Blog de Romério rômulo -- outubro 2010 Arquivo (2)

sapos

sapos são seres rômbicos, agudos
e sua trégua é ineficiência.
pregado pela minha consciência
vou transformar os sapos em veludos.

a prima facie de um sapo é o medo
tão repelente da mão tocá-lo. o dedo
me sobra para amá-lo. em cada lente
carrego aquele sapo. e tenho medo!

(romério rômulo)

Adicionado por romério rômulo em 17 outubro 2010 às 17:51 — 3 Comentários

"mão"

a minha mão, cavalo das estradas,
caminha como pássaro na noite.
bêbada, trêfega, incólume, açoite,
trava meu corpo de carne deslumbrada.

pelo rescaldo do tempo, viés, caldo de rio
com margens a romper pedras e águas,
a minha mão estrada cão, pedra no cio,
traduz em galos a voz da madrugada.

a minha mão é todo ser tangente
tão de repente, pois tudo é de repente!

romério rômulo

Adicionado por romério rômulo em 9 outubro 2010 às 21:30 — 4 Comentários

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