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Blog de Oscar Peixoto (53)

VIII - O Contralto

O Contralto é a mais grave das vozes femininas, soando, em algumas circunstâncias, quase como uma voz masculina. É um timbre robusto, pesado e sombrio, com pequena extensão aguda, mas que alcança sua plenitude no registro grave (de forma equivalente aos barítonos e baixos na tessitura masculina). Raramente um contralto puro canta ópera, uma vez que são escassos os papéis escritos para essa tessitura. No mundo operístico, os papéis de registro vocal feminino mais grave, normalmente atribuídos a… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 12 abril 2009 às 13:00 — Sem comentários

VII - De Castrados e Contratenores

Comece ouvindo isto:





O que você acabou de ouvir foi o mezzo-soprano italiano Cecilia Bartoli (1966) cantando All’arme si acessi Guerrieri, de Domenico Scarlatti (1685-1757). Esta peça, do séc. XVIII, foi escrita (na tessitura de mezzo-soprano) para ser cantada por um castrato, provavelmente Farinelli (nome artístico do famoso castrato italiano Carlo Broschi (1705-1782), já que este foi um grande amigo de… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 4 março 2009 às 19:30 — 9 Comentários

VI - Os Tenores: O Tenor lírico-ligeiro

Ainda na categoria dos tenores, destaca-se uma das vozes mais privilegiadas no canto lírico, a dos tenores lírico-ligeiros. A rigor, os estudiosos distinguem os lírico-ligeiros dos somente ligeiros. De fato, em alguns casos há alguma diferença de timbre (sendo que alguns ligeiros adequam-se mais a papéis cômicos), mas, em boa parte dos casos, os chamados ligeiros também cantam papéis escritos para tenores líricos. O que necessariamente é preciso é que ambos os artistas possuam… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 8 fevereiro 2009 às 15:00 — 6 Comentários

V – Os Tenores: O Tenor Lírico

Na floresta espessa a que me referi no último post, a selva dos tenores, um pássaro sobressai em beleza sobre os demais (só sendo ofuscado, em alguns casos, pelas aves-sopranos): o tenor lírico. Nessa fauna de plumagem gloriosa exaltam-se as excelências e aqui se inscreve grande parte da história do bel canto.



O Tenor Lírico, como o adjetivo já deixa entrever, é uma voz adequada à expressão apaixonada, de timbre sensual, aveludado e redondo, mais doce que o timbre do… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 25 janeiro 2009 às 14:00 — 3 Comentários

IV-Os tenores: o tenor dramático

Se já vínhamos percorrendo caminhos delicados e acidentados, agora adentramos floresta espessa, com fortes luzes e muitas sombras, repleta de maravilhas, mas também plena de perigos. Aqui começam a luzir grandes estrelas cujo brilho muitas vezes ofusca o bom senso e, não raro, o bom gosto.



Astros de primeira grandeza, muitas vezes cercados de vaidades proporcionais à sua exuberância vocal, à medida que sobem a escala dos dotes líricos mais e mais sensibilidades se aguçam e disputas… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 6 janeiro 2009 às 1:30 — 5 Comentários

III - Os Barítonos

Na minha opinião, embora historicamente o mundo lírico cultue tenores e sopranos (como se houvesse uma espécie de tradição nesse sentido), há tessituras e timbres que talvez sejam ainda mais belos do que aqueles dois tipos de registro vocal. Entre os homens, o barítono; entre as mulheres o mezzo-soprano.



O barítono é a voz masculina que se situa entre a do baixo e a do tenor. Mas aí, mais uma vez encontramos alguma dificuldade na simplificação, em virtude das diversas nuances que… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 9 dezembro 2008 às 16:30 — 9 Comentários

II- O Baixo que não é superprofundo: será Profundo? Será Cantante? Oh, dúvida Cruel!

Como disse no início deste trabalho, toda classificação é passível de controvérsias. No caso dos Baixos, por exemplo, optei por diferenciar o baixo superprofundo dos demais por um detalhe apenas. É que os superprofundos, pela facilidade que têm de alcançar as notas mais graves da tessitura vocal humana, procuram quase sempre apresentar seus dotes em peças que lhes dêem a oportunidade de exibi-los. Daí, de maneira geral, preferirem repertório constituído de canções folclóricas ou regionais,… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 27 novembro 2008 às 15:00 — 1 Comentário

A Classificação das Vozes no Canto Lírico: I - O Baixo Superprofundo

A classificação das vozes no canto lírico é matéria em torno da qual há muita controvérsia. De forma bastante simples, poderíamos classificá-las em 4 categorias básicas: baixo, barítono, tenor, e soprano, e tudo seria muito fácil se fosse só assim.



Entretanto, há na voz humana uma grande quantidade de características e especificidades a serem consideradas (o que faz com que não haja duas vozes exatamente iguais, ainda que consideradas como da mesma… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 20 novembro 2008 às 15:00 — 11 Comentários

A Vaia na Ópera

Você alguma vez já ouviu falar que um famoso pianista tenha sido vaiado em determinada apresentação? Ou de um violinista renomado que tenha sido apupado porque desafinou uma notinha em uma partitura imensa? Não se sabe de platéia que vá a um concerto e fique na expectativa de uma determinada nota a ser tocada. Será que o violinista vai dar aquela nota acutíssima, ou vai falhar? Suspense. Pois na ópera, isso acontece e com mais freqüência do que se imagina. Artistas de primeira, cantores de… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 12 novembro 2008 às 22:30 — 5 Comentários

Com Licença, Senhoras e Senhores!

Pagliacci (Ruggero Leoncavallo – 1858-1919)



Leoncavallo baseia sua ópera "Paglicci" (Palhaços) em fatos reais. O episódio dramático contado na obra foi baseado em um crime que ocorreu em uma aldeia italiana, quando o ator de uma companhia itinerante de teatro matou sua mulher após o espetáculo. O fato pitoresco é que o pai de Ruggero foi o juiz do julgamento do assassino.



Pagliacci, como tantas outras óperas, é uma história de amor e ódio, de paixões arrebatadas, de… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 5 novembro 2008 às 17:30 — 2 Comentários

A Exuberante Musetta

La Bohème (Giacomo Puccini - 1858-1924)



Muitos pensam no título da ópera como sendo referência a alguma garota de vida airada, mas não é bem assim. Na realidade, a que os autores da obra queriam se referir (Puccini a música, Giacosa e Illica o libreto) era à vida boêmia francesa, principalmente a que acontecia no Quartier Latin parisiense, no século XIX, onde era proverbial a convivência de risos e lágrimas. Essa confusão ocorre no português brasileiro, porque o substantivo… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 31 outubro 2008 às 17:00 — 3 Comentários

Una Furtiva Lacrima

L´Elisir d´Amore - O Elixir do Amor – Gaetano Donizette (1797-1848))



O jovem Nemorino, camponês tímido e ingênuo, está perdidamente apaixonado por Adina, a bela da aldeia. Obviamente, Adina não lhe dá a menor bola, já que é assediada por todos os rapazes, com destaque para um guapo militar da guarnição local.

Pois Nemorino bebe um elixir, vendido por um charlatão que se aproveitava da ignorância dos pobres camponeses para lhes vender ilusões (qualquer semelhança com… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 27 outubro 2008 às 10:00 — 3 Comentários

La Danza

Considero a voz humana o mais belo instrumento musical que existe. E o mais original também, pois no canto fundem-se instrumento e executor, originando-se daí uma unidade indissolúvel, na qual o instrumento é o cantor e o cantor é o instrumento. O canto lírico é essa unidade musical elevada à sua máxima potência. Gostaria de, aqui nesse cantinho, compartilhar com os amigos algumas jóias líricas que considero de grande beleza e que requerem alto grau de virtuosismo para serem… Continuar

Adicionado por Oscar Peixoto em 21 outubro 2008 às 18:30 — 9 Comentários

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