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Ricardo Peres
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Nova Lógica Social

Started 7 horas atrás

Faxineiros são mais valiosos para a sociedade do que banqueiros, diz estudo
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Iniciou esta discussão. Última resposta de Raí Araujo 11 horas atrás .

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dezembro 15
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Amigos - essa política é tudo de bom!
dezembro 13
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dezembro 9
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Seguem em anexo convite para o Evento sobre o Vale Cultura que estou organizando com meus camaradas Jamil Murad e Netinho de Paula. Será realizado na Câmara Municipal de São Paulo, dia 15 de dezembro das 19 às 22 horas. Seria muito bom recebê-los l…
dezembro 7

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Músico

A Rede, a Transparência e a Democracia

Tenho recebido variadas indagações manifestando dúvidas quanto à efetividade de se organizar no contexto horizontalizado, auto-regulável que caracteriza as comunicações realizadas em rede.

Acredito que a novidade da rede é ainda muito recente e seus atributos funcionais pouco conhecidos e praticados, o que tem gerado certa confusão. Minha leitura é que muito provavelmente as dúvidas têm mais a ver com uma expectativa equivocada com relação ao comportamento de um meio auto-regulável do que propriamente com a dinâmica, interface e ferramentas da rede em si.

Partindo de uma interrogação básica, ofereço aqui algumas reflexões que talvez possam ajudar a consolidar uma ótica mais apropriada: O que a rede tem a oferecer à democracia e por quê?

Contexto Geral
Tecnicamente, com um e-mail gratuito qualquer pessoa pode estabelecer contato direto e imediato com qualquer outra na Internet, hoje com 1 bilhão e meio de pessoas conectadas e distribuídas em todos os continentes da Terra. É dentro dessa gigantesca rede virtual que temos a Google, os blogs, os sites, as redes sociais – orkut, facebook, voluntários, congresso verde, protogenes contra a corrupção, etc. – os portais de mídia, serviços de toda espécie, nota fiscal eletrônica, bancos & boletos, governos & tributos, Youtube, Wikipedia, ensino a distância e por aí afora, tudo acontecendo na onda de expansão irredutível da Internet, cuja ubiqüidade já é antecipada pela grande maioria dos estudiosos de mídia eletrônica.

Em 2002, a Wikipedia tinha quatro contribuidores e 149 artigos em português. Seis anos mais tarde, em maio de 2008, a enciclopédia tinha 13 mil e 655 contribuidores, 380 mil artigos, além de 6.7 milhões de links estabelecidos na rede, dos quais cerca de 405 mil são redirecionados todo mês. Isso só em português! Fico imaginando o que Diderot, o primeiro enciclopedista, diria disso tudo... .

Existem também outras formas poderosas de compartilhar conhecimento e dar suporte à mobilização de pessoas, as quais assistem centenas de milhões de vídeos por dia no Youtube e enviam centenas de milhares de vídeos diariamente pelo planeta.

Falando mais pontualmente, 85% dos usuários de Internet integram redes sociais hoje no Brasil. Ou seja, dos 43 milhões de brasileiros que já formam o universo de pessoas com acesso à banda larga, 36 milhões de cidadãos maiores de 16 anos já estão compartilhando, produzindo e se organizando em redes sociais.

A primeira conclusão que se pode tirar disso tudo é a seguinte: Sendo que a fonte de alimentação de uma rede tem origem em muitas outras redes que formam, juntas, essa enorme rede auto-regulável com dimensões planetárias que batizamos Internet, pode-se dizer com segurança que a rede abrevia, multiplica e randomiza os ciclos dos processos de comunicação, tornando-os mais curtos, imprevisíveis, diversos e inumeráveis. Essa entropia, por sua vez, produz uma galáxia de novos componentes e módulos de informação de natureza diversa (information clusters).

Esse novo contexto representa um meio dinâmico que se presta à apropriação da criatividade e à produção de conhecimento. As possibilidades para a criação e invenção são diretamente proporcionais às correlações oferecidas por essa multidão de novos componentes disponibilizados em suas múltiplas formas. Coloque-se isso em função da velocidade de processamento computacional e estamos diante de um longo período criativo a ser apropriado pelo coletivo humano.

A segunda conclusão é que a dinâmica fluida dos ciclos e a subseqüente geração de módulos de informação sinalizam a obsolescência da produção de conhecimento útil que não seja simultânea à aplicação desse mesmo conhecimento. Os ciclos dos processos de comunicação anulam o conhecimento a não ser que ele seja ativa e permanentemente alimentado, produzido e aplicado, numa cadeia onde o saber deixa de ser um produto para se tornar um constante processo de aplicação (a vingança de Sócrates?). Isso parece ocorrer em função de dois atributos essenciais da Internet:

a) A ubiqüidade no tempo (always-on);
b) A não-linearidade do espaço virtual (cyberspace).

Inventividade Política
A rede trouxe o saber e o fazer para o mesmo endereço e isso tem uma profunda conotação político-social porque implode a noção de representatividade e anuncia a entrada inexorável de milhões de pessoas novas, diretamente ligadas aos processos decisórios em todos os setores da sociedade. Para que eu preciso de representante se eu mesmo posso fazer o que preciso?

A biblioteca, o canal de TV, a enciclopédia, o despachante, a assistente, o clube, o namoro, a discoteca e o trabalho já foram para a rede. Não é por acaso que o Partido da Internet está sendo anunciado para as eleições gerais da Espanha em 2012 com o slogan, O futuro se constrói em rede.

No Brasil, a curva de adoção da Internet é de 30% ao ano, o que significa que já no segundo trimestre de 2010 podemos esperar um total de 70 milhões de cidadãos interconectados, determinando tendências e se organizando politicamente em rede. É, portanto, bastante provável que o caso da sociedade brasileira seja feito a partir dos produtores de tendências que alimentam a rede.

Cidadãos Produtores de Causas
Um mundo mais conectado é um mundo mais rápido, mais ágil e mais potente socialmente porque ele é um mundo produtor de causas compartilhadas. Isso é uma vantagem enorme para todos os interessados numa política social sustentável, a qual se qualifica pela capacidade de causar o compartilhamento do saber como poder, assim diluindo as tensões sociais através do processo de empoderamento.

Historicamente, a distância entre as classes sociais representa a distância de acesso – aos recursos e ferramentas de conhecimento estratégico e intelectual – entre as classes sociais. Com o aumento exponencial de acesso à rede – um meio autoregulável – o aparecimento da multiliderança se torna uma alternativa real ao modelo verticalizado das classes sociais e do poder político tradicional.

Mesmo que instintivamente, as pessoas já compreendem que a transparência inerente da rede cria um meio onde os papéis são atribuídos naturalmente, de forma que a liderança é sentida e construída coletivamente já que se sustenta na transparência contínua e verificável de um meio horizontalizado. Na rede os líderes são necessariamente múltiplos e complementares.

Também, não devemos nos surpreender ao notar que o processo de glocalização das novas esferas políticas esteja intimamente ligado com a questão do “local separado” vis-à-vis o “local conectado”, bem como entre “dependência x independência” vis-à-vis “interdependência”. Isso nos remete novamente aos atributos de concomitância dos processos de comunicação e produção em rede, onde “o local é global”.

A Rede é Fenomenológica
A rede existe em função da primeira pessoa e essa perspectiva é fenomenológica, ou seja, a rede existe proporcionalmente à atenção e ao engajamento do usuário, uma vez que os elementos constituintes da infra-estrutura da rede de comunicação – produtores e retransmissores de conteúdo – são os próprios usuários. De certa forma, a rede é uma escola de auto-estima porque seu funcionamento é alimentado pela participação insubstituível de cada indivíduo. Ideologicamente falando, esse fator invoca a oportunidade de praticar a democracia jeffersoniana, onde “as pessoas são o governo e o governo é as pessoas”.

Afinal, é possível que a ferramenta da “democracia do povo” já tenha chegado e que ela se chame Internet. Mas isso só o tempo vai dizer, conforme os constituintes da rede usam as novas ferramentas de comunicação para buscar o conhecimento e exercer a cidadania que têm dentro de si. Como alertou Thomas Jefferson, sem o engajamento consciente dos cidadãos a democracia se torna impraticável: “Se uma nação espera ser ignorante e livre, ela espera o que nunca foi e nunca será”.

Ricardo

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Ricardo Peres

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Segundo dados do Ministério da Cultura, 87% dos brasileiros n… Continuar

Postado em 16 dezembro 2009 às 19:37 ‚Äî

Ricardo Peres

Vale Cultura

Segue abaixo convite para o Evento sobre o Vale Cultura que estou organizando com meus camaradas Jamil Murad e Netinho de Paula. Será realizado na Câmara Municipal de São Paulo, dia 15 de dezembro das 19 às 22 horas.

Seria muito bom recebê-los lá!

Abraços,
Ricardo

Postado em 7 dezembro 2009 às 20:00 ‚Äî 1 Comentário

Ricardo Peres

Música usada como um agente social

Lygia Calil
Repórter
Jornal Correio de Uberlândia
Atualizada: 17/07/2009 - 08h07min

Policiais levam a adolescentes da periferia nova oportunidade

Entre dedilhados, sopros e notas musicais, 75 crianças e jovens da periferia de Uberlândia buscam uma oportunidade – seja com uma carreira na música ou simplesmente para exercer cidadania. Duas vezes por semana, eles recebem aulas teóricas e práticas no centro de formação da Ação Moradia do bairro Morumbi, zona Leste da cidade.

Iniciado em ab… Continuar

Postado em 17 julho 2009 às 19:30 ‚Äî

Ricardo Peres

RUI MARTINS E OS US$ 200 BILHÕES DE BRASILEIROS NA SUIÇA

O BRASIL E A EXCEÇÃO EUROPÉIA

por Rui Martins, em Direto da Redação


Berna (Suiça) - O banco suíço UBS parece aquelas maldições gregas pelas quais a desgraça chega. Seus dias estão praticamente contados mas vai levar na sua queda um país inteiro.

A vida tem suas ironias – faz uns dez anos, o desesperado diretor da empresa aérea Swissair telefonou para o antigo diretor do banco UBS pedindo a liberação do equivalente a 200 milhões de dólares para pagar o querosene dos aviões, caso contrário, po… Continuar

Postado em 3 julho 2009 às 11:11 ‚Äî

Ricardo Peres

Gigante da indústria da carne pratica atividades ilegais na Amazônia

Data: 31/05/2009
Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br

O Frigorífico Bertin, maior exportador de carne e um dos maiores grupos do setor no mundo, está envolvido em uma série de escândalos relacionados às atividades na região Amazônica, financiadas pelo IFC (sigla em inglês para Corporação Financeira Internacional) – braço financeiro do Banco Mundial. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o frigorífico teria negociado com autoridades do Instituto Br… Continuar

Postado em 1 junho 2009 às 13:29 ‚Äî

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Às 16:52 em 10 abril 2009, Luanda Figueiredo disse...
Oi Ricardo, legal encontrar vc por aqui também!
Um abraço
Às 20:36 em 31 março 2009, Antonio Barbosa Filho disse...
Olá Ricardo! Sou jornalista, e criei o grupo "La Pátria Grande", nesta comunidade, para trocarmos idéias sobre Cultura em geral, política, viagens e tudo que se refira aos países da nossa América Latina. Caso compartilhe desses interesses, convido-a a participar. Um abraço.
 
 

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