luiz André Cezar
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Discussões de luiz André Cezar

Millôr Fernandes e Chico Anísio
2 respostas 

  de: http://brasilquevai.blogspot.com.br/  Quando o diabo decide carregar um aproveitador, Deus chama um homem justo para que o mundo mantenha-se…Continuar

Iniciou esta discussão. Última resposta de Anarquista Lúcida 30 Mar, 2012.

Chico Anísio, fama feita de preconceito
34 respostas 

Com a morte de Chico Anísio não morrerá a modalidade de humor por ele disseminada. Rafinha…Continuar

Iniciou esta discussão. Última resposta de Isabeau da Silva 28 Mar, 2012.

Dois homens baixos na cracolândia

A falsa solução da ocupação militar do centro da cidade de São Paulo não foi medida intempestiva ditada pela intenção do poder público de preservar a lei e a ordem. Vinha sendo ensaiada desde quando…Continuar

Started 9 Jan, 2012

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Economista

A Guerra do Peloponeso e o Jornalismo de Aluguel

Tucídides, que viveu nas últmas décadas do século V AC pode ser considerado, depois de Homero, o escritor de influência mais fecunda na cultura ocidental. Sua mais notável obra foi a "Guerra do Peloponeso", em que relata esse memorável evento político-militar que, pela primeira vez, opôs duas das maiores cidades-estados gregas (Atenas e Esparta) e cujo defecho deflagrou o apagar do chamado "fogo grego" depois do declínio ateniense na região.
A obra de Tucídedes é até hoje referência nas academias militares estadunidenses e nos cursos de diplomacia, em razão de ter sido a primeira a descrever um conflito cujas características incorporam os principais elementos que são marcas dos conflitos modernos: a disputa pela hegemonia geopolítica entre Estados, a constituição de blocos de alianças, a criação de instâncias de articulação política e a formulação de estratégias militares consagradas.
O evento ganhou projeções históricas pelo fato de que seu desfecho permitiu aos Estados governados a "manu militari", a moda de Esparta, estabelecerem-se como modelos de organização política, reproduzidos depois por ditaduras militares tempos afora. A possiblidade de variante de Estado que se abriu á história à partir daí só não se revelou mais nociva em razão da posterior vitória dos vencedores espartanos (em aliança com os derrotados atenienses) contra as tropas Persas na batalha de Salamina, que, caso não ocorresse exporia a civilização ocidental a antecipada decadência no cuso da trajetória que a levou de Roma antiga à Washington contemporânea.
Tucídides conferiu ele mesmo à obra o caráter irrevogável de obra "mais importante já escrita" em seu gênero, sustentando que o critério que embasou sua redação consistiu no relato isento dos fatos, sem a tomada de posições pessoais ou julgamentos de valor, pelo que lhe reinvidicava o significato de narrativa histórica.

Assim tomada, a obra foi fonte de inspiração a uma ética de escrita depois apropriada pelo jornalismo moderno, que buscou na idéia do relato isento o atributo distintivo de qualificação.
Chamada pelo escritor de "patrimônio perene da humanidade", a obra foi apresentada como guiada pelo objetivo de servir aos homens, no sentido de que que pudessem antecipar eventos com força destrutival de igual magnitude.
É contra essa mística da obra, depositária dos segredos da arte da política da guerra, que o renomado historiador Donald Kagan da Universidade de Yale investe ao demonstrar que "A Guerra do Peloponeso" teve por finalidade primeira justificar erros cometidos pelo próprio "pai da democracia ateniense" Péricles na condução dos assuntos de Estado e na salvaguarda dos interesses da pólis, cuja derrota teve por consequência não só a derrocada da liga de Delphos, centro daquela experiência democrática primeva, como também da hegemonia grega no mundo antigo.
Sem arranhar os méritos e o reconhecimento devido ao grande historiador grego, Kagan mostra como detrás da política que engendrara a guerra havia ainda outra, urdida pelo "stablishment" de que fazia parte Tucídides, a fim de que a figura de Péricles viesse ser preservada e com ela os interesses do esquema de poder que a sustentava, no qual Tucídides tivera papel destacado como instrutor militar e conselheiro do mandatário.
Kagan revela a forma pela qual a obra funcionou como uma espécie de "salva-faces" de proporções históricas, inaugurando uma prática de registro depois banalizado pelo jornalismo de aluguel que viceja até os dias de hoje como portador da interpretação de grupos hegemònicos de poder.
O livro foi publicado em 2006 no Brasil pela Editora Record. Sua leitura vale a pena pela oportunidade de reflexão que oferece sobre a insustentável leveza do relato lavrado pela pena do status quo, retida nos dias de hoje pelo chamado jornalismo profissional.

Blog de Luiz André Cezar

Vivaldino da Silva

O status quo vem ultimamente convocando uma nova categoria de profissionais que até bem pouco permanecia oculta, a dos filósofos. Saído diretamente do Governo Lula passou a circular pelas colunas de jornais, como uma espécie de um novo rico da inteligentzia paulista, o filósofo Renato Janine Ribeiro. Com um ego que não cabe em si, o homenzinho deu de defender o lançamento de candidaturas avulsas independentemente de partidos políticos para os próximos pleitos. Aponta a França como palco de…

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Postado em 16 setembro 2011 às 15:00 — 1 Comentário

A poucos Passos da Calçada

 

A condição de moradia de rua tornou-se hoje em dia o efeito social mais visível do permanente estado de crise que marca as sociedades capitalistas contemporâneas. Impõem-se com frequência ao indvíduo como uma nova modalidade de evento, as catástrogfes pessoais.

Os sensos e levantamentos de perfis da população em condição de moradia de rua mostra cada…

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Postado em 14 setembro 2011 às 11:00

Os vivos e os mortos fora dos cinemas

Um testemho das condições em que se operam os sepultamentos na periferia da cidade de São Paulo, no dia em que fui ao enterro de minha tia

Postado em 10 setembro 2011 às 21:37

Zé Dirceu dá entrevista exclisiva a Fórum

 …

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Postado em 4 setembro 2011 às 3:31

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Às 22:00 em 22 abril 2011, RICARDO EVANGELISTA disse...
POESIA, ANTES DE DEPOIS DE PAZ E ARROZ. Ricardo Evangelista.Viva a páscoa poética!!!! MEU BLOG: http://sarautropeiro.blogspot.com
Às 18:50 em 15 setembro 2010, Antonio Barbosa Filho disse...
Obrigado, Luiz, por suas palavras. os bons amigos sempre são generosos e nos estimulam.
O livro está nos sites das principais redes, a Saraiva, a Cultura, e algumas outras. É um trabalho despretencioso, mas que serve para alimentar debates entre os interessados na redemocratização da mídia, uma de nossas carências mais urgentes, creio.
Um grande abraço, fico-lhe sinceramente grato.
Às 0:50 em 17 agosto 2010, Antonio Barbosa Filho disse...
Amigo Luiz: convido-o para o lançamento do meu livro "A Imprensa x Lula - golpe ou 'sangramento'?", dia 21, às 17:00 hs, no stand da All Print Editora (Rua L 44), na Bienal do Livro de São Paulo.
Um abraço, e até lá!
 
 
 

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