Blog de Remisson Aniceto -- agosto 2011 Arquivo (14)

Convite para conhecer o Blog Nosso mundo

Blog Nosso mundo



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Convido-os a visitarem o Blog Nosso mundo (www.nossomundo.bligoo.com.br), um espaço - assim como este Portal, livre e democrático para publicação mediante cadastro, onde, respeitando os direitos humanos e autorais, podem ser adicionados… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 15:42 — Sem comentários

Herança

A confecção deste poema foi um caso à parte, diferente dos demais poemas meus, que normalmente levam horas, às vezes dias para ser finalizados. Herança veio de uma golfada; nasceu, se muito, em trinta minutos, já pronto pra se mostrar ao mundo.





E eu morro a cada dia

quando cada coisa morre.

Outrora Deus me socorria;

agora já nã o socorre...





Vai um pássaro, coit adinho,

de hirtas e opacas asas.

Vai com ele um bocadinho

da minha… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 13:50 — Sem comentários

Ave!





por todas as marias do mundo, ave

pelas mulheres cheias de graça, ave

por todas as benditas mulheres, ave

pelos seus frutíferos ventres, ave

por todas as mães ardorosas, ave

pelos pais e pelos seus filhos, ave

pelos sorrisos e pelos abraços, ave

pelos apertos de mão, ave

pelo inocente olhar das crianças, ave

por todas as… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 13:30 — 3 Comentários

Coração

Vi o Coração quando jovem, quando puro,

Rindo e sonhando dia e noite, noite e dia,

Como se a Vida, a Morte, o claro e o escuro

se resumissem em prazer e alegria.



Hoje, velho e partido pela Vida amargurada,

Sem glórias, sem ânsias, sem desejos,

Vesano órgão, cambaleia pela estrada,

Sem sonhos e algente de sobejo.



Melhor fora Coração não ter havido:

Sem este ingrato o peito seria

De sentimentos e tramóias desprovido.



Antes,… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 12:38 — Sem comentários

Transición

¡Es tan frío el hueco, tan oscuro el huerto

donde depositan mi cuerpo doliente!

—¿Cómo el hueco es frío si el cuerpo está muerto?

A partir de ahora sólo el alma siente...



Ah! Esta cama tosca donde estoy echado

y este cuarto oscuro y tan bien cerrado!

Quiero levantarme, pero estoy cansado...

¿Que rumor es ese en el cuarto al lado?



Hay un jardín cerca: siento aroma a flores.

Quiero levantarme, pero estoy cansado...

Estoy tan cansado… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 12:33 — Sem comentários

Livro Fogão de Lenha

 

 

De todos os livros de culinária que já li, tem o meu apreço especial este Fogão de Lenha, em capa dura, da Maria Stella Libânio Christo, cuja introdução é de Aureliano Chaves, que à época da 1ª edição (1977) era o governador de Minas. Permeando as receitas, encontramos lindas ilustrações relacionadas ao tema, todas tiradas do Álbum Debret, das quais destaco…

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Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 12:30 — Sem comentários

Fantasia

Para Rosangela de Fátima



Ó bela Flor, purpúrea, serena,

De sutil formosura, eflúvio de rosas...

Desvelada Flor, sublime, amena,

Mescla escarlate das veias ardorosas.



Ó infinita Flor, plácida, aérea,

Rubra Flor dos meus anseios...

Visão indelével, magicamente etérea,

Lampejo de cor dos devaneios...



Ó Ros’angelical, rósea Flor mirim,

Fulgente glória dos meus sonhos,

Cobre-me com pétalas… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 12:18 — Sem comentários

O teatro

Estreitam-se da nossa Pátria as cercanias,

Cresce a fome com a fuga das divisas, ri a peste.

A Nação, outrora honesta, se rende à tirania

De quem ouro recolhe e de poder se veste.



Queixoso é o povo dessa Lei que o oprime;

A sangria corre solta em cada Estado;

Quem matou se desculpa e se redime:

A Mão do Poder é branca e sem pecado.



Olhem bem, vejam só os desgraçados.

NEROS se protegem na armadura

Dos votos que lhes demos. Fazem… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 12:12 — Sem comentários

Terapia do riso absurdo

Contraídos o risório e o zigomático,

Explode em ti sonora gargalhada.

Do veneno do teu riso tão elástico

Minhas cordas também são contagiadas.



Tudo em ti é motivo de euforia

E até o vento faz-me cócegas passando.

De tudo rimos e na falsa alegria

O teu riso com o meu riso vai rimando.



Com o riso tu me enganas e eu te engano;

Se sofremos, damos bah! para a tristeza.

Riamos, que o riso encobre o dano.



Devemos rir, pois só o… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 12:10 — Sem comentários

Realeza

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Por que em tudo quanto vejo cuido vê-la?

Por que não fico um segundo desta vida

Sem pensar na minha amada e esquecê-la,

Se é uma jóia que pra mim está perdida?



A cada fim-de-semana tão sofrido

Me transformo nas flores que lhe oferto,

Mágica forma que creio ter aprendido

Para vê-la, pra senti-la, pra estar perto...



Abdico hoje da… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 17 agosto 2011 às 12:08 — Sem comentários

Substancia

Para Rosangela de Fatima

Mi trovo tante volte pensando a te

E visualizzo la tua perfetta forma di donna,

di giorno a sfiorare le labbra di velluto,

la notte ad accarezzare la seta dei capelli.

Se sei lontano da me, giorno dopo giorno

Ti trasformo nella delizia del frutto che apprezzo nella frescura dell’acqua che… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 16 agosto 2011 às 18:11 — Sem comentários

Os dançarinos

Blog Nosso mundo Melancólica e sonolenta, eis a Lua,

Flutuando sobre as águas do oceano.

Alheio a tudo, imerso na noite e no mundo

Meu pensar também vaga neste plano.



Ei-la, imagem erradia na pista do mar,

Entrando, dançando, bailando nas ondas vadias...

Minha imagem também… Continuar

Adicionado por Remisson Aniceto em 16 agosto 2011 às 17:22 — Sem comentários

Para ver-te

Blog Nosso mundo

 

Estás inteira dentro em mim.

Basta para tanto um pensamento.

A ilusão da esperança faz-me viver:

a mentira bem contada satisfaz...

Não te vejo há muito, há muito

e muito tempo...

Talvez nunca te tenha visto,

mas minha mente diz o contrário,

insiste com argumentos que a razão

não ousa combater.

Não é preciso que estejas aqui...

O vento acaricia com…

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Adicionado por Remisson Aniceto em 16 agosto 2011 às 17:00 — Sem comentários

Poema furtivo

O poeta ao falar de si fala dos outros,



que cada um tem um quê do outro.



Tudo é como se fosse um amarrio de cordas



seguidas, compassadas, continuadas.



O poeta ao falar dos outros fala de si,



que cada um outro tem um quê de nós,



cada um vive a vida alheia sem saber



e morre na morte do outro.



Cada poema é…

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Adicionado por Remisson Aniceto em 16 agosto 2011 às 17:00 — Sem comentários

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