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Eleição de 1989 tinhamos mais opção de escolha e qualidade
4 respostas 

O que tenho tentado falar é que não me agrade nem Dilma nem tampouco Serra olhem os candidatos de 1989 tinhamos opções para todos os gostos direita,esquerda, anarquista corruptos consagrados mas…Continuar

Iniciou esta discussão. Última resposta de aleandro pereira 11 Jun, 2010.

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COMERCIANTE

Entrevista do Sr Plinio Arruda

Plínio de Arruda Sampaio ironiza Serra e Dilma e traz reforma agrária como proposta

Julia Chequer/R7

José Henrique Lopes, do R7 / Foto por Julia Chequer/R7

Aos 79 anos, o promotor público aposentado Plínio de Arruda Sampaio concorre pela primeira vez à Presidência da República. Ex-deputado federal, ele já se candidatou ao governo de São Paulo em duas ocasiões, 1990 e 2006.

Em uma eleição na qual os principais candidatos brigam entre si para dizer quem é o mais experiente e preparado, Plínio acha que suas cinco décadas de vida pública jogam a favor.

- Acho que a vantagem disso é que você já viveu situações que outros candidatos não viveram, situações extremamente importantes, e isso ajuda.

Plínio é um dos fundadores do PT, legenda com a qual rompeu em 2005. Hoje, ele está no PSOL e vê o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu ex-colega de sigla, com ceticismo.

Em sua opinião, o sindicalista que deixou São Bernardo do Campo e hoje ganha ares de líder mundial perdeu uma oportunidade histórica de governar com as massas e romper com a lógica do conchavo que caracteriza a política nacional.
Sobre a viabilidade de um governo socialista no Brasil, Plínio diz que o país não estaria preparado para uma ruptura, mas aposta na “conscientização” para uma mudança futura.

Para ele, o ponto de partida é o campo, onde reside o “pilar da desigualdade social”. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Plínio ao R7.

R7 – Quais são as principais propostas da sua candidatura?

Plínio - O primeiro ponto é a reforma agrária. Porque a pobreza começa aí, a desigualdade começa aí, a opressão começa aí. É o pilar da desigualdade social e da dominação burguesa. Mexeu aí, mexeu em toda a estrutura de poder no país. No mesmo pé está a educação, que precisa de uma solução mais radical do que essa lógica de dar mais dinheiro para a escola pública. Precisamos caminhar para a educação pública. Com cuidado, mas criando condições para que todas as escolas sejam iguais em qualidade, e isso supõe que sejam todas estatais. Outro ponto é a socialização da medicina. Enquanto houver medicina privada e medicina pública, o pobre não será atendido de maneira igual ao rico, e a igualdade é um ponto fundamental no socialismo. Como somos socialistas, somos pela igualdade.

R7 – O senhor acha que o Brasil está preparado para ter um governo socialista?

Plínio – Não para um governo que faça a ruptura socialista. O quadro internacional é muito adverso, embora internamente você tenha condições. O desenvolvimento das forças produtivas do país é suficientemente grande para organizar uma economia na base de produção de bens de uso. Mas não há consciência. Então não vamos ter ilusão. Não há [espaço para um] governo de ruptura, mas um governo de medidas contra a lógica do capitalismo. São medidas, digamos, anticapitalistas, o que é uma contradição. Como é que num regime capitalista existe um governo anticapitalista? Isso gera uma contradição, e essa contradição vai ser o elemento de conscientização, para chegarmos no futuro à possibilidade de uma ruptura.

R7 – Tanto o pré-candidato do PSDB, José Serra, como a petista Dilma Rousseff declararam recentemente que são políticos de esquerda. O senhor concorda?

Plínio – Eu acho engraçado, porque todo mundo diz que o socialismo está morto, diz que o socialismo está fora de moda, mas todo mundo quer ser de esquerda. Mas a esquerda é o socialismo. Acho que esses candidatos na verdade não têm mais nada de esquerda. Mas, como dizia meu pai, pretensão e água benta você pode tomar à vontade. Então se dizem de esquerda, mas não são.

R7 – Qual é o legado do governo Lula?

Plínio – O [ponto] negativo é a grande mistificação da realidade. O Lula é um especialista em dourar a pílula. Ele criou uma imagem de que as coisas estão muito bem, e isso não é verdade. Tem um lado verdadeiro. De fato, as pessoas muito pobres receberam R$ 100 por mês para enganar a pobreza. Porque com R$ 100 é impossível que uma família tenha os alimentos de que precisa para manter a saúde. Em segundo lugar, o Lula criou a ideia de que não há solução fora do capitalismo. Ao contrário, não há solução no capitalismo, isso é um aspecto nefasto da administração dele.

R7- Há algum ponto positivo?

Plínio - Positivo não é o que ele fez, mas o que ele é. Positivo é o fato de um operário modesto chegar à Presidência da República. Isso deu um ânimo a todas as pessoas, tem um efeito de demonstração enorme. É um pouco como o Barack Obama [presidente dos Estados Unidos]. Independentemente do que faça o Barack Obama, o importante é ele, um negro que chegou à Presidência.

R7 – Fala-se que o PT sucumbiu ao jogo das alianças políticas após ter alcançado a Presidência. Como o senhor lidaria com a necessidade de negociar com outras forças, inclusive no Congresso, para governar o país?

Plínio – Esse problema da relação entre o Executivo e o Legislativo é um problema ético antes de ser um problema político. [Em último caso], vai-se à opinião pública, e a opinião pública pressiona. O governante tem uma enorme capacidade de falar com o povo, ele expõe para o povo, e o povo expõe para o deputado. Se o deputado quiser assumir a responsabilidade de derrotar o governo, que derrote. Agora, combinar orçamento, dinheiro, cargo público, de jeito nenhum.

R7 – O senhor acha que o presidente Lula, que é tão popular, perdeu a oportunidade de romper com essa lógica?

Plínio – Disse isso a ele quando assumiu [a Presidência]. Disse “vamos trabalhar com o povo, reúne o povo que você faz o que quiser”.

R7 – O senhor tem 79 anos, é o candidato mais velho entre todos os que disputarão as eleições presidenciais. A idade, e neste caso a experiência, podem ajudar?

Plínio - Acho que a vantagem disso é que você já viveu situações que os outros candidatos não viveram, situações extremamente importantes, e isso ajuda.

R7 – Como é fazer uma campanha com recursos limitados e pouco tempo de propaganda?

Plínio – Eu acho que a televisão é hoje o grande instrumento de comunicação eleitoral, mas já não é o único. Há outro instrumento chamado internet, extremamente importante. Sinto muito pelo fato de que não tenho esse instrumento [a televisão], pois torna mais difícil a comunicação com os eleitores. Mas a minha estratégia é a seguinte: eu uso o pequeno tempo que tenho para levar o telespectador ao meu site, e lá eu vou dizer as coisas com tempo. Acho extremamente democrático, acho que é um avanço político enorme o Twitter, a internet, esses portais, todas essas ferramentas. Aos 79 anos, o promotor público aposentado Plínio de Arruda Sampaio concorre pela primeira vez à Presidência da República. Ex-deputado federal, ele já se candidatou ao governo de São Paulo em duas ocasiões, 1990 e 2006.

Em uma eleição na qual os principais candidatos brigam entre si para dizer quem é o mais experiente e preparado, Plínio acha que suas cinco décadas de vida pública jogam a favor.

- Acho que a vantagem disso é que você já viveu situações que outros candidatos não viveram, situações extremamente importantes, e isso ajuda.

Plínio é um dos fundadores do PT, legenda com a qual rompeu em 2005. Hoje, ele está no PSOL e vê o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu ex-colega de sigla, com ceticismo.

Em sua opinião, o sindicalista que deixou São Bernardo do Campo e hoje ganha ares de líder mundial perdeu uma oportunidade histórica de governar com as massas e romper com a lógica do conchavo que caracteriza a política nacional.
Sobre a viabilidade de um governo socialista no Brasil, Plínio diz que o país não estaria preparado para uma ruptura, mas aposta na “conscientização” para uma mudança futura.

Para ele, o ponto de partida é o campo, onde reside o “pilar da desigualdade social”. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Plínio ao R7.

R7 – Quais são as principais propostas da sua candidatura?

Plínio - O primeiro ponto é a reforma agrária. Porque a pobreza começa aí, a desigualdade começa aí, a opressão começa aí. É o pilar da desigualdade social e da dominação burguesa. Mexeu aí, mexeu em toda a estrutura de poder no país. No mesmo pé está a educação, que precisa de uma solução mais radical do que essa lógica de dar mais dinheiro para a escola pública. Precisamos caminhar para a educação pública. Com cuidado, mas criando condições para que todas as escolas sejam iguais em qualidade, e isso supõe que sejam todas estatais. Outro ponto é a socialização da medicina. Enquanto houver medicina privada e medicina pública, o pobre não será atendido de maneira igual ao rico, e a igualdade é um ponto fundamental no socialismo. Como somos socialistas, somos pela igualdade.

R7 – O senhor acha que o Brasil está preparado para ter um governo socialista?

Plínio – Não para um governo que faça a ruptura socialista. O quadro internacional é muito adverso, embora internamente você tenha condições. O desenvolvimento das forças produtivas do país é suficientemente grande para organizar uma economia na base de produção de bens de uso. Mas não há consciência. Então não vamos ter ilusão. Não há [espaço para um] governo de ruptura, mas um governo de medidas contra a lógica do capitalismo. São medidas, digamos, anticapitalistas, o que é uma contradição. Como é que num regime capitalista existe um governo anticapitalista? Isso gera uma contradição, e essa contradição vai ser o elemento de conscientização, para chegarmos no futuro à possibilidade de uma ruptura.

R7 – Tanto o pré-candidato do PSDB, José Serra, como a petista Dilma Rousseff declararam recentemente que são políticos de esquerda. O senhor concorda?

Plínio – Eu acho engraçado, porque todo mundo diz que o socialismo está morto, diz que o socialismo está fora de moda, mas todo mundo quer ser de esquerda. Mas a esquerda é o socialismo. Acho que esses candidatos na verdade não têm mais nada de esquerda. Mas, como dizia meu pai, pretensão e água benta você pode tomar à vontade. Então se dizem de esquerda, mas não são.

R7 – Qual é o legado do governo Lula?

Plínio – O [ponto] negativo é a grande mistificação da realidade. O Lula é um especialista em dourar a pílula. Ele criou uma imagem de que as coisas estão muito bem, e isso não é verdade. Tem um lado verdadeiro. De fato, as pessoas muito pobres receberam R$ 100 por mês para enganar a pobreza. Porque com R$ 100 é impossível que uma família tenha os alimentos de que precisa para manter a saúde. Em segundo lugar, o Lula criou a ideia de que não há solução fora do capitalismo. Ao contrário, não há solução no capitalismo, isso é um aspecto nefasto da administração dele.

R7- Há algum ponto positivo?

Plínio - Positivo não é o que ele fez, mas o que ele é. Positivo é o fato de um operário modesto chegar à Presidência da República. Isso deu um ânimo a todas as pessoas, tem um efeito de demonstração enorme. É um pouco como o Barack Obama [presidente dos Estados Unidos]. Independentemente do que faça o Barack Obama, o importante é ele, um negro que chegou à Presidência.

R7 – Fala-se que o PT sucumbiu ao jogo das alianças políticas após ter alcançado a Presidência. Como o senhor lidaria com a necessidade de negociar com outras forças, inclusive no Congresso, para governar o país?

Plínio – Esse problema da relação entre o Executivo e o Legislativo é um problema ético antes de ser um problema político. [Em último caso], vai-se à opinião pública, e a opinião pública pressiona. O governante tem uma enorme capacidade de falar com o povo, ele expõe para o povo, e o povo expõe para o deputado. Se o deputado quiser assumir a responsabilidade de derrotar o governo, que derrote. Agora, combinar orçamento, dinheiro, cargo público, de jeito nenhum.

R7 – O senhor acha que o presidente Lula, que é tão popular, perdeu a oportunidade de romper com essa lógica?

Plínio – Disse isso a ele quando assumiu [a Presidência]. Disse “vamos trabalhar com o povo, reúne o povo que você faz o que quiser”.

R7 – O senhor tem 79 anos, é o candidato mais velho entre todos os que disputarão as eleições presidenciais. A idade, e neste caso a experiência, podem ajudar?

Plínio - Acho que a vantagem disso é que você já viveu situações que os outros candidatos não viveram, situações extremamente importantes, e isso ajuda.

R7 – Como é fazer uma campanha com recursos limitados e pouco tempo de propaganda?

Plínio – Eu acho que a televisão é hoje o grande instrumento de comunicação eleitoral, mas já não é o único. Há outro instrumento chamado internet, extremamente importante. Sinto muito pelo fato de que não tenho esse instrumento [a televisão], pois torna mais difícil a comunicação com os eleitores. Mas a minha estratégia é a seguinte: eu uso o pequeno tempo que tenho para levar o telespectador ao meu site, e lá eu vou dizer as coisas com tempo. Acho extremamente democrático, acho que é um avanço político enorme o Twitter, a internet, esses portais, todas essas ferramentas.

Veja as matérias no R7:

“A verdadeira esquerda é o socialismo”, diz pré-candidato a presidente do PSOL

Sem chance de vitória, nanicos de esquerda querem transformar campanha em “programa de luta”

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Caixa de Recados (9 comentários)

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Às 2:59 em 31 dezembro 2010, Neide Guerra disse...

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

 

                                        Fernando Pessoa

 Aleandro,

Feliz Ano Novo!

Às 16:48 em 19 agosto 2010, Neide Guerra disse...
Acompanho as eleições no Brasil todo desde que era bem jovem, sei todas as pesquisas do Acre ao Rio Grande do Sul. Sou fanática pelo assunto e o que percebo no Pará é que quando as coisas não estão bem para a elite dominante do Estado, as pesquisas desaparecem. Foi assim nas últimas eleições para Governador, eu encontrava dados recentes de quase todos Estados menos daí e foi assim também quando o PT ganhou a Prefeitura de Belém.
Entre nos sites de eleições do Uol e veja a última pesquisa que eles mostram, Jader é candidato a Senador e a Governador e nesse caso a Ana Júlia estava em terceira posição, só que a pesquisa é do mês de maio ainda.
Pela forma que eles estão escondendo, tenho a impressão que a situação da Governadora é melhor do que você esta imaginando, como já te disse o Pará eu vejo no que eles não dizem.
Às 5:42 em 19 agosto 2010, Neide Guerra disse...
Aleandro,
Como vai? Estou ansiosa para saber como estão às eleições estaduais no Pará e a única pessoa que vi que pode me dar essas informações é você aqui no Portal. Como estão às pesquisas por aí de Governador e Senador?
Abraços,
Neide.
Em 5:18pm on julho 10, 2010, Stella Maris deu para aleandro pereira um presente...
Presente
Aleandro o prazer é meu. abçs.
Às 23:10 em 10 junho 2010, Marise disse...
Às 23:08 em 10 junho 2010, Marise disse...
Vo9u colocar todos aqui.Depois tu podes deletar
"
"
"
Às 23:02 em 10 junho 2010, Marise disse...
Oi Aleandro em primeiro lugar deixa o "dona " de lado. Vou procurar os videos e tentar colocar em tua página; Bjs
Às 22:13 em 10 junho 2010, Marise disse...
Aleandro se tu queres saber mais sobre a Dilma, vê os videos da entrevista dela com o Nassif. Ali tu verás bem quem ela é e o que pensa.
O Nassif fez uma entrevista inteligente, como só ele sabe fazer e foi no âmago das questões de governo.
Às 1:49 em 8 junho 2010, Luiz Guilherme da M. L. Jorge disse...
A honra é toda nossa .. É como se diz por aí, ninguém se encontra por acaso... há sempre uma motivação lá na frente mesmo que não se entenda de imediato ou nunca..
 
 
 

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