Palavras preciosas. Atualíssimas. Pagaremos o preço de esquecê-las..?Os Brizola e a Globowww.youtube.comNeto de Leonel Brizola fala sobre o episódio do…Continuar
Started 30 Mar
Terça-feira, 26 de Março de 2013 | ISSN 1519-7670 - Ano 17 - nº 739JORNAL DE DEBATESENTREVISTA / FÁBIO KONDER…Continuar
Iniciou esta discussão. Última resposta de nocti vago vago 30 Mar.
A Inescapável Desinformação da Imprensa Vivemos em era de velocidade de acontecimentos, e da velocidade do trafego de informações, que dificilmente damos conta do tamanho, do…Continuar
Started 18 Ago, 2012
Mino CartaEditorial06.07.2012 10:29Ideias em liberdade29…Continuar
Started 6 Jul, 2012
nocti vago vago ainda não recebeu nenhum presente
Estava escrito: Bar do Andar Superior
Tom encaminhou-se para lá. É. Aquele Tom, que só pode ser ele mesmo, maestro genial.
– Posso ter uma palavrinha com o Mestre?
– De que se trata, jovem? Diz o Mestre. Um charuto na boca, as cinzas caídas no ombro do paletó enquanto virava-se para chamar o garçom.
– Bom , Maestro... não sei como começar o assunto. Pensou em falar em tietagem, mas lá pelos idos de 1920, 1930, isto não faria sentido algum.
– O que o senhor define como grande admiração? Assim, fora do normal...? Pensou em “ídolo”.
– Caro jovem: defina o assunto. Ou o problema. Verei se posso lhe ser útil. No máximo, vou escutá-lo e tomaremos duas boas cervejas...
– Bom, pensou Tom. Meio caminho andado. Preferia, é claro, uísque...
– Meu Maestro, permita a minha intimidade consigo. Assim, mais aristocrático, soava melhor. – O senhor decerto nunca ouviu falar de mim, lá no andar de baixo. Vim depois. Mas o fato é que fui de sua mesma profissão. Quer dizer, quase...
– Ah, o Jovem era maestro?
– Não, Maestro. Quer dizer, é claro que depois fui maestro. Mas comecei como arranjador...Fui compositor. No começo de música apenas. Depois igualmente de letras...A esta altura, achou que podia ter sido melhor explicado. Poderia dar idéia de que Maestro não é talento. E sim emprego.
– Ah, acho que entendo...Mas o Jovem estudou? Permita-me, estudou música? Ah, estudou !? Pois sim...
A esta altura da conversa, explicações e desorientações à parte, Tom estava surpreso com a contundência e objetividade (quase acadêmica do Velho Mestre) e mais surpreso com o tipo que esperaria encontrar...Um tipo disperso... Concentrado intimamente, mais exteriormente disperso. Ao contrário: era um tipo solar, meridiano, positivista.
Mas o que esperar de quem havia tentado implantar o Canto Orfeônico, como educação musical e difusão cultural? Política cultural musical pura, setenta anos antes de qualquer coisa neste sentido...
Passaram dos aspectos biográficos para uma conversa mais técnica, da qual entendemos, você e eu, muito pouco (suponho). Foram aos píncaros do arranjo, das combinações de sonoridade.
A esta altura pensava Tom. Aquela tietagem estava ficando nua, clara, indecente. Não era o tom que queria dar à conversa. Fazer o que...
Aí , resvalaram para fontes de som. Daí para sons brasileiros, originais, fontes originais de sons brasileiros. Daí para o passaredo, para os bichos do Brasil, para as fontes da Amazônia, da selva, da mata, foi um passo. Ah...! E gosto de ambos pelo chapéu Panamá?
Aos poucos o desânimo do Tom conseguiu adquirir corpo. O Mestre tinha por trás de si uma filosofia, uma visão de mundo e de brasilidade simplesmente homogênea e fantástica.
Esperava encontrar o Artista. Junto com a embalagem , vinha o Inteletual...
Melhor chegarem logo as duas cervejas.
Não resistiu:
– O Mestre anda pensando em que lá atrás havia o começo de tudo isto?
( referia-se ao tema agora da conversa, a descoberta artística de um Brasil, de uma brasilidade artística genuína )
– Penso, Jovem, não posso deixar de pensar que Manuel Bandeira, eu próprio e Monteiro Lobato tivemos lá nossas querelas com os modernistas, da Semana de 22. Daí, só um passo. Penso que os modernistas são geniais. Só que com gosto eufórico da belle époque parisienne, talvez um ranço que eles mesmos nem percebessem... Ser diferente. Diferente de que? Diferente de quem?
– Juro, Maestro, não consigo perceber ainda...
Um gole na cerveja do Bar de Cima. O Maestro limpou a garganta, elegante, respondeu:
– Veja, somos Bandeira, Monteiro e este seu amigo, inclassificáveis. Digo, a classificação de artista de uma só...um só...
– O Mestre quer dizer...Superlativo!
– Isto! Auxiliou-me bem o Jovem... Esta falta de classificação...
( “Falta muito para entender os gênios, disto entendo também eu, pensou Tom”)
– Esta falta de medida, esta falta de...prateleira na estante!
– Acompanho...
– Esta dificuldade de ver-se a amplidão artística de nós três nesta época, para este seu Amigo mostra que, se iria haver a ruptura, haveria de ser total. O que estou dizendo é que o gênio é seu próprio paradigma...Nós três rompemos com tudo...Não queríamos digerir, elaborar... Queríamos refundar, começar do início, ter as mesmas sensações (artísticas , se me permite), de quem vê alguma coisa pela primeira vez...
Continuou:
– Farei uma brincadeira, Jovem, para situá-lo no jocoso e na pilhéria da situação...
– Permito...
– O modernismo é do índio na praia... na praia , vendo a primeira caravela. Nós três somos do primeiro brasileiro que nasceu aqui. De todas as raças...não de uma só...não de uma época só...me entende o Amigo?
–Ou seja...
– O que quero dizer ao Jovem amigo: a brasilidade não é a negativa, o que a gente não é ( por ser diferente). Ela é o que nós nem sabemos, ainda... Só sabemos que o sabor é diferente...!
A esta altura , Tom , irresistível:
– Gosto é antropofagia, Maestro!
Riram-se gostosamente. A pilhéria da pilhéria.
Recobrado o fôlego, o Maestro pergunta:
– Você, caro Amigo, de ter chegado depois, conheceu alguém que artisticamente tenha conhecido isto? Do começo do século, indo da formação clássica ao moderno... – Pós-moderno...é como dizem os mais recentes...Conheceu? Quanto tempo de vida artística ele construiu esta visão? A da brasilidade diferente de tudo. Talvez até um pouco antropofágico...
– Conheci Mestre. Tom lembrara Vinícius...
– Quanto tempo ele demorou...
– ...?
– Construindo esta visão artística de mundo, de seu próprio país?
– Ah, uns sessenta anos. Na literatura, na poesia, na música, nas parcerias (muitas, acho), nos shows e no cancioneiro...
– E terminou Maestro?
– Não... Maestro, Mestre. Não terminou Maestro não...mas falou uma coisa interessantíssima... Quer ouvir?
– Falou que aquela bebida (apontou o uísque na prateleira do Bar) é o melhor amigo do homem. O cachorro engarrafado...
E prosseguindo:
– Na verdade antídoto para o excesso de poesia e a sensibilidade, e boa anestesia para a dor. “Como ser poeta sem ser sórdido?”, ele dizia...
Adicionado por nocti vago vago
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Oh, Caymmi : " é doce morrer ..." pela garganta dos prognósticos açodados ( e olha a qualidade do protagonismo). Ouça, e deleite-se com os prognósticos (sabia-se àquela altura, só o primeiro dia do voto do Revisor)... antes do Tsunami da fundamentação do voto, pelo Revisor, no segundo dia...!
Postado em 24 agosto 2012 às 15:33
Quando era menino, nada mais me apaixonava que literatura e filmes de ficção científica.
Não que existisse o gênero de ficção bem definido. Misturava-se com os de aventuras. Nos seriados de Flash Gordon - em preto e branco - e os outros, da RKO.
Os anos se passam. E a partir de Blade Runner adquiriu-se uma outra perspectiva, nova.
Kubrick, também inglês, não chegou a conseguir este status de sofisticação filosófica. E da…
Postado em 19 junho 2012 às 1:41
Veja abaixo : para Folha interpretação de palavras é notícia. A própria reportagem admite que não foi dito o teor da manchete...
Jornalismo de pré concepção da notícia: taí novo ramo da Informação, na praça
17/05/2012 - 09h01
Marqueteiro do PT compara Haddad a Dilma e 'prevê' vitória em SP
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CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL A PORTO ALEGRE
FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE
Numa tentativa de aplacar temores…
ContinuarPostado em 17 maio 2012 às 13:45
Tá bom, tá bom...
Uma semana ruim, para a revista Mala, Mala Direta. Explico: não leio, veja você, a Mala voluntariamente. A não ser por estar na casa de alguém, onde nada mais exista para ser folheado. E seja um belo fim do dia, esperando alguém... naquele brevíssimo intervalo, confesso, intimamente : folhearia a revista Mala.
Explico. Sou um sujeito complicado. Na verdade, um cri-cri. E…
ContinuarPostado em 13 maio 2012 às 2:33
MariaDirce Cordeiro disse... © 2013 Criado por Luis Nassif.