Blog de Romério rômulo -- junho 2010 Arquivo (3)

quero dizer que manuelzão foi boi – IX

onde o instante da vaca é universo
onde o estado do boi pode caminho
a rua do seu corpo é só poeira
o valo do seu corpo é vau-de-rio
bandeira no horizonte é saia morta
que faz marruco (dizer) estripulia.

manuel carrega em pelo o horizonte
e sempre diz de ser belo vaqueiro.

Adicionado por romério rômulo em 22 junho 2010 às 15:00 — Sem comentários

quero dizer que manuelzão foi boi – VIII

se cada um valesse por cerrados

os bois, manuel, seriam mais velozes!

o cavalo, estreito no seu corpo,

seria sua roupa matinal.

os bois, manuel, são pura transcendência.

e o espaço que lhe sobra, pura noite,

diz, singela, gargantas de eloqüência

e nitidez velada, mão afoita



de ver facão vazado de espanto

coser a pele de homem e coser

o boi, manuel, revela cada encanto

que nosso corpo não cabe por caber.



vadio manuel… Continuar

Adicionado por romério rômulo em 13 junho 2010 às 9:31 — 2 Comentários

quero dizer que manuelzão foi boi – VII

uns arrebóis de lenda,
uns bois de criação,
extrato de secura:
irmão.

o hálito cerrado
em corpo de varão
estado todo:
vão.

revela o cavalo
do peito, grão
poeira pesada:
mão.

fratura desossada.
desolação.
vida arriada:
não.

Adicionado por romério rômulo em 7 junho 2010 às 14:14 — Sem comentários

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