, ruas, praças, avenidas, lares. Aqui e ali supuram tumores dessa matéria infectada na memória histórica. A “Comédia de Erros” (William Shakespeare, 1594?) termina com a ideia de libertação conduzida pelo amor e pela conquista humana, com a vida ela mesma, e a sua história. E em que acabará a “tragédia de erros” brasileira? Para onde se encaminha a sua história? O que virá em seguida para os brasileiros, para o Brasil?
Qualquer pressa em falar peca por imprudência, e, até, ignorância. Não há como prognosticar. Se a necessidade histórica mobiliza-se no agora, em nada ocorrendo ou ocorrendo mal, ficamos à deriva num mar de dejetos sócio-politico-econômicos. Todavia, o imponderável é a matéria mesma dos sonhos. Felizmente, esta é uma área resguardada por natureza, embora ecologicamente ameaçada. Vamos orar se assim pudermos, para que uma utopia de futuro prossiga como reserva para a dor e a perplexidade humana na história. Utopia? O telos é ação e é agora para que se a construa.
Podemos, sim, dizer que ao indivíduo cabe lutar conscientemente para manter o equilíbrio como forma de preservar a vida e a paz na Terra, enquanto vai abrindo caminho para as próximas gerações. Para não deixar a chama se apagar, fazer – fabricando fit faber, é fazendo que se faz. A força do trabalho é a única que pode abalar os alicerces de poderes eticamente ilícitos e liberar os atravanques históricos. Pequenos atos na área das vidas privada e cotidiana possuem um poder insuspeitado.
Afortunado quem crê num poder supremo, infinitamente maior que qualquer ensaio de força e dominação das nossas "lideranças" planetárias. Esse indivíduo entenderá espontaneamente que tudo isso que está aí são golfadas de ignorância, ambição, vaidade e prepotência.
Os cães podem ladrar como quiserem. A caravana passa.

Maria da Conceição Paranhos, poeta, ensaísta e professora.

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."A Inquietante Transilvânia". Poema inédito do livro COITA DE AMOR (2002 - )

1. A Inquietante Transilvânia

Há caminhos de perder

caminhos a se perderem.

Ser no inquietante ser

o meio.

Há paisagens por se abrirem

paisagens por descobrirem

no gesto fugaz, temível,

o nexo.

Há felinos na retina

e asma esgarçando o peito.

Agoniza em torvo ar

um vulto.

Há dançarinos e tamngos

vampiros sorvendo o sumo

de uma artéria…

Continuar

Postado em 8 outubro 2010 às 20:15 — 2 Comentários

Poetas e Poesia

1. A INQUIETANTE TRANSILVÂNIA



Há caminhos de perder,

caminhos a se perderem.

Ser, no inquietante ser,

o meio.



Há paisagens por se abrirem,

paisagens por descobrirem

do gesto fugaz, temível,

o nexo.



Há felinos na retina,

e asma esgarçando o peito,

agoniza em turvo ar,

um vulto.



Há dançarinos e tangos,

vampiros sorvendo o sumo

de uma artéria adormecida,

sem pulso.



Há fileiras de… Continuar

Postado em 8 outubro 2010 às 20:03

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Às 23:39 em 30 agosto 2010, romério rômulo disse...
maria:
vejo você e a janaína, de quem recebi o belíssimo jacinta passos, coração
militante.
um beijo.
romério
 
 
 

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