Blog de Liu Sai Yam (42)

Parangolé do faz-de-conta-de-verdade











Um parangolé faz-de-conta de araque a dar conta do faz que é, mesmo que não seja. Neste momento será, depois vira traste. Um manto pra dança, que num exato momento… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 5 junho 2011 às 3:19 — 1 Comentário

Primeiras palavras e nenhuma palavra.





Dálias de Tessália, vozes ferozes, sombras velozes e vozes.



A pura mescla de um acordo entre divindades de todos os quadrantes, palavras de cima e de baixo a anunciar que está consumado o acostumado. Não há exércitos na crise, o que é perda está perdido, (re)encontra-se, localiza-se.



Nosso luar, espectadores do luar seremos, do continente solar, do continente costeiro e sem direito de sentir, de vibrar, um pôr do Sol oceânico incendiando a linha do… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 15 maio 2011 às 16:16 — Sem comentários

Repescagens Amazônicas - Anotações de Viagem



- a vegetação no agreste paraense. Arbustos, tufos de mato, árvores pequenas, terra amarelada, fina, recobre paisagem e gentes de um ocre mortiço, opaco, que debaixo do sol permanente e a fornalha que produz, parecem feitos da mesma substância.…





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Adicionado por Liu Sai Yam em 15 agosto 2010 às 14:00 — 6 Comentários

Configurando sensibilidades - os modos de "dizer" e os modos de "ouvir"

“Nossos olhos, emoções, espíritos e mentes vivem imersos na multiplicidade de signos para saber o que nos acontece e, por este motivo, sentimo-nos perplexos diante de acontecimentos da vida social. Mas quando convertidos em forma simbólica, passam a pertencer ao espaço semiótico no qual estamos mergulhados. Só desse modo tomamos consciência do que significam.



Eles sinalizam o destino de nossas vivências inexoráveis e sensíveis e configuram nossa… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 1 fevereiro 2010 às 11:46 — 1 Comentário

Preciosidades ensebadas



Descendo a serra via Estação Jabaquara, passagem obrigatória pelo sebo atabalhoado, indeciso entre livraria de lidos e banca de gibis, sempre uma aventura em que se entra pra uma espiada de 5 minutos e de repente se passou uma hora. O remexido entre coleções Bianca, almanaques, best-sellers ao estilo Aeroporto, Jacqueline Susan e Zé Mauro de Vasconcelos, revela de repente clarões como Dumas, Philip Roth, Nava, Álvaro de Campos, Raduan, Rubem… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 10 janeiro 2010 às 1:30 — 12 Comentários

O Super Estar - Um conto de Natal



Trevas e imobilidade.



Amigas inseparáveis desde que Maria da Consolação me libertou do ventre e me aprisionou neste mundo. Via dolorosa curta e infindável, ponteada por gritos de desespero e de arrependimento.



Sons e aromas.



Frestas arejadas por ruídos, melodias e cheiros. Nada me é vedado, exceto gesto e olhar, dos quais o insondável criador de tudo julgou prudente me entregar desarmado em meio aos homens.



A intervalos…
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Adicionado por Liu Sai Yam em 23 dezembro 2009 às 0:24 — 9 Comentários

Colombo, não Colúmbia

A evolução do pluralismo cultural na historiografia levou muitos historiadores a se insurgirem contra a denominação “Descobrimento da América”, referindo-se à chegada de Colombo a este continente; expressão contudo que ficou marcado de forma indelével na memória dos tempos escolares daqueles que não chegaram a “pegar” a vigência do novo glossário, que se por um lado se liga ás noções de correção política, por outro traduz esforço saudável no sentido de conferir precisão linguistica ao discurso… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 12 outubro 2009 às 11:30 — 5 Comentários

Nossa Prima Vera Chegou





Chega primavera, acolá, outono; alternância de solstícios e equinócios promovido pela natureza (ainda) vigente neste planeta (ainda) acessível ao ser humano, que no decorrer de milênios foi se habituando e se adaptando a variações térmicas, da mesma forma como se habitua e se adapta a variações de humor – em si e no outro.



Mudança climática é aula-magna de pluralismo que introduz noções de contraestagnação sob o signo da eterna mutação.



Uma… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 22 setembro 2009 às 14:30 — 20 Comentários

Antônio de Alcântara Machado: escolha as armas!

Descendo a serra, do Sampa ora insuportavel para Monga-água intoleravel, numa van desprezivel, cercado por co-passageiros intragaveis, o que aliviou foi uma preciosidade que jamais tinha lido e que custou a merreca de dois real num sebo-bão do Jabaquara: "Brás, Bexiga e Barra Funda", Alcântara Machado. Que avenida nojenta, mas como escreve!



Engraçado que Alcântara Machado parece nome português, mas relata causos italianos com total conhecimento de causa e intimidade com a alma…
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Adicionado por Liu Sai Yam em 12 agosto 2009 às 14:30 — 3 Comentários

Bom conselho - divagações vadias sobre uma canção



- embora poucos, venceremos.



- vejamos essa, concidadãos fartos das idéias feitas, que à falta de argumentação congruente somos levados a engolir, embora, pensando bem – aliás nem precisa o “bem”, só “pensando” – levados seremos à conclusão de que sentenças bombásticas acabam por produzir um reverso do qual não nos damos conta.



- então: embora muitos, perderemos.



- diabo de situação esquisita.



- o que dizer de Ciro, Xerxes,… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 17 junho 2009 às 13:00 — 5 Comentários

Paul is dead?

Nasceu em 1951, em São Paulo, de ascendência chinesa de Xangai, cujos pais participaram do imenso êxodo de 1949/50, arrojando-se do continente a Hong Kong e dali às naus abarrotadas rumo às terras novas dos Estados Unidos do Brasil.



Deram-lhe por nome Paul. A língua anglossaxônica predominava nas terras velhas da alquebrada Ásia, que nunca mais ouvira falar o português ou o espanhol, apesar de primordialmente colonizada por portugueses e espanhóis, como igualmente repudiou a religião… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 15 junho 2009 às 16:41 — 1 Comentário

Nós que aqui estamos, ninguém nos tira

“Os deuses primeiro enlouquecem a quem pretendem destruir”, frase sob medida para os tempos atuais, ao menos aos que buscam informar-se, de uma maneira ou outra, sobre os acontecimentos aqui e no mundo.



A loucura parece ter se apossado da humanidade como um todo, a concluir-se por notícias veiculadas em telejornais, imprensa escrita e no boca-a-boca a correr em lojas, escritórios, restaurantes, bares, filas e círculos de amigos.



O mundo parece ter virado um emaranhado de… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 28 abril 2009 às 11:49 — 5 Comentários

A História de Felício (10)

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É com profunda tristeza e pesar com que escrevo este capítulo, sem conseguir sincronizar tempo ou coerência de texto. Infelizmente, Federico Felino não resistiu às consequencias causadas por ingestão de chumbinho; e os danos em seus órgãos, aliados à idade avançada, acabaram por fazê-lo nos deixar.



Morreu no dia 17 de Abril de 2007, aos 13 anos e onze meses; era um dia de muito sol e de um céu sem nuvens, tal como gostava. Para mim, entretanto, foi o mais horrível dos… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 13 abril 2009 às 18:00 — 16 Comentários

A História de Felício (9)

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O sol ainda relutava em aparecer e me lembro de já estar acordada, ansiando pelo novo dia: 28 de janeiro de 2007, quando nossa realidade daria uma reviravolta total.



Depois de 18 anos em um apartamento, onde construí um princípio de vida, partiríamos rumo a um cotidiano mais tranquilo que nos permitiria realizar antigos projetos.



Nossos sentimentos, tensos e confusos, eram claramente partilhados por Felício. Sem entender o porquê de tamanha confusão, tentava… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 10 abril 2009 às 1:30 — Sem comentários

A História de Felício (8)

As senhoras nunca acompanharam folhetim?!

Não é assim que a coisa anda.

Desta vez vai, agora tem que rallentar, senão cadê emoção?




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Para nossa alegria, Felício foi retomando ao longo da semana sua rotina e seu jeito endiabrado de ser. Voltamos a conviver com traquinagens e artimanhas. Ver Fed no seu caminhar desajeitado e Felício com seus galopes, juntos novamente, nos trouxe a certeza de que havíamos tomado a melhor decisão. A casa foi novamente… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 31 março 2009 às 1:00 — 5 Comentários

A História de Felício (7)

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Naquela manhã de sábado, a casa entristeceu. Apenas o barulho da louça sendo lavada e do aspirador de pó, que vez ou outra parecia querer engasgar. Não havia mais brincadeiras ou estripulias pela sala; “brinquedos” espalhados por todo o apartamento foram recolhidos, e a agitação a que estávamos acostumados simplesmente desapareceu. Sem Felício, recuperamos a paz e a tranquilidade de antes; mas, no fundo, queríamos todos o nosso “furacão” cotidiano de novo ao nosso… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 30 março 2009 às 1:30 — 1 Comentário

A História de Felício (6)

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Felício entrou numa fase de completo desespero devido a alterações hormonais. Passava dias e noites acordado, soltando miados estridentes e doloridos como se pedindo por alívio. Nós todos aflitos, tentando achar forma de ajudá-lo. Mas o único que lhe dava um pouco de conforto era Federico, que ao pressentir o incomodo de Felício logo se punha à disposição para brincarem ou aprontarem malandragens, como que dizendo: “Não posso te libertar da sensação, mas estou aqui e vamos passar… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 20 março 2009 às 16:00 — 2 Comentários

Filmando Um Certo Lugar no Passado

Tentando estabelecer contato com a nave-mãe da amiga Ana Engelen, o comentário sobre um filme que parece feito sob medida para sair na foto.



Fumaça nos olhos e medo de viver





O título original é Smoke. Em português Cortina de Fumaça, excelente tentativa do tradutor em ajustar título à proposta central deste belo filme de Wayne Wang (Sinais de Fumaça seria também apropriado) que mescla densidade e bom humor na narração da rotina diária de um grupo… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 17 março 2009 às 23:28 — Sem comentários

Nós que amávamos Karen Carpenter

“Nunca vi mais gorda?”.



Lamento, moçada, era um caniço; e demorou para declararmos em alto bom som o que infinitos anos de vitrola nos qualificam a confessar: Karen Carpenter, nunca te assumi, sempre te amei!



A que vem? Explico:



Acionando o Motorádio da espelunca móvel num congestionamento, sintonizei por entre a selva de pagodes, forrós, balzacas animadinhas, profetas do apocalipse e exorcistas, e topei com uma voz a impor-se sobre o caos, ativando meus… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 16 março 2009 às 11:30 — Sem comentários

A História de Felício (5)

...



Dono de personalidade exuberante, Felício virou a alegria de casa. Sempre disposto a brincar, era motivo de riso por suas intermináveis traquinagens.



Crescendo lado a lado, Fed e Felício mostravam características muito diferentes. Enquanto Fed, siamês, era mais pacato e apreciava o sossego, Felício, talvez por sua “porção vira-lata”, não conseguia ficar um minuto parado. Bastava acordar para começar suas molecagens. Adora divertir-se e meter-se em confusão. Confesso… Continuar

Adicionado por Liu Sai Yam em 12 março 2009 às 10:30 — 3 Comentários

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