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O TEMPO E OS ANCIÃOS DAS HORAS

“Uma nova onda de ataques violentos contra acadêmicos está varrendo os campi em Atenas e Tessalônica, levando os professores gregos a questionarem a lei que proíbe policiais de entrarem nos espaços…Continuar

Started 15 Dez, 2009

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Pensador cristão

O FUHER, O ARMAGEDDON E A MISSÃO DO BRASIL


A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou neste sábado que seu país é "amigo e sócio" do Haiti e prometeu continuar ajudando nas tarefas de resgate e reconstrução do país, em coordenação com o governo local. (...) Depois de se reunir com o presidente do Haiti, René Préval, Hillary disse em breve coletiva de imprensa que os EUA estão presentes no país "por convite de seu governo, para ajudar" e garantiu que as forças americanas ficarão no local "hoje, amanhã e previsivelmente no futuro", extraído dos jornais eletrônicos.

Antes de ir embora da cidade de Áquila (destruída por terremoto em abril do ano passado), onde entregou novas casas construídas pela Defesa Civil, Berlusconi recebeu de jovens que o esperavam fora da escola uma camiseta com a estampa: "Áquila com Silvio". Em seguida, um habitante local agradeceu pelos trabalhos de reconstrução da cidade. "Obrigado por tudo que fez por nós, garantindo-nos um terremoto de luxo", extraído dos jornais eletrônicos.

“Em minha opinião é inadmissível utilizar o argumento da seleção natural para separar globalmente indivíduos em aptos e não-aptos ou inferiores e não-inferiores, ou outra categorização que releve de um princípio global de hierarquia. O que existe na vida, e se manifesta no mundo é a diversidade e complementaridade das formas de vida, num planeta em evolução, onde ocorre nascimento, morte e reprodução, mas também simbiose, competição e predação, sob um fluxo alternante de energia solar que tudo alimenta através da fotossíntese. A haver uma lógica profunda dir-se-ia que a matéria evolui numa multiplicidade conexa para formas cada vez mais próximas da luz, cada vez mais libertas da gravidade. Concluo também que no mundo globalizado em que hoje vivemos o princípio de ordenação aristotélico só serve para efetuar diagnósticos exclusivamente locais, perdendo-se logo em seguida no mar da complexidade ecológica”, do professor José Pinto Casquilho, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa.

“Desbordamos todos os sistemas, nada nos encaixa. Não há sistema militar mais duro, não há nazismo mais feroz, não há repressão eclesiástica mais dogmática que possam enquadrar o ser humano. Sempre sobra alguma coisa nele. E não há sistema social, por mais fechado que seja, que não tenha brechas por onde o ser humano pode entrar, fazendo explodir essa realidade. Por mais aprisionado que ele esteja, nos fundos da Terra, ou dentro de uma nave espacial no espaço exterior, mesmo aí o ser humano transcende tudo. Porque, em seu pensamento, ele habita as estrelas, rompe todos os espaços. Por isso, todos nós, seres humanos, temos uma existência condenada – condenada a abrir caminhos, sempre novos e sempre surpreendentes”, do teólogo Leonardo Boff no livro “Tempo de Transcendência”.

O pobre tem lá o seu valor. A prova concreta é a “briga diplomática” pela ocupação do país mais pobre das Américas, ex-colônia francesa. O Haiti é hoje o sonho das empreiteiras onde a reconstrução rende bilhões de dólares. Se o lixo pode ser o luxo, o Haiti é hoje aqui o exemplo. Une divergências ideológicas pelo “bem-comum” sob o mesmo interesse nacional estratégico. Rende também reportagens jornalísticas – o bebê negro com “leve escoriações” que é transferido para os EUA, o ex-presidente ajudando no trabalho voluntário e até órfãos que podem ser adotados. Pela lógica, devemos ter muitas candidatas a Madona. Qual é a diferença do cheque da Gisele Bündchen para o Haiti e para o “Fome Zero?” É mais ou menos na mesma linha sentimental da matéria da NBC sobre o menino Sean finalmente “em casa”, tendo o privilégio de viver o sonho das estrelas: a América. Sem batatas fritas, mas com muito frango nuggets. Acho que foi mais bem explicado pelo comediante britânico Ricky Gervais durante a premiação do “Globo de Ouro”: “Os habitantes do Terceiro Mundo se sentem melhor quando vêem uma estrela de Hollywood, assim como uma criança asiática pobre está inclinada a pensar ´mamãe!´ quando vê fotos da atriz Angelina Jolie (que adotou órfãos do Camboja, Etiópia e Vietnã)”. O Terceiro Mundo pode ser laboratório para a composição de personagens, como a do nazista interpretado por Brad Pitt (marido da Angelina) no filme “Bastardos Inglórios”. A prole de órfãos do Camboja, Etiópia e Vietnã foi o laboratório para a sua interpretação. Pitt olhava para os filhos não-biológicos e dizia: “Bastardos!” A criançada caia na gargalhada ao ver a transformação facial do “pai”. Assim como o cônsul haitiano em São Paulo, George Samuel Antoine, de cor branca, pode ter a mesma opinião do pastor americano: "Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f...". Bem, já que os neonazistas brasileiros torciam pelo caos no Haiti, a manchete do jornal “O Globo” sobre a violência preanunciada foi um prato cheio para externar o seu “ponto de vista”: “O mundo só terá paz quando exterminarmos ´essa gente` (os ´inferiores´, entre eles os negros)”. Uma coisa é certa: neste cenário de explosão de ódio que caminha a humanidade, a política do “grande porrete” dá resultados a “curto prazo” mais eficazes do que a política do “amor”, base da civilização brasileira no Haiti. Para não perdemos tempo, como pensa o governo dos Estados Unidos? Vamos ouvir os jovens neonazistas brasileiros sobre o assunto: “Hitler será reconhecido pela história como o grande profeta. É o ´messias´ que veio restaurar a verdade no mundo. Ele disse que o armageddon será precedido pela luta final entre a ´raça superior´ e a ´raça inferior´. E revelou: meu reino durará mil anos”. E você? Concorda com os neonazistas brasileiros? Haverá um novo fuher que encarnará a sua alma e o seu discurso? Hitler é o “messias?” Você crê no armageddon? E no anticristo? De que raça pertence? Qual o seu grau de avaliação na escala da “luta pela sobrevivência” para triangular a equação com a “seleção natural”?

“Todos sabemos que, em longínquo porvir, a humanidade deverá enfrentar problemas cuja solução exigirá que uma raça excelsa em grau superlativo, apoiada por todas as forças do planeta, assuma a direção do mundo. Compreendi, portanto, que essa missão especial estava reservada para mim", de Adolf Hitler

Já que o medo do islamismo é visível hoje na Europa, principalmente na Inglaterra e na Alemanha, com respingos nos EUA, assim como a imigraçação é um problema, a exemplo da Itália, vamos relembrar Hitler. Afinal, os jovens neonazistas brasileiros crêem que ele será reconhecido pela história como a “verdade”. Não podemos esquecer o ambiente favorável do tempo-espaço que ele nasceu politicamente: os anos 30, pós-Grande Depressão econômica. Naquele tempo o mundo tinha a convicção sobre a falência do capitalismo. O nacional-socialismo de Hitler teve força ideológica porque era a contraposição ao marxismo, cuja teoria previa o fim do capitalismo por causa de suas contradições (verificado no princípio da realidade com a crise). Para quem não aceitava as explicações de Marx, a dialética chamou Hitler. Qual foi a maior objeção ao pensamento do judeu alemão Karl Marx? O fim das classes sociais. Hitler, por outro lado, se engajava na lógica indo-européia de superioridade da raça ariana. A conquista do poder tinha uma face “missionária”: impedir que os arianos perdessem a identidade a exemplo dos indianos, que se misturaram, terminando por ficar mais “escurinhos”. Segundo os nazistas, assim os indianos perderam a “iluminação” da raça superior, apesar da origem ser a mesma: ariana. A divisão em castas e o próprio símbolo da suástica, no entanto, foram heranças absorvidas dos hindus que os nazistas levaram como “conhecimento” e o aplicaram à risca, principalmente na religião nazista. Pela tradição pagã da Alemanha havia a promessa da chegada do “messias”, o “avatar” que traria o esplendor ao país e iluminaria o mundo. Quando o fuher surgiu no cenário político, apontando os “culpados” pela interrupção do processo produtivo e a favor dos trabalhadores, houve a identificação imediata com o povo: Hitler era o prometido “messias” para salvar o país da garra dos “imperialistas”. No discurso, a tônica racial baseada no sangue. Ele temia que a Europa perdesse o seu poder à medida que “escurecesse”. Daí a implicância com os franceses, mais vulneráveis à miscigenação. “Os franceses continuam a se misturar, sonhando estender o seu império até o continente africano. Eles representam as marionetes idiotizadas da dominação mundial judaica”, escreveu. E o desejo de união com os ingleses porque considerava que o anglo-saxão, assim como os alemães, tem incorporado o sentimento de superioridade da raça branca. Por várias vezes Hitler tentou aproximação com o Império Britânico, sem sucesso, para juntos imporem uma nova geopolítica mundial a partir da Europa. O fuher culpava os judeus por minar este acordo devido à influência da comunidade judaica no sistema financeiro internacional e a sua presença na imprensa britânica. Segundo ele, podia-se verificar a divergência de opinião entre políticos ingleses nacionalistas e o que era estampado na imprensa do país, exemplificando a visão contrária sobre o problema nipônico (Império Japonês) na Inglaterra. Por isso dizia que o Partido Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) teria que se manter no poder até que a visão nacional-socialista estivesse consolidada no país. Só assim se poderia evitar a volta ao poder dos social-democratas alemães, já que, apesar do discurso de esquerda, estes políticos já teriam aceito a influência do “capítal predatório” do sistema financeiro na Alemanha. Este caráter “revolucionário” de Hitler é que seduz alguns jovens hoje , muito mais do que o marxismo, porque estaria mais próximo do que eles exergam no princípio da realidade como os “causadores das mazelas do mundo” (o sistema financeiro). Como força também a idéia da “busca do homem perfeito e da verdadeira comunidade”, o que requeriria a eliminação ou expulsão da raça inferior porque entrava o progresso do País. Por isso, odeiam negros e nordestinos (“raça inferior”), além de homossexuais (“degeneração da raça”), “sionistas” (“representação da dominação mundial”) e comunistas (“que rejeitam a existência de classes sociais”). O que mais os irrita: o símbolo do coração que vem sendo muito utilizado por artistas, políticos e até pessoas comuns em algumas manifestações. Para os neonazistas brasileiros, o coração é o símbolo do “estado de inércia” da sociedade em oposição à “luta pela sobrevivência” como sinônimo da “seleção natural” entre as raças.

“As leis que governam as mudanças de estado em quaisquer sistemas físicos tomam a mesma forma em quaisquer sistemas de coordenadas inerciais. Existem sistemas cartesianos de coordenadas, os chamados sistemas de inércia, relativamente aos quais as leis da mecânica se apresentam com a forma mais simples. Podemos assim admitir a validade da seguinte proposição: se K é um sistema de inércia, qualquer outro sistema K´ em movimento de translação uniforme relativamente a K é também um sistema de inércia”, do gênio Albert Einstein explicando “As equações de campo da gravitação".

O que mais irritava Hitler era o sentimento de “estado de inércia” provocado pelo liberalismo. Assim expôs o pensamento nacional-socialista: “Quando jovem já pensava que essa evolução (liberal) teria a aprovação geral, transformando o mundo inteiro em uma única e grande casa de negócios, em cujas ante-salas seriam expostos, para a posteridade, os bustos dos mais atilados especuladores e dos mais ingênuos funcionários da administração. Os comerciantes poderiam ser, então, representados pela Inglaterra; os funcionários administrativos seriam os alemães; os judeus, porém, fariam o sacrifício de ser os proprietários, pois que, como eles próprios confessam, nunca lucram, sempre têm de ´pagar´ e, além disso, falam a maioria das línguas”. A “alienação capitalista” descrita pelo político alemão teria reflexos também no Legislativo. Ele observou o Congresso Austríaco e ficou escandalizado com o que viu: o presidente em exercício tentando pôr ordem na casa, enquanto os congressistas em Viena conversavam sem qualquer compromisso com a nação, chegando alguns até a dormir durante a sessão. Este “sistema de inércia”, que previa como futuro para todas as nações, só seria revertido pelo vigoroso caminho do nacional-socialismo porque a visão de Estado-nação seria o estímulo necessário para a produtividade geral em prol do “bem-comum”. Para chegar ao poder, Hitler pediu a Gobbels que a propaganda deveria ser destinada à “massa”, definida por ele mesmo como aqueles que estão sujeitos a “dúvidas” e “incertezas” em relação ao princípio da realidade. E definiu a cabeça dos trabalhadores: 1) Os trabalhadores não entendem a falta de sorte por estarem eternamente servindo; 2) Odeiam os empregadores que lhes pareçam serem os responsáveis por essa situação; 3) Injuriam as autoridades que lhes pareçam indiferentes diante de sua deplorável situação; 4) Os trabalhadores se preocupam nas ruas em relação aos preços dos gêneros de primeira necessidade. Como esses pontos estavam sendo feridos pelo liberalismo econômico na visão do trabalhador, Hitler viu a oportunidade de levantar a bandeira do nacional-socialismo para ser a “esperança” ao desastre provocado pelo capitalismo. Durante a crise, comentou, com sarcasmo, a falta de ordenamento do liberalismo econômico: “A comunidade internacional clamou nos anos 20 pelo símbolo da ´solidariedade mundial´, o padrão-ouro, e agora o está abandonando”. Antes de invadir os países europeus para livrá-los do “capital predatório”, Hitler proclamou o direito à “auto-determinação dos povos”. Não se conformava com a influência que o Império Britânico e a comunidade judaica exerciam em sua terra natal, a Áustria, devido à influência do sistema financeiro na imprensa local. Apesar de “proibido”, o ideário nacional-socialista continua lido. O que encanta os jovens neonazistas? Após a implantação do regime, mesmo com a Grande Depressão, a Alemanha já estava de pé em 3 anos. A prosperidade econômica sonhada, cujo lema na Europa hoje é: “trabalho seguro, nação com futuro”. Como livro de cabeceira dos jovens neonazistas: “Hitler para mil anos”, de León Degrelle, e “Comunistas, judeus e outras ralés”, de Pio Baroja. A raça mais ameaçada: a cigana, considerada a mais ralé no grau de avaliação sobre a luta pela sobrevivência.

“Se eu ganho materialmente essa guerra, terei dado um golpe mortal no judeu; se perco, o judeu destruirá o mundo”, novamente de Adolfo Hitler.

O anti-semitismo vem desde a Idade Média e sua desgraça está na cobrança de “juros”. Pelo medo do amanhã, o desconhecido, os judeus sempre tiveram o hábito de economizar, o que os levou a emprestar com juros de mora (espaço de tempo) a quem precisava de dinheiro no mercado. Da banca para o banco foi um passo. Assim como o conflito com comerciantes e governos por causa da elevação dos juros (alto custo do dinheiro). O ódio foi generalizado na Europa, levando o governo inglês a propôs a criação do Estado de Israel em Uganda, na África. Local mais hospitaleiro do que o árido deserto da Palestina. Venceu, no entanto, a proposta do judeu polonês Ben Gurion, líder do movimento sionista. Qual foi a sua força? Erguer a “terra de Sion” onde, segundo a Bíblia, “não havia pobres, nem qualquer degeneração da raça”. O sonho da “verdadeira comunidade” e do “povo iluminado” numa “terra abençoada por Deus”. Apesar de serem odiados em toda a Europa naquele tempo, os judeus foram perseguidos efetivamente na Rússia Czarista, sendo o famoso “progrom” o seu ápice. O último czar comparou os judeus a uma “Quinta Coluna” por atuar de forma nefasta (Estado dentro do Estado) na guerra russo-japonesa. Como morava na Polônia, então pertencente ao Império Russo, Gurion achava que só a “Terra Santa”, cuja promessa do profeta Moisés era que jorraria “leite e mel” (fartura), poderia ser o local adequado para a verdadeira comunidade sem pobres e sem vícios. A Terra de Sion, a “iluminação do mundo”, a fim de prepará-la para o tão aguardado “messias”. Em 1917, num acordo entre o Império Britânico e o presidente da Federação Sionista da Inglaterra, Lord Walther Rothschild, foi firmada a “Declaração de Balfour” durante a Primeira Guerra Mundial garantindo um “lar nacional” para os judeus. Com a vitória dos Aliados, após a decisiva entrada dos EUA na guerra, foi criada a Liga das Nações (a ONU da época) que estabeleceu um Mandato Britânico na Palestina na derrota do Império Turco-Otomano (então colonizador dos palestinos). Foi feita a divisão apenas para preparar o ambiente político, sob a condução dos ingleses: Transjordânia para o futuro Estado judeu e Cisjordânia para os palestinos. A primeira confusão começou porque muitos judeus, vindos do mundo inteiro para a Palestina, sonhavam com um Estado socialista. Entre eles a ex-primeira ministra Golda Meir, que, ao fim da vida, chamava os palestinos de “essa gente”. O judeu comprava a terra dos árabes ricos (que moravam em seus países) e desempregava a mão de obra palestina (o árabe pobre) porque os judeus formavam kibbutzs (fazendas coletivas) para não haver nem opressor nem oprimido. O trabalho do cultivo dos alimentos era para ser compartilhado. O palestino, sem trabalho, via pela frente o recrudescimento da luta pela sobrevivência porque a vinda dos judeus o expulsava de sua própria terra (mesmo que fosse apenas mão-de-obra). Por trás do problema do conflito no Médio Oriente é a não formação de capital por parte dos palestinos, que ficam nas mãos dos judeus e dos árabes. Podemos enumerar vários fatores: foram colonizados pelos turcos, ingleses e agora judeus. A disputa árabe-israelense ficou mais complicada porque as potências ocidentais também disputam o seu interesse estratégico na região. Neste embróglio, que mistura também política e religião, como a disputa por Jerusalém, o resultado prático é que não há paz. Ou seja, a “cidade da paz” (Jerusalém em hebraico) é um “mito”. O mais importante para o argumento do artigo é a mensagem: a divisão do espaço entre “raça superior” (judeus) e “raça inferior” (árabes palestinos).

“O ministro da Administração Pública da Itália, Renato Brunetta, propôs que seja criada uma nova lei para forçar os filhos a sair da casa dos pais. Segundo ele, os filhos deveriam deixar a casa dos pais aos 18 anos de idade, mesmo que por força da lei”, extraído dos jornais eletrônicos.

Qual é o marco do nacional-socialismo? 1) A idéia de que pode remendar a raça humana através da visão do Estado e do seu sistema jurídico. 2) A ausência de poderes que contestem a ação do Executivo. 3) Uma estrutura social que leve o trabalhador comum a se sentir “protegido pelo Estado” das adversidades da Natureza. 4) Promover campanha contra tendências que os nacional-socialistas querem ver eliminadas por considerá-las “distorções” da Natureza. 5) A busca da potência, consequentemente, do Super-Homem através da ilusão da superioridade militar. O resultado prático é a dependência do indivíduo à linguagem subliminar do Estado. Os críticos do “sistema” são chamados de “traidores da pátria”. A sangrenta história cita os casos de Hitler, Stalin e Mao Tse Tung como os artífices de matança contra o próprio povo. Em nome de salvar o Estado-Nação contra os que estariam a serviço dos “imperialistas”. No caso italiano, pode-se verificar na imprensa, controlada pelo primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, um longo caminho de persuasão contra os imigrantes, dizendo que o povo deveria rever “tabus”, como o sentimento de pena dos que buscam emprego no país, mas vivem da política social do governo. A lógica do “jogar dinheiro no ralo” porque a raça inferior será sempre “improdutiva”. Quem demonstra sentimento contrário é acusado de fazer parte da “imprensa vermelha”: traidores da pátria. Recentemente, houve um bate boca sobre os imigrantes após a explosão de violência no interior do país. O ministro do Interior, Roberto Maroni, culpou os “anos de excessiva tolerância" pela violência, enquanto a oposição acusou o governo de “alimentar a xenofobia”. A porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) na Itália, Laura Boldrini, disse que é necessário "impedir a caça ao imigrante" e iniciar um diálogo com as comunidades de estrangeiros. Mas para o italiano comum, que se divide entre a direita e a esquerda, há o sentimento de “direito” de andar nas ruas sem ser incomodado por imigrantes africanos querendo vender “bujigangas” (subemprego) que ele não quer comprar. Berlusconi não quer ser chamado de desumano, mas também não quer “essa gente” que não leva a Itália a ser rica e próspera. Por isso fez um acordo estratégico com a Líbia: investirá pesado no país africano desde que o coronel Kaddafi impeça a imigração líbia. Só que a Itália precisa ser próspera, com exportações crescentes, para poder cumprir a promessa. Para isso, precisa conter a imprensa oposicionista que apresenta as “mazelas do país”, que se refletem nas exportações num mundo globalizado em que comerciantes exigem “selos de qualidade”, como a do “Estado politicamente correto”. Algo que a mídia oposicionista ignora, em busca desta “verdadeira comunidade”, contrariando os planos de crescimento de Berlusconi. Assim como “essa gente” é um entrave. Mais ou menos a visão do apresentador Boris Casoy sobre os lixeiros que desejavam “Feliz Natal” ao telespectador da BAND. O comentário foi infeliz porque a categoria nem hoje é a mais baixa da escala do trabalho (raça inferior na luta pela sobrevivência), mas sim os catadores de lixo. O sentimento era de irritação com o chamado subemprego quando o concurso de lixeiros é hoje disputado até por pessoas com nível universitário (devido aos benefícios e até mesmo o salário diante da realidade do País). Será que Hitler é o grande profeta? A luta final será entre a raça superior e a raça inferior?

“Uma bomba explodiu neste domingo sem deixar vítimas ou provocar danos de consideração em um local de votação no sul do Chile, em pleno segundo turno das eleições presidenciais, informaram fontes policiais”, extraído dos jornais eletrônicos sobre a eleição no Chile.

O ódio contra os marxistas, que buscam a igualdade na divisão do trabalho, é outro sintoma dos nacional-socialistas. Na segunda-feira foi confirmada a eleição do empresário Sebastián Piñera, conhecido como o Berlusconi chileno. Aliás, o Lula já ligou para parabenizar o presidente eleito no país vizinho, assim como ocorreu no Uruguai? Bem, uma das características do nazi-fascismo é provocar atentados e jogar a culpa nos comunistas. Exemplos: Hitler contra o Congresso alemão; no Brasil a bomba do Riocentro. Assim como tentar manipular os resultados eleitorais (Proconsult e a dúvida sobre o seqüestro do empresário Abílio Diniz). No caso da eleição de Piñera, agências internacionais vincularam a explosão da bomba caseira com a foto de um estudante com uma camisa estampada com a foto de Che Guevara (acima). Mais imagem subliminar da “ameaça comunista”, impossível, apesar de Che ser hoje uma grife. O neonazismo vem crescendo no Chile, mas.... Teremos o discurso deles como o dos jovens opositores do governo Allende? “Nacionalismo, avante! Frente Nacional! Pátria e liberdade! Chile, Grande! Avante Chile!” Provavelmente não porque o retrô parece muito antigo. E o Brasil? Qual foi a experiência recente do nacional-socialismo? A ditadura militar. Existe a chance da volta deste período negro? Não. As Organizações Globo, com grande tendência fascista, hoje é obrigada a conviver com a mídia alternativa da Internet. Uma mensagem desmentindo ou chamado atenção para o caráter subliminar vai para um grupo de mensagens, que pode ser repassado para outros grupos de mensagens, numa progressão incalculável. Provavelmente com um poder destrutivo muito maior do que a própria audiência. Apesar de ultrapassar os “limites da ética”, chegando a romper com o espírito republicano ao ouvir o presidente do Supremo Tribunal Federal (como juiz da mais alta instância só poderia se pronunciar sobre qualquer matéria depois de ouvir os dois lados na sessão), os fascistas vêm acumulando derrotas. O próprio STF julgou que a imprensa não é “a dona da verdade”. Ou seja, o Brasil vive hoje o estado democrático. A opinião pública está presente no País em suas diversas correntes (inclusive as que circulam pela Internet e até a própria Globo) permitindo ao leitor encontrar o melhor conteúdo. O Brasil, aos poucos, está dando adeus aos “anciãos das horas”. Como bem explicou o teólogo Leonardo Boff, temos uma existência condenada a abrir caminhos, sempre novos e surpreendentes. Os nazi-fascistas estão perdendo voz porque não compreendem os ventos do capitalismo. A Rede Globo é carioca? Ou seu espírito está mais para o governo dos Estados Unidos? A libido do carioca corresponde à relação direito x força? Ou Freud está errado em sua tese?

"No universo atual, a energia escura domina sobre a matéria, e o universo se expande de forma acelerada. Enquanto a tração gravitacional da matéria leva à desaceleração da expansão, a energia escura a acelera”, observação do telescópio Hubble sobre o efeito da aceleração da luz e do domínio da energia escura, o grande enigma, sobre a matéria.

È mentira a informação de que o homem está menos fraterno. Desde o princípio dos tempos o ser humano se move pelo interesse, notadamente por controle das matérias-primas e da obtenção de mão de obra escrava. A luta se estabelece no campo de batalha para a solução dos conflitos de interesse através do sangue derramado. Tudo movido pela correlação direito x força, definida mais tarde pelo gênio Sigmund Freud como energia vital da libido. Hoje o lema é: “Pátria ou morte!” Para o intrépido Cazuza, “eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não pára, não pára não, não pára!”. O grito para o “sistema de inércia” mantido pelo homem, ainda preso à tração gravitacional. O eixo não impede que o ser humano de estar condenado à evolução, como explicou Charles Darwim em sua “Teoria da Evolução Natural”. A matéria enigmática x o enigma da energia escura.

As tecnologias obtidas durante a fabricação do míssil R-7 formaram uma sólida base que há muitas décadas permite à Rússia manter posições de líder no campo dos mísseis e do espaço", lembrou anteontem o primeiro-ministro Vladimir Putin, em mensagem divulgada pelo Governo. Ele pediu aos trabalhadores da indústria militar que "preservem e desenvolvam as tradições profissionais do setor” e que ponham todos seus conhecimentos "a serviço da ciência, da economia e do potencial defensivo da Rússia", dos jornais eletrônicos.

A decretação do fim da Guerra Fria nos anos 90 foi um “mito?” A única convicção é de que a Rússia anunciou hoje que irá reforçar sua frota naval no Báltico em resposta à intenção dos EUA de instalar mísseis Patriot na Polônia. Qual a diferença entre os EUA e o Brasil? Vamos ouvir as respectivas diplomacias. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse em discurso que os “piratas virtuais da China”, que atacaram o Google, "devem enfrentar as conseqüências". O chanceler brasileiro Celso Amorim disse que "levantar a discussão sobre disputa de poder Brasil-EUA é mesquinho". "O Brasil tem suas atribuições na Minustah e elas estão sendo cumpridas", acrescentou. Se o “mito” do Super-Homem tem como espelho a sensação de “segurança” na superioridade militar, a correlação direito x força ainda se faz presente. Assim como o riso entusiasta dos judeus ao ouvir da boca de Shimon Perez, Prêmio Nobel da Paz: “Sou humilde como Ben Gurion para repetir suas palavras: “Não digo que temos o melhor exército do mundo e sim o mundo diz que temos o melhor exército do planeta”. Viva o “senhor dos exércitos!” Até que a visão do profeta Isaías se estabeleça, alguém encarnará a alma de Hitler na luta da “força” como “direito?” Se em Tel Aviv, com seus belos restaurantes e tecnologia avançada, não há paz porque na Cisjordânia palestinos armados, pobres e vivendo no lixo não deixam, a cidade da paz precisa ser iluminada como esperança para um mundo partido. Alguma semelhança com a cidade partida em morro e asfalto? Qual é a diferença entre os nazi-fascistas e os capitalistas? Os primeiros enxergam o “curto prazo”, enquanto os segundos são auto-sustentáveis porque formaram capital ao entenderem a relação tempo-espaço (base teórica de Darwin e Einstein). Se a correlação direito x força tocará fogo no mundo, a cidade da paz no mundo será a redenção a partir da atrocidades da “civilização branca” (para irritar os arianos). Afinal, a “dúvida” é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma parte para outra. Da direita para a esquerda, ou vice e versa, como a Itália ou o Chile. Mas se o sentimento nazi-fascista é a irritação com a "massa" (sujeita a dúvidas e incertezas) e sua outra velocidade como observação, a abreviação dos tempos, base do capitalismo, é o remédio para o efeito da gravidade do mundo. Viva!

Próximo texto: 21 anos: chegou-se à maturidade e é hora de crescer


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Em 10:58am on fevereiro 09, 2013, Nena Noschese deu para verdadedoi um presente...
Presente
Estou te enviando este singelo presente, de coração aberto, para compensar as horas que vc fica escrevendo os textos e os muitos minutos que utilizo para lê-los. Abraços solidários da leitora Nena
Às 17:48 em 2 janeiro 2010, Antonio Barbosa Filho disse...
Olá Verdadedoi, parabéns pela sua página!
Convido-o a participar do grupo "La Pátria Grande", nesta comunidade. Um abraço.
 
 
 

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